Ergoterapia Pediátrica: Especificidades e Abordagens | Guia Completo

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👶 Pediatria

Ergoterapia Pediátrica: Especificidades e Abordagens

A ergoterapia pediátrica acompanha o desenvolvimento da criança e a aquisição de sua autonomia. Descubra as especificidades dessa prática fascinante, as abordagens terapêuticas e as ferramentas adequadas.

A ergoterapia pediátrica destina-se a crianças e adolescentes que apresentam dificuldades que impactam seu desenvolvimento, suas aprendizagens ou sua participação nas atividades diárias. Desde o recém-nascido até o adolescente, o ergoterapeuta adapta suas avaliações e intervenções ao estágio de desenvolvimento e às necessidades específicas de cada criança. Este guia completo explora os fundamentos, as abordagens e as ferramentas dessa especialidade em constante evolução.

🌟 Especificidades da ergoterapia pediátrica

A ergoterapia pediátrica difere fundamentalmente da prática com adultos. A criança é um ser em desenvolvimento cujas capacidades evoluem constantemente. O ergoterapeuta deve conhecer as etapas do desenvolvimento normal para identificar as discrepâncias e adaptar sua intervenção.

8%
das crianças afetadas por distúrbios do desenvolvimento
5-6%
apresentam um TDC (dispraxia)
5%
das crianças têm TDAH
1%
apresentam um TSA

O desenvolvimento da criança: base da prática

O conhecimento aprofundado do desenvolvimento normal é indispensável para identificar as dificuldades e estabelecer objetivos adequados. As grandes etapas a serem conhecidas incluem:

  • Desenvolvimento motor: Do controle da cabeça à marcha, da preensão reflexa à motricidade fina
  • Desenvolvimento sensorial: Integração das informações visuais, auditivas, táteis, vestibulares, proprioceptivas
  • Desenvolvimento cognitivo: Atenção, memória, funções executivas, capacidades de raciocínio
  • Desenvolvimento do jogo: Do jogo sensório-motor ao jogo simbólico e, em seguida, ao jogo com regras
  • Autonomia: Vestir-se, alimentação, higiene de acordo com as idades

A ocupação na criança

🎮

O jogo

Ocupação principal da criança, vetor de desenvolvimento e aprendizagem, suporte de reabilitação

📚

A escolaridade

Aprendizagens escolares, grafismo, organização, participação em sala de aula

🏠

A vida cotidiana

Autonomia progressiva nos cuidados pessoais, nas refeições, na vestimenta

💡 O jogo como ferramenta terapêutica

Na pediatria, o jogo não é uma recompensa ou uma pausa: é o suporte principal da terapia. O ergoterapeuta utiliza o jogo para avaliar as capacidades, trabalhar os objetivos terapêuticos e manter a motivação da criança. Um exercício apresentado como um jogo será sempre mais eficaz do que uma tarefa percebida como onerosa.

🏥 Patologias e indicações

A ergoterapia pediátrica abrange uma ampla gama de patologias e situações, desde distúrbios do desenvolvimento até sequelas de patologias adquiridas.

Distúrbios neurodesenvolvimentais

  • TDC (Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação): Antigamente dispraxia, dificuldades de coordenação e planejamento motor
  • TDAH: Transtornos de atenção com ou sem hiperatividade, impactando as aprendizagens e a vida cotidiana
  • TSA (Transtornos do Espectro do Autismo): Particularidades sensoriais, dificuldades de interação, comportamentos repetitivos
  • Distúrbios de aprendizagem: Dislexia, disortografia, discalculia com seus impactos funcionais
  • Deficiência intelectual: Acompanhamento do desenvolvimento da autonomia adaptada às capacidades

Patologias neurológicas e motoras

🧠

Paralisia cerebral

Acompanhamento do desenvolvimento motor, prevenção de deformidades, ajudas técnicas

