Gestão da Agressividade Física em Estabelecimento: Garantir sem Contenção
Protocolos e técnicas para gerenciar a agressividade física de maneira profissional e respeitosa, priorizando a segurança de todos sem comprometer a dignidade
A agressividade física em pessoas com distúrbios cognitivos representa uma das situações mais temidas e delicadas de gerenciar em um estabelecimento. Socos, mordidas, arranhões, empurrões: esses comportamentos colocam em risco a segurança dos cuidadores, a dos outros residentes e, às vezes, a da própria pessoa. Diante dessas situações, a tentação pode ser grande de recorrer à contenção para "proteger a todos". No entanto, a contenção, longe de ser uma solução, levanta sérios problemas éticos, jurídicos e terapêuticos.
Compreender a agressividade física em contexto geriátrico
Antes de intervir, é crucial entender que a agressividade física em uma pessoa com distúrbios cognitivos nunca é uma escolha deliberada de causar dano. É uma reação de defesa diante de uma ameaça percebida, uma expressão de angústia profunda ou uma manifestação das lesões cerebrais que alteram o controle dos impulsos.
As causas neurológicas da agressividade
Nas doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer ou as demências frontotemporais, certas áreas do cérebro responsáveis pela regulação emocional e pelo controle comportamental são afetadas. Isso se manifesta por:
Perda de inibição
A pessoa passa diretamente do pensamento à ação sem conseguir moderar sua resposta. Os filtros sociais habituais não funcionam mais.
Hipersensibilidade
Situações banais (um toque, um barulho) são percebidas como ameaças intoleráveis que exigem uma resposta de defesa imediata.
Má interpretação
Dificuldade em interpretar as intenções dos outros: um gesto de ajuda é percebido como uma agressão, um olhar benevolente como uma ameaça.
Modo de sobrevivência ativado
Diante da incompreensão da situação, o cérebro ativa um modo "luta ou fuga" com reação primária e incontrolável.
Os fatores desencadeantes frequentes
A agressividade física raramente ocorre sem razão. Identificar os desencadeantes permite prevenir e gerenciar melhor essas situações:
- Os cuidados de higiene íntima: Banho, vestir-se, trocas são vividos como intrusões na intimidade, desencadeando uma reação defensiva instintiva de proteção do próprio corpo.
- A dor não identificada: Uma dor intensa que a pessoa não consegue verbalizar se manifesta por uma reação agressiva em relação a quem se aproxima - é um "Não me toque, estou com dor!" não verbal.
- O medo e a confusão: Não reconhecer o lugar ou as pessoas, estar desorientado no tempo e no espaço gera uma pânico que pode se transformar em agressividade defensiva.
- A frustração extrema: A impossibilidade de comunicar suas necessidades ou realizar o que deseja acumula uma tensão emocional que acaba explodindo fisicamente.
- As alucinações e ideias delirantes: Ver intrusos, acreditar que querem envenená-lo, pensar que estão roubando-o pode gerar comportamentos de defesa violentos contra essas ameaças percebidas.
🎓 Formação DYNSEO: Alternativas à contenção
Nossa formação "Distúrbios de comportamento relacionados à doença: Métodos e coordenação multidisciplinar" oferece um módulo completo sobre as alternativas à contenção e as técnicas de gestão da agressividade respeitosas dos direitos da pessoa.

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Por que a contenção não é a solução
Antes de abordar as alternativas, é essencial entender por que a contenção - seja física (amarra, coletes, barreiras de cama) ou química (sedação medicamentosa excessiva) - deve ser evitada tanto quanto possível.
