Controlar o tempo de tela
Os aplicativos de controle parental permitem que os pais limitem o tempo que seus filhos passam diante de uma tela. Isso pode ajudar a evitar problemas de dependência das telas e permitir que as crianças pratiquem mais tempo em atividades mais saudáveis, tais como leitura, exercícios físicos ou brincadeiras ao ar livre.
No entanto, como toda solução, existem aspectos positivos e/ou negativos no controle parental.
De fato, muitos pais que estabelecem controles parentais nos dispositivos de seus filhos acabam com crianças de mau humor que veem esta solução como uma punição.
Portanto, é importante informar-se sobre as ferramentas de controle e discutir com as crianças antes de implementá-las.
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Além disso, o aplicativo impõe uma pausa esportiva a cada 15 minutos de tela para ensinar um uso equilibrado das telas.
Bem mais inteligente do que um controle parental!
O uso crescente de telas por crianças, seja para videogames, redes sociais, programas de streaming ou aplicativos educacionais, gera cada vez mais preocupações sobre seu impacto na saúde mental das crianças.
De fato, a exposição excessiva às telas pode ter consequências emocionais negativas no desenvolvimento, social e comportamental delas.
Como o tempo de tela pode afetar a saúde mental das crianças?
O tempo de tela pode prejudicar a qualidade e a quantidade de sono nas crianças.
As telas emitem luz azul, que pode perturbar o relógio biológico interno das crianças ao suprimir a produção de melatonina, um hormônio do sono.
Isso pode dificultar o adormecimento e reduzir a qualidade geral do sono.
Um sono perturbado pode afetar a produção de melatonina, um hormônio que ajuda a regular o sono e o despertar. Quando somos expostos à luz azul à noite, nosso corpo pode suprimir a produção de melatonina, o que perturba nosso ritmo circadiano e pode levar à insônia e dificuldades para adormecer. A falta de sono pode afetar nosso humor, cognição e capacidade de lidar com o estresse.
Isolamento social
O uso excessivo de telas pode reduzir o tempo que passamos interagindo com os outros pessoalmente, o que pode levar ao isolamento social e solidão. As interações online não substituem as interações pessoais, e a falta de contato humano pode ter efeitos na nossa saúde mental. O isolamento social pode aumentar o risco de depressão, ansiedade e distúrbios do sono.
Ansiedade e depressão
As redes sociais podem ser uma fonte de estresse e ansiedade, pois podem levar à comparação social e ao medo de perder algo. Os usuários podem se sentir obrigados a seguir as últimas tendências e a publicar atualizações constantes para manter sua presença online. O cyberbullying, a pressão para parecer perfeito e as interações negativas nas redes sociais também podem contribuir para a ansiedade e depressão.
Dependência
O uso excessivo de telas pode levar a uma dependência comportamental, onde se sente a necessidade compulsiva de usar as telas apesar das consequências negativas na vida cotidiana. Essa dependência pode levar a problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade e baixa autoestima, bem como problemas físicos, como dores musculares e problemas de visão. Além disso, a dependência de telas pode impactar nas relações sociais e profissionais, assim como na qualidade de vida geral.
Identificar os problemas de saúde mental dos seus filhos
É importante para os pais estarem atentos aos sinais de problemas de saúde mental em seus filhos para que possam ajudá-los a obter um tratamento adequado.
Aqui estão algumas dicas para identificar os sinais de problemas de saúde mental em crianças e adolescentes:
As mudanças de comportamento
Se seu filho se torna mais irritado, mais triste ou mais ansioso, isso pode ser um sinal de problemas de saúde mental. As mudanças de comportamento também podem incluir problemas de sono, perda de apetite ou dificuldades para se concentrar.
A comunicação
Se seu filho falar sobre seus sentimentos ou preocupações, tire um tempo para ouvi-lo atentamente. As crianças podem ter dificuldade em expressar suas emoções, então se elas se abrirem, é um sinal de que precisam de ajuda.
Os sinais físicos
Os problemas de saúde mental também podem afetar a saúde física.
Se seu filho se queixar de dores de cabeça, dores abdominais ou fadiga crônica, isso pode ser um sinal de estresse ou ansiedade.
Os eventos da vida
Os eventos estressantes como o divórcio dos pais, mudança de residência ou morte de um ente querido podem impactar na saúde mental da criança. Se um evento de vida difícil acontecer, fique atento às reações de seu filho.
Os sinais de dependência
Os problemas de saúde mental podem às vezes levar a uma dependência de álcool, drogas ou telas. Se você notar sinais de dependência, como isolamento social ou falta de interesse pelas atividades que eles apreciavam anteriormente, pode ser um sinal de problemas de saúde mental.
É importante lembrar que os sinais de problemas de saúde mental podem ser diferentes para cada criança, mas se você notar mudanças que o preocuparam, é importante buscar ajuda de um profissional de saúde mental.
Ajudar seus filhos a gerenciar seu tempo de tela de maneira saudável e responsável
Embora o uso de telas possa oferecer benefícios como aprendizado online e comunicação com amigos e familiares, o uso excessivo pode causar problemas de saúde como fadiga ocular, obesidade, falta de exercício e falta de sono.