💪

Doenças neuromusculares

Preservação da autonomia, ajudas técnicas evolutivas, adaptação do ambiente

Patologias da mão

Malformações congênitas, traumas, reabilitação e aparelhamento

Outras indicações

  • Atraso de desenvolvimento: Acompanhamento de crianças nascidas prematuramente ou apresentando atraso global
  • Distúrbios sensoriais: Deficiência visual ou auditiva com seus impactos funcionais
  • Doenças crônicas: Acompanhamento da criança doente em sua escolaridade e cotidiano
  • Traumatismos cranianos: Reabilitação e readequação após lesão cerebral adquirida

⚠️ Triagem precoce

A triagem precoce dos distúrbios do desenvolvimento é crucial para um atendimento ideal. Quanto mais precoce a intervenção, mais ela se beneficia da plasticidade cerebral da criança. O ergoterapeuta desempenha um papel importante na avaliação diagnóstica dentro das equipes multidisciplinares.

🔍 Avaliação da criança

A avaliação ergoterápica da criança combina testes padronizados, observações clínicas e entrevistas com os pais e a escola. Deve ser adaptada à idade e às capacidades da criança.

Testes padronizados em pediatria

  • M-ABC 2: Avaliação das competências motoras, triagem do TDC, 3-16 anos
  • Beery VMI: Integração visuomotora, cópia de formas, 2-18 anos
  • NEPSY-II: Bateria neuropsicológica completa, 3-16 anos
  • BHK: Avaliação da escrita, qualidade e velocidade
  • Perfil sensorial de Dunn: Questionário sobre o tratamento sensorial
  • PEDI-CAT: Medida da independência funcional pediátrica

Domínios de avaliação

🏃

Motricidade global

Equilíbrio, coordenação, planejamento motor, tônus postural

✍️

Motricidade fina

Preensão, manipulação, destreza, coordenação olho-mão

🎨

Capacidades perceptivas

Percepção visual, visuoespacial, visuo-construtiva

Avaliação ecológica

  • Observação em sala de aula: Comportamento, participação, interações, organização do trabalho
  • Observação em casa: Autonomia, ambiente, dinâmica familiar
  • Observação em sessão: Qualidade do jogo, interações, comportamento, fadiga
  • Análise da escrita: Cadernos de classe, postura, pegada do lápis, qualidade do traçado

"A avaliação da criança não se limita aos testes. A observação em situação natural, a troca com os pais e a escola são indispensáveis para entender as dificuldades reais e seu impacto no dia a dia."

— Recomendações de boas práticas

🛠️ Ferramentas adequadas para crianças

COCO é um aplicativo de estimulação cognitiva especialmente projetado para crianças de 5 a 10 anos, com exercícios lúdicos e uma pausa esportiva integrada.

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🎯 Abordagens terapêuticas

A ergoterapia pediátrica baseia-se em diferentes abordagens teóricas e práticas, frequentemente combinadas para atender às necessidades específicas de cada criança.

Abordagens desenvolvimentais

  • Abordagem neurodesenvolvimental (Bobath): Facilitação dos movimentos normais, inibição dos padrões patológicos
  • Abordagem CO-OP: Orientação Cognitiva para o Desempenho Ocupacional diário, estratégias cognitivas para aprender os gestos
  • DIR/Floortime: Desenvolvimento através do jogo e da relação, particularmente utilizado no autismo

Abordagens centradas na ocupação

🎯

Abordagem de cima para baixo

Partir das atividades significativas para a criança e desenvolver as competências necessárias

🧱

Abordagem de baixo para cima

Trabalhar as funções deficitárias para melhorar o desempenho nas atividades

🔄

Abordagem mista

Combinar as duas abordagens de acordo com os objetivos e o perfil da criança

Modalidades de intervenção

  • Sessões individuais: Trabalho personalizado nos objetivos específicos da criança
  • Sessões em grupo: Trabalho das competências sociais, motivação pelos pares
  • Orientação parental: Formação dos pais nas estratégias a serem utilizadas no dia a dia
  • Intervenção em ambiente escolar: Adaptações, conselhos aos professores, inclusão

💡 A importância da motivação

Uma criança que não está motivada não aprenderá. O ergoterapeuta deve encontrar o que motiva a criança (jogos, temas, recompensas) e integrá-lo nas sessões. Aplicativos de estimulação cognitiva como COCO utilizam a gamificação para manter o engajamento dos jovens usuários.