Os riscos médicos graves da contenção física
⚠️ Perigos da contenção física
- Riscos cardiovasculares: Agravamento da hipertensão, tromboses venosas profundas relacionadas à imobilização prolongada, compressão vascular
- Riscos respiratórios: Pneumonias de aspiração, dificuldade respiratória se a contenção comprime o tórax, redução da capacidade pulmonar
- Riscos cutâneos: Escaras (feridas de pressão), lesões cutâneas, hematomas, em casos extremos: estrangulamento acidental
- Riscos musculoesqueléticos: Perda muscular rápida (amiloatrofia), rigidez articular irreversível (anquiloses), quedas graves ao remover a contenção (perda de equilíbrio)
- Declínio cognitivo acelerado: A imobilização e a subestimulação agravam rapidamente e significativamente os distúrbios cognitivos existentes
- Impacto psicológico maior: Trauma psicológico, perda de autoestima, depressão reativa, aumento paradoxal da agitação
A contenção química (sedação excessiva por neurolépticos ou benzodiazepínicos) também apresenta perigos específicos:
- Quedas relacionadas à sedação excessiva e à perda de equilíbrio
- Confusão agravada (efeito paradoxal frequente em pessoas idosas)
- Síndrome parkinsoniana iatrogênica (rigidez, tremores)
- Risco de acidentes vasculares cerebrais com certos antipsicóticos
- Interações medicamentosas perigosas
As implicações éticas e jurídicas inescapáveis
Do ponto de vista ético, a contenção representa uma grave violação dos direitos fundamentais da pessoa humana:
⚖️ Quadro jurídico da contenção na França
A lei francesa é muito clara sobre este ponto. A contenção só pode ser utilizada como último recurso absoluto e deve respeitar condições estritas:
- Caráter excepcional: Apenas em caso de perigo imediato e grave para a pessoa ou terceiros, quando todas as outras alternativas falharam
- Duração limitada: O tempo estritamente necessário, nunca de forma prolongada ou sistemática
- Prescrição médica obrigatória: Decisão médica escrita e fundamentada, reavaliada regularmente
- Consentimento ou decisão colegiada: Busca do consentimento da pessoa, se possível; caso contrário, decisão em equipe multidisciplinar incluindo a família
- Supervisão próxima: Monitoramento regular do estado da pessoa, adaptação permanente
- Rastreabilidade completa: Documentação precisa no prontuário médico: justificativa, duração, reavaliações, efeitos observados
Importante: Uma contenção de "conforto" para facilitar o trabalho da equipe ou por falta de pessoal é ilegal e constitui maus-tratos institucionais passíveis de sanções penais.
"A contenção nunca é trivial. É uma privação de liberdade que só pode ser justificada por um perigo imediato e grave. Nossa responsabilidade profissional e ética é buscar primeiro todas as alternativas possíveis."
Estratégias preventivas: agir antes da crise
A melhor gestão da agressividade física é aquela que a impede de ocorrer. Uma abordagem preventiva bem pensada pode reduzir até 70% dos incidentes violentos.
O conhecimento profundo da pessoa: sua melhor ferramenta
Quanto mais você conhece a pessoa - sua história, seus hábitos, seus gatilhos, suas estratégias de acalmar - mais você pode antecipar e prevenir situações de risco. Esse conhecimento deve ser formalizado e compartilhado com toda a equipe.
📋 Criar um perfil comportamental personalizado
Para cada residente apresentando risco de agressividade, crie uma ficha detalhada incluindo:
- Biografia de vida completa: Profissões exercidas, interesses, eventos marcantes, hábitos de vida, estrutura familiar, relações importantes
- Sinais precursores específicos: "Sra. D. começa a dobrar e desdobrar seu lenço de maneira repetitiva 5-10 minutos antes de uma crise", "Sr. B. fixa intensamente um ponto e não responde mais às perguntas"
- Gatilhos identificados: "Recusa sistemática do banho pela manhã, aceitação à tarde", "Fica agressivo quando se aproxima por trás", "Não suporta o barulho do aspirador"
- Estratégias eficazes validadas: "Propor uma caminhada no jardim acalma o Sr. B. em 5 minutos", "Falar sobre seus netos desvia a atenção da Sra. L.", "Dar um objeto para segurar (bola antiestresse) reduz a agitação do Sr. R."
- Abordagens a evitar absolutamente: "Nunca insistir na higiene com a Sra. D. se ela recusar - adiar por 30 minutos", "Não tocar no Sr. F. sem avisá-lo verbalmente e obter seu consentimento"
- Cuidadosos referenciados: Com quem a pessoa é mais cooperativa? Por quê? (voz suave, paciência especial, lembra um familiar...)
Essa ficha deve ser dinâmica: atualizada após cada incidente, enriquecida pelas observações de todos os membros da equipe, facilmente acessível (prontuário de cuidados, transmissão oral sistemática).
