Memória de trabalho em crianças de 6 a 11 anos: a abordagem lúdica de COCO PENSE

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Na Dynseo, passamos nossos dias pensando em como a tecnologia pode servir ao desenvolvimento das crianças. No coração de nossas preocupações está uma função cognitiva essencial, mas muitas vezes desconhecida pelo grande público: a memória de trabalho. Imagine por um instante um malabarista. As bolas que ele mantém no ar representam as informações que precisamos processar em um determinado momento. A memória de trabalho é a habilidade desse malabarista. Para uma criança de 6 a 11 anos, em plena construção de seus conhecimentos, esse malabarista mental é solicitado constantemente, seja para seguir as instruções do professor, resolver um problema de matemática ou simplesmente participar de uma conversa.

É a partir dessa constatação que desenvolvemos nossas ferramentas, especialmente nosso aplicativo ludo-educativo COCO PENSE e COCO BOUGE. Queremos convidá-lo a explorar conosco a importância dessa memória de trabalho e como uma abordagem lúdica pode fortalecê-la de maneira eficaz e gentil. Nossa abordagem não se limita à ferramenta digital; ela se estende ao acompanhamento dos adultos que cercam a criança, especialmente os professores, através de nossas formações dedicadas.

Antes de mergulhar em nossas soluções, parece essencial entender bem do que estamos falando. A memória de trabalho não é simplesmente a capacidade de lembrar informações. É um sistema muito mais complexo e ativo, um verdadeiro espaço de trabalho mental.

A memória de trabalho, esse maestro cognitivo

Se seu cérebro fosse uma orquestra, a memória de trabalho seria o maestro. Ela não toca um instrumento em particular, mas coordena todos os músicos. É ela que permite reter uma informação (como o início de uma frase que você lê) enquanto processa a seguinte (o final da frase) para entender o sentido global. Ela é limitada em capacidade e duração. Não podemos manipular mais do que um pequeno número de informações simultaneamente, e isso por um tempo muito curto. Para uma criança, esse espaço de trabalho ainda está em construção, como um escritório que se expande e se organiza aos poucos com a idade e a prática.

Os desafios diários de uma memória de trabalho limitada

Quando a memória de trabalho é frágil ou sobrecarregada, as consequências se manifestam de maneira muito concreta no cotidiano da criança. Você pode já ter observado:

  • A criança que esquece a segunda ou a terceira instrução de uma série ("Vá colocar seus sapatos, pegue seu casaco e não esqueça sua mochila").
  • O aluno que perde o fio da meada no meio de um cálculo mental complexo que exige reter resultados intermediários.
  • O jovem leitor que tem dificuldade em entender um texto, pois enquanto decifra as últimas palavras, já esqueceu o início da frase.
  • A criança que tem dificuldade em organizar suas ideias para contar seu dia ou para escrever uma breve história.

Essas dificuldades não são um sinal de má vontade ou de falta de inteligência. Elas são frequentemente o reflexo de uma memória de trabalho que luta para equilibrar todas as informações necessárias.

A ligação direta com os aprendizados escolares fundamentais

Na escola primária, entre 6 e 11 anos, os aprendizados tornam-se cada vez mais complexos e exigem massivamente a memória de trabalho. Na leitura, é preciso memorizar as correspondências entre letras e sons, reter as palavras já lidas e antecipar as seguintes para construir o sentido. Em matemática, a resolução de problemas exige manter em mente os dados do enunciado, as etapas do raciocínio e os resultados dos cálculos intermediários. Mesmo em matérias como ciências ou história, é necessário conseguir vincular novas informações a conhecimentos já adquiridos, o que é uma função chave da memória de trabalho. Uma memória de trabalho sólida é, portanto, um dos pilares do sucesso escolar.

Nossa abordagem: COCO PENSE, um campo de jogo para o cérebro

Diante dessa constatação, poderíamos ter criado uma série de exercícios repetitivos e austeros. Mas estamos convencidos de uma coisa: para uma criança, o aprendizado mais eficaz é aquele que não se parece com trabalho. É por isso que apostamos no jogo.

O jogo como motor do engajamento e da progressão

O jogo possui uma virtude extraordinária: ele engaja a criança de maneira voluntária. Quando uma criança joga, ela está concentrada, motivada e não tem medo de cometer erros. O erro faz parte do processo, torna-se uma oportunidade de tentar novamente, de ajustar sua estratégia. Essa postura é ideal para o aprendizado. O jogo permite estimular funções cognitivas complexas em um ambiente seguro e positivo. Ao completar um nível, a criança sente orgulho, o que libera dopamina em seu cérebro, o neurotransmissor do prazer e da motivação. Ela então deseja continuar, enfrentar desafios maiores. É esse círculo virtuoso que buscamos criar com COCO PENSE.

