As mulheres são menos diagnosticadas
Na maioria das vezes, as mulheres autistas terão habilidades para se camuflar, o que tornará o diagnóstico muito mais difícil. De fato, os sintomas estarão presentes como em um menino, mas as meninas tendem a imitar as pessoas ao seu redor para lidar com suas dificuldades de serem ouvidas e compreendidas.É verdade que nas populações autistas com deficiência intelectual, conta-se 5 meninos para cada menina. Esse desequilíbrio demonstra uma evidência: as meninas são especialistas em camuflagem.Ao crescer, essas mulheres autistas desenvolvem transtornos secundários que serão diagnosticados, evitando a razão principal. Elas frequentemente sofrerão de depressão ou crises de ansiedade, por exemplo.Além disso, os critérios de controle são frequentemente baseados em sintomas masculinos. As mulheres autistas enfrentam dificuldades na comunicação, mas conseguem, apesar de tudo, formar amizades mais facilmente ao se adaptarem.Durante as interações com uma menina autista, os assuntos serão frequentemente clássicos e a discrepância será mal perceptível. Elas brincarão, por exemplo, com bonecas Barbie, com o objetivo de reproduzir cenas sozinhas e não com amigas. Elas também podem ser atraídas por mundos alternativos e conteúdos que as ajudem a entender o funcionamento dos outros.A imitação, portanto, muitas vezes complicará o diagnóstico do autismo na mulher. De fato, esconder certos comportamentos e evitar certas pessoas não ajudará a realizar o diagnóstico correto. Portanto, é importante levar em conta diferentes elementos para conseguir identificar um caso de autismo sem confundi-lo com outra patologia secundária que seria resultado dos transtornos.Um atraso no diagnóstico pode ser sinônimo de grande sofrimento
As mulheres com transtornos do autismo e que se tornaram especialistas em camuflagem na sociedade são frequentemente diagnosticadas com transtornos de personalidade, de humor e até mesmo alimentares. Assim, as soluções que lhes são oferecidas, bem como a pressão social exigida por seu entorno e família, muitas vezes são sinônimos de grandes sofrimentos: exaustão, estresse, ansiedade, depressão, …Mesmo que essa nova conscientização tenha melhorado o diagnóstico do espectro do autismo, até hoje, as mulheres frequentemente permanecem não diagnosticadas. Portanto, reserve um tempo para estar atento às pessoas que apresentam transtornos leves, pois isso pode corresponder a um caso de autismo camuflado em mulheres.Descubra os programas de treinamento da DYNSEO
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Os desafios específicos enfrentados por mulheres autistas
As mulheres autistas enfrentam desafios únicos que podem influenciar sua qualidade de vida e bem-estar. Esses desafios podem ser exacerbados por expectativas sociais e estereótipos de gênero. Aqui estão alguns dos desafios mais comuns:
- Pressão social: As mulheres são frequentemente submetidas a normas sociais que as empurram a se conformar, o que pode dificultar a expressão de sua verdadeira identidade.
- Exaustão emocional: A camuflagem constante dos sintomas autísticos pode levar a uma exaustão emocional e física, tornando a vida cotidiana mais difícil.
- Acesso limitado a recursos: Os serviços de apoio podem não estar adaptados às necessidades específicas das mulheres, o que complica o acesso à ajuda necessária.
- Estigmatização: As mulheres autistas podem ser estigmatizadas por seus comportamentos, o que pode prejudicar sua autoestima e suas relações interpessoais.
As estratégias de adaptação das mulheres autistas
Para enfrentar os desafios mencionados anteriormente, muitas mulheres autistas desenvolvem estratégias de adaptação. Essas estratégias podem variar de pessoa para pessoa, mas algumas são particularmente comuns:
- Criação de redes de apoio: Participar de grupos de apoio ou comunidades online pode fornecer um espaço seguro para compartilhar experiências e conselhos.
- Práticas de atenção plena: Técnicas como meditação ou yoga podem ajudar a gerenciar o estresse e promover uma sensação de bem-estar.
- Educação sobre o autismo: Ao aprender mais sobre sua condição, as mulheres podem entender melhor suas experiências e encontrar maneiras de lidar com elas.
- Expressão criativa: A arte, a escrita ou outras formas de expressão criativa podem servir como catarses e ajudar a processar emoções complexas.
Os avanços no diagnóstico do autismo em mulheres
Pesquisas recentes destacam as especificidades do diagnóstico do autismo em mulheres. Aqui estão alguns avanços importantes:
- Ferramentas de diagnóstico aprimoradas: Novas ferramentas de triagem levam em conta as diferenças de gênero nos sintomas autísticos, permitindo um diagnóstico mais preciso.
- Formação de profissionais: As formações para profissionais de saúde agora incluem módulos sobre o autismo feminino, a fim de sensibilizar melhor sobre os sinais e sintomas específicos.
- Pesquisa sobre preconceitos de gênero: Estudos exploram como os preconceitos de gênero podem influenciar o diagnóstico e o tratamento de mulheres autistas.
- Aumento da conscientização: Campanhas de conscientização contribuem para uma melhor compreensão do autismo em mulheres, reduzindo assim a estigmatização e promovendo diagnósticos precoces.
Recursos e apoio para mulheres autistas
Existem muitos recursos e organizações que oferecem apoio às mulheres autistas. Aqui estão algumas das opções disponíveis:
- Associações locais: Muitas associações locais oferecem programas de apoio, oficinas e recursos adaptados para mulheres autistas.
- Grupos de apoio online: Fóruns e grupos em redes sociais permitem que as mulheres se conectem e compartilhem suas experiências.
- Terapias especializadas: Terapeutas treinados em autismo podem oferecer apoio psicológico adaptado às necessidades das mulheres.
- Recursos educacionais: Livros, artigos e vídeos podem ajudar a entender melhor o autismo e encontrar estratégias de adaptação.