A adaptação do ambiente físico
Um ambiente pensado para reduzir fatores de estresse diminui consideravelmente os riscos de agressividade. Princípios de arranjo terapêutico:
- Redução de estímulos estressantes: Iluminação suave e ajustável (evitar néons agressivos), espaços calmos disponíveis, limitação do ruído ambiente (televisão em volume razoável, discussões em voz baixa), temperatura confortável (nem muito quente nem muito frio)
- Espaços de descompressão acessíveis: Jardim terapêutico seguro onde a pessoa pode passear, sala Snoezelen com estimulações sensoriais relaxantes, canto de leitura/repouso com poltrona confortável, área de atividades manuais calmas
- Sinalização adaptada e referências visuais: Pictogramas claros para os banheiros, refeitório, facilitar a orientação reduz a confusão e a ansiedade, códigos de cores por andar ou área, fotos nas portas dos quartos
- Objetos familiares reconfortantes no quarto: Fotos de família bem visíveis, móveis pessoais se possível, colcha da casa, objetos significativos (livro antigo, rádio, objeto precioso), tudo que cria uma sensação de "lar"
A gestão proativa das necessidades fisiológicas e da dor
Antecipar as necessidades e tratar a dor antes que ela se torne insuportável é uma estratégia preventiva maior frequentemente negligenciada:
- Hidratação e nutrição regulares: Não esperar que a pessoa expresse fome ou sede (ela pode não conseguir mais). Oferecer água a cada 2h, lanches entre as refeições
- Acompanhamento ao banheiro em horários fixos: Prevenir o desconforto relacionado à necessidade de urinar ou defecar, oferecendo sistematicamente a cada 3-4h, mesmo que a pessoa não peça
- Avaliação sistemática da dor: Utilizar escalas comportamentais para pessoas não verbais (Algoplus, Doloplus, ECPA). Observar: caretas, gemidos, proteção de uma área, recusa de ser tocado, mudança de comportamento
- Tratamento analgésico preventivo: Antes de cuidados potencialmente dolorosos (higiene, mobilização, curativo), administrar se prescrito um analgésico preventivo 30 minutos antes
- Monitoramento de patologias intercurrentes: Infecção urinária, constipação, problema dental podem gerar uma dor significativa expressa por agressividade
🎮 CARMEN: Prevenir pela ocupação positiva
O tédio e a frustração são fatores principais de agressividade. Oferecer atividades adequadas e valorizantes pode reduzir consideravelmente esses comportamentos.
Nosso programa CARMEN oferece mais de 30 jogos cognitivos adaptados para pessoas com Alzheimer e Parkinson. Essas atividades ocupam positivamente o tempo, estimulam as capacidades preservadas, proporcionam um sentimento de realização e podem servir como estratégia de distração durante momentos de ansiedade.
Descobrir CARMEN →Técnicas de gestão durante um episódio de agressividade física
Apesar de todas as medidas preventivas, situações de agressividade física podem ocorrer. Veja como gerenciá-las profissionalmente com segurança E respeito.
Fase 1: Reconhecimento precoce e intervenção imediata
Assim que você detectar os sinais precursores (agitação verbal crescente, gestos bruscos, olhar fugidio ou fixo, tensão muscular visível, deambulação agitada), intervenha imediatamente antes da escalada física:
Parar a atividade
Se for um cuidado que desencadeia a agitação, interrompa-o imediatamente. Um cuidado não urgente pode sempre ser adiado. A segurança é prioridade.
Criar distância
Afaste-se alguns passos (1,5-2m) para dar espaço à pessoa. Nunca a encurrale. O espaço reduz a sensação de ameaça.
Postura não ameaçadora
Mãos visíveis, palmas abertas, posição ligeiramente de lado, ombros relaxados, rosto neutro. Seu corpo comunica "Eu não sou uma ameaça".
Comunicação tranquilizadora
Voz calma e serena: "Vejo que você não está bem. Eu vou me afastar. Estou aqui, mas não vou mais tocá-lo." Verbalize suas intenções.
Fase 2: Desescalada verbal e não verbal
Sua comunicação será determinante. Princípios-chave:
- Tom tranquilizador: Voz serena, volume moderado, ritmo lento. Nunca eleve a voz, mesmo que a pessoa grite. Seu tom calmo tem um efeito regulador.
- Validação emocional: "Vejo que você está muito bravo. É difícil para você neste momento." Reconhecer a emoção sem julgá-la.
- Formulações positivas: Não use "Não me bata", "Não tenha medo". Prefira: "Estou aqui para ajudá-lo", "Você está seguro aqui", "Vamos encontrar uma solução juntos".
- Propostas de alternativas simples: "Você quer que eu chame [pessoa familiar]?" ou "Você quer ir para o seu quarto?" ou "Prefere sentar um momento?" Dar uma sensação de controle.
- Sincronização respiratória: Respire lenta e profundamente de maneira visível. A pessoa pode inconscientemente se sincronizar com seu ritmo respiratório calmo.