🌈 Integração sensorial

A integração sensorial é uma área importante da ergoterapia pediátrica. Muitas crianças, especialmente aquelas com TSA ou TDAH, apresentam particularidades no tratamento das informações sensoriais.

Os sistemas sensoriais

  • Sistema tátil: Toque, textura, temperatura, pressão
  • Sistema vestibular: Equilíbrio, movimento, posição no espaço
  • Sistema proprioceptivo: Posição do corpo, força, movimento das articulações
  • Sistemas visuais e auditivos: Visão e audição com seus aspectos de discriminação e modulação
  • Sistemas olfativo e gustativo: Cheiros e sabores, frequentemente envolvidos nas dificuldades alimentares

Perfis sensoriais

Hipersensibilidade

Reações excessivas aos estímulos, evitação, sobrecarga sensorial

🔇

Hipossensibilidade

Busca por sensações intensas, falta de resposta aos estímulos

🎯

Dificuldades de discriminação

Dificuldade em diferenciar os estímulos, má percepção do corpo

Abordagem de integração sensorial de Ayres

A abordagem desenvolvida por Jean Ayres propõe uma reabilitação em um ambiente rico em estimulações sensoriais, onde a criança é protagonista de sua experiência. Os princípios-chave são:

  • Desafio adaptado: Atividades que desafiam a criança enquanto permanecem realizáveis
  • Resposta adaptativa: A criança organiza seu comportamento em resposta aos desafios
  • Motivação intrínseca: A criança escolhe as atividades que atendem às suas necessidades
  • Ambiente enriquecido: Sala equipada com material sensorial variado

⚠️ Formação específica necessária

A prática da integração sensorial segundo Ayres requer uma formação complementar específica. Ela se distingue das atividades sensoriais gerais por sua rigor clínico e seu quadro teórico. Existem certificações para validar essa competência.

🧰 Ferramentas e materiais em pediatria

O ergoterapeuta em pediatria utiliza um material específico adaptado às crianças. O aspecto lúdico é essencial para manter a motivação e o engajamento terapêutico.

Material de motricidade fina

  • Jogos de manipulação: Contas, massa de modelar, jogos de construção, quebra-cabeças
  • Ferramentas gráficas: Lápis adaptados, guias para os dedos, planos inclinados
  • Jogos de destreza: Pinças, pinçetas, jogos de encaixe
  • Atividades de recorte: Tesouras adaptadas, material de colagem

Material sensorial

🎡

Equipamento vestibular

Gangorras, redes, pranchas de equilíbrio, trampolins

🎾

Material proprioceptivo

Bolas pesadas, cobertores pesados, coletes pesados

🎨

Material tátil

Bacias sensoriais, texturas variadas, pincéis, objetos vibrantes

Ajudas técnicas pediátricas

  • Ajudas à escrita: Mangas, guias para os dedos, apoios para as mãos, réguas adaptadas
  • Ajudas ao posicionamento: Assentos adaptados, planos inclinados, apoios para os pés
  • Ajudas à autonomia: Talheres adaptados, roupas adaptadas, fechos fáceis
  • Ferramentas informáticas: Teclados adaptados, mouses ergonômicos, softwares de ajuda

🤝 Colaboração e parceria

A ergoterapia pediátrica é sempre exercida em estreita colaboração com os pais, a escola e outros profissionais. Este trabalho em rede é indispensável para a coerência do acompanhamento.