Apresentação de nossos companheiros: COCO PENSE e COCO BOUGE

Nosso aplicativo se desdobra em dois aspectos complementares.

  1. COCO PENSE: É o coração do nosso programa de treinamento cognitivo. Através de uma infinidade de mini-jogos variados e divertidos, a criança é convidada a exercitar diferentes funções cognitivas, com um foco especial na memória de trabalho, atenção e funções executivas (planejamento, flexibilidade, etc.).
  2. COCO BOUGE: Porque sabemos que corpo e mente estão intimamente ligados, esse aspecto propõe atividades físicas simples e lúdicas. Estudos científicos demonstraram amplamente que a atividade física melhora a concentração, a memorização e as capacidades de aprendizado. Fazer uma pausa ativa com COCO BOUGE permite oxigenar o cérebro e torná-lo mais disponível para as atividades de COCO PENSE.

O universo é conduzido por nosso personagem, Coco, um pequeno extraterrestre curioso e amigável que guia a criança, a encoraja e celebra suas conquistas.

Como nossos jogos visam especificamente a memória de trabalho

Cada jogo de COCO PENSE foi concebido por nossa equipe, em colaboração com profissionais de neuropsicologia, para focar em uma ou mais componentes da memória de trabalho. Não nos contentamos em oferecer um simples jogo de "Memória". Nossas atividades são projetadas com uma dificuldade progressiva e adaptativa. Se a criança consegue facilmente, o nível aumenta (mais elementos a reter, mais distrações, menos tempo). Se ela está em dificuldade, o jogo se ajusta para lhe oferecer um desafio ao seu alcance, evitando assim o desencorajamento. Essa personalização é a chave para manter a criança em sua "zona proximal de desenvolvimento", onde o aprendizado é mais eficaz.

Exemplos concretos de jogos para fortalecer a memória de trabalho



Working memory

Para tornar nossa abordagem mais tangível, aqui estão alguns exemplos de mecânicas de jogo que você pode encontrar em COCO PENSE, e como elas solicitam as diferentes facetas da memória de trabalho.

Os jogos da loop fonológico: reter sons e palavras

O loop fonológico é essa pequena voz em nossa cabeça que nos permite reter uma informação verbal por um curto período, como um número de telefone que repetimos antes de anotá-lo. Em COCO PENSE, o estimulamos com jogos como:

  • As compras de Coco: Coco precisa fazer compras. Uma lista de objetos é enunciada oralmente. A criança deve então reconstituí-la selecionando os itens corretos nas prateleiras da loja. O número de itens aumenta progressivamente.
  • O maestro dos animais: Uma sequência de gritos de animais é tocada. A criança deve reproduzi-la na ordem correta clicando nas imagens dos animais correspondentes. A sequência se alonga e se torna mais complexa.

Esses jogos ajudam a criança a desenvolver sua capacidade de manter e manipular informações sonoras e verbais.

Os jogos do bloco visuo-espacial: memorizar imagens e locais

O bloco visuo-espacial é a parte visual da memória de trabalho. Ele nos ajuda a lembrar a forma dos objetos, suas cores e sua posição no espaço. É ele que trabalha quando tentamos nos lembrar do caminho para voltar para casa. Nós o treinamos com atividades como:

  • A arrumação do foguete: Objetos aparecem brevemente nos compartimentos do foguete de Coco. Eles desaparecem, e a criança deve se lembrar de sua localização exata.
  • As constelações brilhantes: Um padrão de estrelas acende-se no céu. A criança deve memorizá-lo e reproduzi-lo em uma tela vazia. A complexidade dos padrões aumenta a cada nível.

Essas atividades reforçam a capacidade de criar e manipular imagens mentais.

Os jogos do administrador central: planejar, classificar e equilibrar

O administrador central é o verdadeiro "maestro". É a componente mais complexa da memória de trabalho. Ele supervisiona os outros dois sistemas (o loop fonológico e o bloco visuo-espacial), gerencia a atenção e permite realizar tarefas duplas. Em COCO PENSE, o solicitamos com jogos mais exigentes:

  • A cozinha intergaláctica: A criança deve seguir uma receita. Ela deve ler uma instrução (por exemplo, "Adicione 3 gotas azuis"), mantê-la na memória enquanto realiza a ação e, em seguida, passar para a próxima instrução.
  • O classificador de planetas: Objetos de diferentes cores e formas desfilam. A criança deve classificá-los de acordo com uma regra que muda regularmente (por exemplo, "classifique os objetos vermelhos na caixa da esquerda, mas apenas se forem redondos"). Esse tipo de jogo exige manter a regra na memória enquanto a aplica e inibe as regras anteriores.

Esses jogos ensinam a criança a gerenciar várias informações ao mesmo tempo, a ser mentalmente flexível e a planejar suas ações.