Fase 3: Técnicas de proteção física sem contenção
Se a agressividade física é iminente ou está em curso, você deve se proteger enquanto respeita a pessoa. Técnicas de proteção ensinadas em treinamentos especializados:
🛡️ Técnicas de proteção defensiva
Técnicas de bloqueio e esquiva:
- A defesa com os braços levantados: Se a pessoa quiser bater, levante os braços à sua frente, palmas voltadas para a frente para bloquear o golpe enquanto cria uma barreira visual. NUNCA agarre os braços da pessoa (isso aumenta a escalada).
- O passo lateral: Mova-se lateralmente para esquivar em vez de recuar (risco de tropeçar) ou avançar (percebido como uma agressão). Movimento lateral fluido.
- A criação de barreira com objeto: Use uma almofada, um cobertor ou até mesmo um móvel leve (cadeira) como barreira temporária entre você e a pessoa. Não é uma arma, é uma proteção.
- A saída rápida e segura: Se você estiver em um quarto fechado, saia calmamente, mas rapidamente. Nunca vire completamente as costas - saia de lado mantendo contato visual.
O que NUNCA fazer (exceto em caso de perigo vital imediato):
- ❌ Agarrar, segurar, reter a pessoa pelos braços, pulsos, roupas
- ❌ Empurrar contra uma parede, no chão ou imobilizar de qualquer forma
- ❌ Apertar, comprimir áreas corporais (pescoço, tórax, articulações)
- ❌ Revidar fisicamente por reflexo de defesa (devolver os golpes)
- ❌ Gritar, ameaçar verbalmente, intimidar
- ❌ Usar um objeto de maneira ofensiva (mesmo defensivamente)
Fase 4: Pedido de ajuda e gestão coordenada em equipe
NUNCA fique sozinho diante de uma situação de agressividade física. A gestão em equipe é mais eficaz e mais segura:
- Alerta imediato: Use o sistema de alerta da instituição (botão de emergência, celular, chamada vocal "Socorro quarto 12!"). Cada instituição deve ter um protocolo de alerta claro e conhecido por todos.
- Chegada coordenada de reforços: A chegada de vários cuidadores deve ser calma e coordenada. Evite o efeito "comando" com várias pessoas chegando correndo e falando alto (agrava o medo e a agressividade).
- Um líder designado: Uma única pessoa (geralmente o cuidador responsável ou o supervisor) fala e dá as instruções. Os outros observam, estão prontos para intervir se necessário, mas não multiplicam as vozes contraditórias.
- Estratégia de cercar com cuidado: Se vários cuidadores estiverem presentes, nunca cercar completamente a pessoa (sensação de armadilha mortal). Fiquem todos do mesmo lado com uma saída visível e desobstruída para a pessoa.
- Comunicação discreta da equipe: Se precisar se consultar, faça em voz baixa ou por gestos, não na frente da pessoa que pode interpretar isso como uma conspiração contra ela.
Protocolos institucionais indispensáveis
Cada instituição médico-social deve ter protocolos claros, formalizados e regularmente atualizados para gerenciar a agressividade física. Isso não é opcional, é uma obrigação legal e ética.
O protocolo de alerta e intervenção graduada
📢 Elementos essenciais do protocolo de alerta
Como alertar:
- Sistema utilizado: alarme fixo, telefone celular, DECT, código verbal ("Código azul quarto 5")
- Quem alertar em prioridade: colegas próximos, enfermeiro responsável, equipe móvel de emergência se existir
- Informação mínima a transmitir: local, natureza da situação, necessidade de reforço
Quem intervém e em qual ordem:
- Nível 1: Cuidador responsável do residente (relação de confiança estabelecida)
- Nível 2: Dupla de cuidadores treinados nas técnicas de desescalada
- Nível 3: Enfermeiro responsável + reforço adicional se necessário
- Nível 4: Médico coordenador (avaliação médica, prescrição se necessário)
Quando escalar para os socorros externos:
- Chamada do SAMU (15): Perigo vital imediato, ferimento grave, emergência médica
- Chamada da polícia (17): Violência extrema fora de controle, colocando outros em perigo, como último recurso absoluto
Após o incidente:
- Cuidados imediatos (residente e cuidadores feridos)
- Declaração de acidente de trabalho se necessário
- Desescalada na hora seguinte
- Debriefing estruturado nas 48h
- Documentação completa nos prontuários
O protocolo de gestão de crise individualizado por residente
Para cada residente apresentando risco de agressividade, um protocolo específico deve ser elaborado e regularmente atualizado:
- Perfil do residente: Sinais precoces documentados, gatilhos identificados e validados, histórico detalhado das crises (frequência, intensidade, contexto)
- Estratégias personalizadas validadas: O que funciona especificamente com essa pessoa (abordagem verbal, distração, mudança de ambiente), o que não funciona ou agrava (a evitar absolutamente)
- Instruções de segurança claras: É necessário sempre intervir com pelo menos duas pessoas? Evitar certos cuidados em determinados momentos? Privilegiar certos cuidadores com quem a pessoa é mais cooperativa?