Parceria com os pais

  • Informação e educação: Explicar as dificuldades da criança, os objetivos, as estratégias
  • Orientação parental: Transmitir exercícios e estratégias a serem utilizadas no dia a dia
  • Co-construção dos objetivos: Envolver os pais na definição das prioridades
  • Apoio emocional: Acompanhar os pais na aceitação e adaptação

Colaboração com a escola

📝

Adaptações

Recomendação de adaptações pedagógicas e materiais para a sala de aula

💬

Conselho aos professores

Explicação das dificuldades da criança, estratégias adaptadas em sala de aula

📋

Reuniões ESS

Participação nas equipes de acompanhamento escolar, elaboração do PPS

Trabalho multidisciplinar

  • Fonoaudiólogo: Coordenação sobre os distúrbios da linguagem, leitura, escrita
  • Psicomotricista: Complementaridade sobre a motricidade, o esquema corporal
  • Psicólogo/neuropsicólogo: Compartilhamento sobre os aspectos cognitivos e emocionais
  • Médico: Coordenação médica, prescrições, acompanhamento global

"Uma criança em dificuldade precisa de uma equipe coerente ao seu redor. A coordenação entre profissionais, pais e escola é a chave para um acompanhamento eficaz."

— Princípios do acompanhamento pediátrico

📱 Ferramentas digitais em pediatria

As ferramentas digitais oferecem novas possibilidades para a ergoterapia pediátrica. As crianças, frequentemente atraídas pelas telas, podem se engajar facilmente em exercícios apresentados na forma de jogos digitais.

Aplicativos de estimulação cognitiva

O aplicativo COCO da DYNSEO é especialmente projetado para crianças de 5 a 10 anos. Ele oferece exercícios lúdicos que trabalham diferentes funções cognitivas, com uma particularidade única: a integração de uma pausa esportiva obrigatória para favorecer o equilíbrio entre tela e atividade física.

🧠

Exercícios cognitivos

Memória, atenção, lógica, linguagem adaptados ao nível da criança

🏃

Pausa esportiva

Exercícios físicos integrados para equilibrar o tempo de tela

📊

Acompanhamento do progresso

Dashboard para acompanhar a evolução e adaptar os exercícios

Indicações em pediatria

  • TDAH: Treinamento da atenção, inibição, memória de trabalho
  • Distúrbios de aprendizagem: Exercícios de memória, lógica, percepção
  • TSA: Atividades estruturadas, previsíveis, motivadoras
  • Atraso de desenvolvimento: Estimulação adaptada ao nível da criança

💡 Regular o uso das telas

As ferramentas digitais devem ser integradas em uma abordagem equilibrada. COCO integra uma pausa esportiva obrigatória para limitar o tempo de tela passivo. O ergoterapeuta orienta os pais sobre o uso razoável dessas ferramentas, em complemento às atividades não digitais.

🎓 Forme-se em ergoterapia pediátrica

A DYNSEO oferece formações para otimizar o uso das ferramentas digitais no atendimento às crianças.

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🎯 Conclusão

A ergoterapia pediátrica é uma especialidade rica e fascinante que acompanha o desenvolvimento da criança em todas as suas dimensões. Da avaliação à intervenção, o ergoterapeuta adapta suas ferramentas e abordagens ao estágio de desenvolvimento e às necessidades específicas de cada criança.

O jogo continua sendo o suporte privilegiado da terapia, seja ele tradicional ou digital. Aplicativos de estimulação cognitiva como COCO oferecem novas possibilidades para engajar as crianças em exercícios lúdicos e acompanhar seu progresso de forma objetiva.

A parceria com os pais, a escola e outros profissionais é indispensável para garantir a coerência e a eficácia do acompanhamento. O ergoterapeuta em pediatria é um elo essencial dessa cadeia de cuidado, contribuindo para o florescimento e a autonomia das crianças que acompanha.

Deseja enriquecer sua prática pediátrica?
A DYNSEO o acompanha com ferramentas adaptadas para crianças.

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