Protocolo de Desescalada: 7 Passos para Gerenciar uma Crise Comportamental
Um protocolo estruturado e comprovado para intervir de maneira segura, respeitosa e eficaz durante crises comportamentais em pessoas com distúrbios cognitivos
Diante de uma crise comportamental em uma pessoa com distúrbios cognitivos, cada segundo conta. Seja você profissional em EHPAD, cuidador familiar ou cuidador domiciliar, ter um protocolo estruturado pode fazer toda a diferença entre uma situação que se agrava e um retorno bem-sucedido à calma. As crises comportamentais representam um dos principais desafios no acompanhamento de pessoas que sofrem da doença de Alzheimer, Parkinson ou outras patologias neurodegenerativas.
Entender as crises comportamentais antes de intervir
Antes de abordar o protocolo em si, é essencial entender o que está por trás de uma crise comportamental. Ao contrário do que se possa pensar, esses comportamentos nunca são gratuitos ou intencionais. Eles constituem um modo de comunicação para uma pessoa que não consegue mais expressar de outra forma seu desconforto, dor, medo ou frustração.
As causas frequentes das crises comportamentais
Os desencadeadores de uma crise são múltiplos e frequentemente combinados. Entender essas causas permite antecipar e prevenir muitas situações difíceis:
Dor física
Infecção urinária, constipação, dor de dente podem provocar uma agitação significativa em uma pessoa que não pode mais localizar ou verbalizar seu sofrimento
Necessidades fisiológicas
Fome, sede, necessidade de ir ao banheiro, cansaço extremo são desencadeadores frequentes, mas frequentemente negligenciados
Superestimulação
Muito barulho, luz, pessoas em um mesmo cômodo criam uma sobrecarga sensorial insuportável
Medo e confusão
Não reconhecer um lugar, uma pessoa, não entender o que está acontecendo gera uma angústia profunda
Frustração
A impossibilidade de fazer o que se deseja, de se fazer entender, de controlar seu ambiente
Mudanças de rotina
Qualquer alteração nos hábitos diários pode ser fonte de ansiedade significativa
As fases de escalada comportamental
Uma crise comportamental geralmente não ocorre de forma súbita. Ela segue um continuum previsível em várias fases que todo acompanhante deve aprender a reconhecer:
📊 As 4 fases de escalada
Fase 1 - A ansiedade nascente: A pessoa mostra sinais sutis de desconforto - começa a deambular, manipula nervosamente objetos, faz perguntas repetitivas, procura algo ou alguém com o olhar. Este é o momento ideal para intervir.
Fase 2 - A agitação crescente: Os comportamentos se intensificam. A voz eleva-se, os gestos tornam-se mais bruscos, a pessoa pode começar a rejeitar aproximações ou a empurrar objetos. A janela de intervenção se estreita.
Fase 3 - A crise aguda: É o ponto culminante com agressividade verbal ou física, gritos, comportamentos potencialmente perigosos para si ou para os outros. A intervenção torna-se mais delicada, mas ainda é possível com as técnicas certas.
Fase 4 - A recuperação: Após o auge da crise, instala-se um cansaço. A pessoa geralmente está confusa, cansada, às vezes envergonhada sem entender porquê. É o momento do apoio empático e da análise do que ocorreu.
O protocolo de desescalada que vamos detalhar visa intervir logo nas primeiras fases para evitar atingir o pico da crise, ou a gerenciar da maneira mais segura possível quando for inevitável.
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Nossa formação "Transtornos comportamentais ligados à doença: Métodos e coordenação multidisciplinar" ensina a identificar esses sinais de alerta e a construir uma grade de observação personalizada para cada residente. Você descobrirá como criar perfis comportamentais precisos e protocolos de intervenção adaptados.

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Passo 1 : Reconhecer os sinais de alerta precoces
A primeira etapa do protocolo de desescalada é desenvolver uma vigilância ativa aos sinais precursores de uma crise. Quanto mais precoce for a intervenção, mais eficaz ela será e menor o risco de a situação se agravar. Esta competência se adquire com a experiência, mas também com uma observação sistemática e um conhecimento profundo da pessoa acompanhada.