- Tratamento medicamentoso SOS se prescrito: Medicamento de crise prescrito pelo médico (com posologia exata, via de administração, frequência máxima, contraindicações), somente após falha das técnicas não medicamentosas
O protocolo de formação contínua obrigatória
A equipe deve ser treinada regularmente e de forma contínua. Não é um "plus", é uma obrigação legal do empregador:
- Formação inicial para todos os novos: No primeiro mês de chegada, formação na gestão de comportamentos agressivos, visita aos protocolos da instituição, identificação das pessoas recursos
- Reciclagem anual para todos: Atualização de conhecimentos, treinamento prático nas técnicas de proteção (com manequim ou jogos de papel), análise de casos reais vividos no ano
- Formação especializada para responsáveis: Para os cuidadores responsáveis de residentes difíceis: formação aprofundada tipo "Prevenção e gestão da violência" (3-5 dias), "Humanitude", "Validação terapêutica", "Gestão dos distúrbios do comportamento"
- Análise regular de práticas: Sessões mensais ou bimensais de análise coletiva das situações difíceis encontradas, conduzidas por psicólogo ou formador externo
💝 Para os cuidadores próximos confrontados à agressividade
Se você é um cuidador próximo e seu ente querido às vezes se torna agressivo fisicamente, você vive uma situação extremamente difícil e dolorosa. A agressividade de um ente querido pode ser traumática e colocar em dúvida sua capacidade de continuar.

Nossa formação "Mudanças de comportamento relacionadas à doença: Guia prático para os cuidadores" ajuda você a entender a agressividade, a se proteger sem perder o vínculo afetivo e, sobretudo, a reconhecer seus limites e pedir ajuda antes de estar em perigo.
Importante: Se você é regularmente vítima de agressividade física, isso não é mais suportável. Fale com o médico responsável, entre em contato com a França Alzheimer, considere ajuda profissional em casa ou uma acolhida temporária em instituição. Sua segurança também conta.
Descobrir a formação →Conclusão: Segurança E dignidade, um equilíbrio não negociável
Gerenciar a agressividade física em instituição sem recorrer à contenção é um desafio diário que exige profissionalismo, formação contínua, trabalho em equipe e forte apoio institucional. Mas é um desafio que é não apenas possível, mas necessário e eticamente obrigatório enfrentar para honrar os direitos fundamentais das pessoas que acompanhamos.
A chave reside em uma abordagem global e sistêmica combinando:
- Prevenção intensiva: Conhecimento aprofundado da pessoa, ambiente adequado, gestão proativa da dor e das necessidades, atividades valorizantes
- Formação sólida e contínua: Equipes competentes nas técnicas de desescalada, de proteção sem contenção, de comunicação terapêutica
- Protocolos claros e aplicados: Procedimentos institucionais conhecidos por todos, regularmente revisados e aprimorados
- Coordenação de equipe otimizada: Trabalho multidisciplinar, comunicação fluida, apoio mútuo, supervisão regular
- Apoio aos cuidadores: Debriefing sistemático, reconhecimento da dificuldade do trabalho, acesso a apoio psicológico, direitos respeitados
- Reavaliação contínua: Análise de cada incidente, ajuste das estratégias conforme os resultados, cultura de melhoria permanente
Nenhuma pessoa deveria ter que escolher entre sua segurança e sua liberdade. Nenhum cuidador deveria ter que trabalhar com medo diário. E nenhuma instituição deveria aceitar a contenção como solução fácil quando alternativas existem e são eficazes.
Com as boas práticas, as boas ferramentas, a boa formação e o bom estado de espírito, é possível garantir segurança sem obstruir, proteger sem humilhar, intervir sem violar a dignidade humana fundamental.
🎓 Recursos DYNSEO para ir mais longe
Formação profissional especializada:
Métodos de gestão dos distúrbios do comportamento - Formação certificada com módulo dedicado às alternativas à contenção
Apoio aos cuidadores próximos:
Guia prático para as famílias - Estratégias para gerenciar a agressividade sem se colocar em perigo
Ferramenta de prevenção pela atividade:
CARMEN - Estimulação cognitiva adaptada para reduzir o tédio, a frustração e os comportamentos agressivos
Porque cada pessoa, independentemente de seu estado cognitivo ou comportamental, merece respeito, segurança e dignidade. Sem compromissos. 💙