Além do jogo: a importância do acompanhamento e da formação

Uma ferramenta, por mais eficaz que seja, só despliega seu pleno potencial se estiver integrada em uma abordagem global e humana. O aplicativo é um recurso, mas os verdadeiros agentes da mudança são os pais e os professores que acompanham a criança.

O papel do professor e do pai: guias benevolentes

Com COCO PENSE, nosso objetivo não é deixar a criança sozinha diante de uma tela. Incentivamos os adultos a se envolverem: jogar com a criança, questioná-la sobre suas estratégias, verbalizar com ela as dificuldades encontradas e celebrar seus progressos. O aplicativo fornece tabelas de acompanhamento que permitem visualizar a evolução da criança, não para avaliá-la ou julgá-la, mas para entender melhor seus pontos fortes e as áreas onde ela precisa de um apoio maior. É um ponto de partida para o diálogo e a adaptação das ajudas propostas.

Nossa formação para identificar e acompanhar os transtornos DYS

Sabemos que as dificuldades de memória de trabalho estão particularmente presentes em crianças com transtornos de aprendizagem, como dislexia, dispraxia ou discalculia (os "transtornos DYS"). Muitas vezes, um professor se vê impotente diante de um aluno que não "se encaixa", sem saber como identificar a natureza de sua dificuldade nem como ajudá-lo concretamente.

É para atender a essa necessidade crucial que desenvolvemos nossa formação: "Identificar e acompanhar os transtornos DYS na escola primária". Esta formação é destinada a professores e profissionais da educação. Nosso objetivo não é transformá-los em fonoaudiólogos ou neuropsicólogos, mas dar-lhes chaves de compreensão e ferramentas práticas para sua sala de aula.

Da detecção à ação: estratégias para a sala de aula

Nossa formação se articula em torno de vários eixos concretos, visando equipar os professores para que possam:

  • Compreender: Entender os mecanismos subjacentes aos diferentes transtornos DYS e seu impacto nos aprendizados e na memória de trabalho.
  • Identificar: Aprender a reconhecer os sinais de alerta, os sinais que devem chamar a atenção no comportamento e no trabalho de um aluno.
  • Adaptar: Descobrir estratégias pedagógicas e ajustes simples a serem implementados em sala de aula para aliviar a carga da memória de trabalho dos alunos em dificuldade (instruções simplificadas, suportes visuais, uso de ferramentas de compensação, etc.).
  • Comunicar: Saber como trocar de maneira construtiva com os pais e os profissionais de saúde que acompanham a criança.
  • Utilizar as ferramentas: Integrar recursos como COCO PENSE de maneira pertinente no percurso do aluno, como um ateliê de reforço direcionado.
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Uma visão integrada para o bem-estar e o sucesso da criança

Nosso trabalho se baseia em uma forte convicção: não se pode isolar a estimulação cognitiva do restante do desenvolvimento da criança. Para que uma criança aprenda bem, ela deve se sentir bem em sua mente, em seu corpo e em seu ambiente.

O equilíbrio entre corpo e mente com COCO BOUGE

Insistimos na complementaridade entre COCO PENSE e COCO BOUGE. Propor a uma criança que se levante, faça alguns movimentos, se alongue ou realize um pequeno percurso motor entre duas sessões de jogos cognitivos não é algo trivial. É uma estratégia essencial para melhorar a regulação da atenção e a consolidação dos aprendizados. É reconhecer que a criança aprende com todo seu ser.

Nosso compromisso: equipar cada criança para seu futuro

Em última análise, nossa missão na Dynseo é contribuir para a construção das fundações sobre as quais cada criança construirá seus futuros aprendizados. Reforçar a memória de trabalho através do jogo é dar à criança um "canivete suíço" cognitivo que a servirá ao longo de sua escolaridade e de sua vida. Paralelamente, formar os professores para entender melhor e acompanhar os alunos com necessidades específicas é trabalhar por uma escola mais inclusiva e justa.

Acreditamos em uma abordagem onde a tecnologia é uma aliada, onde o jogo é um vetor de aprendizado poderoso e onde o humano permanece no centro do processo. É combinando ferramentas lúdicas e eficazes como COCO PENSE com um acompanhamento esclarecido e benevolente que podemos, juntos, ajudar cada criança a desenvolver seu pleno potencial.



O artigo "Memória de trabalho em crianças de 6 a 11 anos: a abordagem lúdica de COCO PENSE" explora como os jogos podem ser utilizados para melhorar a memória de trabalho nas crianças. Um artigo relacionado que pode interessá-lo é Jogos de memória online, que discute diferentes atividades online projetadas para estimular a memória e as capacidades cognitivas. Esses recursos são particularmente úteis para pais e educadores que buscam maneiras inovadoras de apoiar o desenvolvimento cognitivo das crianças.

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