É, portanto, essencial ajudar as crianças a gerenciar seu tempo de tela de maneira saudável e responsável. Aqui estão algumas dicas que podem ajudar:
Limitar o acesso a certos sites e aplicativos
Os aplicativos de controle parental permitem que os pais bloqueiem o acesso a sites e aplicativos inadequados para crianças. Os pais podem, assim, limitar a exposição de seus filhos a conteúdos inapropriados como violência, pornografia, jogos de azar ou redes sociais.
Propor alternativas
Não é necessário fazer guerra às telas o tempo todo, e lutar com seus filhos para que se descolem das telas.
Pode ser igualmente eficaz propor outras atividades para fazer, em família ou de maneira autônoma, como jogos de tabuleiro, passeios, museus.
E quando seus filhos estão determinados a permanecer nas telas, encontre aplicativos educativos que possam permitir que você fique tranquilo quanto ao uso da tela, e que possam trazer a eles tanto atividade educativa quanto atividade física.
Monitorar a atividade online
Os aplicativos de controle parental permitem que os pais monitorem a atividade online de seus filhos, acompanhando os sites visitados, as pesquisas feitas e os aplicativos usados. Isso pode ajudar a prevenir o cyberbullying, o assédio online e os comportamentos perigosos online.
Incentivar uma conversa aberta
Os aplicativos de controle parental podem ser usados para iniciar uma conversa aberta entre os pais e os filhos sobre comportamentos online responsáveis.
Ao usar o aplicativo para estabelecer limites e regras claras, os pais podem explicar aos seus filhos por que esses limites são importantes, e discutir as consequências da violação desses limites.
Qual é o lado positivo de estar desconectado das telas?
Existem muitos lados positivos em não estar obcecado por uma tela.
Em primeiro lugar, isso permite desconectar da tecnologia e reconectar com a vida real.
Ao ser menos dependente da tela, podemos aproveitar mais o mundo ao nosso redor, interagir com os outros e desenvolver relações mais autênticas.
Gerenciar o tempo
Isso permite gerenciar melhor o tempo. De fato, o uso excessivo da tela pode causar uma perda de tempo considerável, seja passando horas nas redes sociais ou assistindo a vídeos online. Ao ser menos obcecado pela tela, podemos dedicar mais tempo a atividades mais produtivas, como exercícios físicos, leitura ou hobbies criativos.
Melhorar a saúde
Podem melhorar nosso bem-estar mental e físico.
As telas tendem a causar fadiga ocular, dores de cabeça e distúrbios do sono, o que pode ter efeitos negativos sobre nossa saúde global.
Ao limitar nossa utilização de telas, podemos reduzir esses efeitos indesejáveis e nos sentir mais descansados e mais enérgicos.
Melhorar a criatividade
Ao passar menos tempo nas telas, somos mais inclinados a pensar de maneira independente e a desenvolver nosso próprio ponto de vista sobre as coisas. Isso pode ser benéfico para a criatividade e a capacidade de resolver problemas.
É importante lembrar que todas as crianças são diferentes e que o impacto das telas pode variar em função de sua idade, personalidade e ambiente familiar.
Pais e educadores têm um papel crucial a desempenhar para ajudar as crianças a encontrar um equilíbrio saudável entre o uso das telas e outras atividades importantes para seu desenvolvimento.
Em conclusão, o impacto das telas na saúde mental das crianças é um assunto complexo e controverso. Embora as telas possam oferecer benefícios em termos de aprendizado e entretenimento, uma exposição excessiva pode ter efeitos negativos sobre a saúde mental das crianças, especialmente em termos de sono, ansiedade, depressão, comportamento agressivo e dependência. A chave é conscientizar as crianças e os pais sobre os potenciais efeitos das telas na saúde mental, enquanto se incentiva hábitos de uso saudáveis e se oferece alternativas enriquecedoras.
Favorecer a higiene digital desde a mais tenra idade
Não basta limitar o tempo passado diante das telas para proteger a saúde mental das crianças. É igualmente essencial ensiná-las a adotar uma higiene digital saudável, estabelecendo um quadro claro e desenvolvendo bons hábitos desde a tenra idade.
Instaurar rotinas digitais
Estabelecer regras fixas ao redor do uso das telas permite criar um ambiente estruturante. Isso inclui a definição de horários adaptados, evitar as telas antes de dormir, ou mesmo instaurar momentos sem tecnologia no dia.
Escolher conteúdos adaptados
Nem todos os conteúdos digitais são iguais. Incentivar a criança a priorizar conteúdos educativos, culturais ou interativos permite estimular suas capacidades cognitivas ao mesmo tempo em que limita a exposição a conteúdos passivos ou inadequados.
Educar para o pensamento crítico
Diante da quantidade de conteúdos disponíveis online, é importante ensinar às crianças a ter distância. Isso passa por uma compreensão dos mecanismos da publicidade, a conscientização sobre informações falsas, e uma reflexão sobre a influência das redes sociais.
Promover um uso ativo
Em vez de consumir apenas vídeos ou jogos passivos, é benéfico promover atividades digitais engajadoras. A criança pode assim desenvolver sua criatividade, sua memória ou sua lógica através de ferramentas pensadas para a aprendizagem.
Estabelecer um quadro familiar
Definir junto as regras de uso das telas na família reforça a coerência e a adesão das crianças. Um quadro compartilhado, com limites claros e explicados, favorece um uso equilibrado e limita os conflitos.