Observar atentamente as mudanças comportamentais
Cada pessoa tem sua própria "linguagem de crise". Alguns ficam subitamente silenciosos e se fecham, outros tornam-se hiperativos. O importante é conhecer o padrão habitual da pessoa acompanhada. Aqui estão os principais sinais a serem observados:
- Alterações no contato visual: Um olhar evasivo pode indicar desconforto ou vontade de se retirar. Um olhar fixo ou, ao contrário, muito intenso pode sinalizar um aumento da ansiedade ou uma focalização em uma fonte de estresse. A ausência súbita de contato visual em uma pessoa habitualmente comunicativa é um sinal de alerta importante.
- Alterações na postura corporal: Observe a tensão muscular (ombros elevados, mandíbula cerrada), punhos fechados, uma posição de retração (braços cruzados, corpo encolhido) ou, ao contrário, uma postura de ataque (corpo inclinado para frente, gestos bruscos). Esses sinais não-verbais frequentemente precedem a explosão verbal ou física.
- Alterações vocais: Uma mudança no tom da voz (mais agudo, mais grave), um aumento de volume, um ritmo de fala acelerado ou, ao contrário, silêncios incomuns. As repetições ansiosas da mesma pergunta ou frase também são indicadores precoces de angústia.
- Comportamentos motores incomuns: Deambulação sem objetivo aparente, gestos repetitivos (esfregar as mãos, bater na mesa), manipulação nervosa de objetos, tentativas repetidas de sair de um local, abrir e fechar portas ou gavetas. Esses comportamentos frequentemente indicam uma busca por algo (um objeto, uma pessoa, um lugar) ou uma tentativa de gerenciar a ansiedade.
- Manifestações fisiológicas: Vermelhidão ou palidez no rosto, suor repentino, respiração rápida ou superficial, tremores nas mãos. Esses sinais indicam que o sistema nervoso autônomo está se ativando em resposta ao estresse.
🎯 Ferramenta prática : A grade de observação personalizada
Para cada pessoa que você acompanha, crie um registro que documente:
- Seus sinais precursores específicos ("Sra. D. começa a dobrar e desdobrar seu lenço repetidamente")
- Os desencadeadores conhecidos ("Recusa sistemática do banho pela manhã, aceitação à tarde")
- As estratégias que funcionam ("Propor uma caminhada no jardim acalma o Sr. B. em 5 minutos")
- As abordagens a serem evitadas ("Nunca se aproxime da Sra. L. por trás, ela sobressalta-se violentamente")
Esta grade, compartilhada com toda a equipe e atualizada regularmente, é sua melhor ferramenta de prevenção.
Utilizar as ferramentas de prevenção e conhecimento da pessoa
O conhecimento aprofundado da pessoa é seu melhor trunfo preventivo. Quanto mais você conhece sua história de vida, seus hábitos, gostos, aversões, mais você pode antecipar as situações de risco e adaptar sua abordagem.
A biografia de vida não é apenas um documento administrativo. É uma ferramenta viva que lhe permite compreender as reações atuais à luz do passado. Por exemplo, uma pessoa que trabalhou no exército a vida inteira pode reagir positivamente a instruções claras e estruturadas. Uma ex-professora pode ser tranquilizada pelo fato de manter um papel de "ajuda" junto aos outros residentes. Um ex-operário de fábrica pode precisar de tarefas concretas e repetitivas para se sentir útil e em paz.
Passo 2 : Proteger o ambiente imediato
Assim que você identificar um aumento de ansiedade ou agitação, sua prioridade absoluta é proteger o ambiente para prevenir qualquer risco de lesão, tanto para a própria pessoa quanto para os outros presentes. Esta etapa deve ser realizada rapidamente, mas sem pressa que possa agravar a situação.
Avaliar rapidamente os perigos potenciais
Em poucos segundos, faça um escaneamento visual do ambiente. Esta avaliação rápida deve se tornar um reflexo profissional:
- Objetos perigosos potenciais: Afaste discretamente tudo o que possa ser usado para ferir - tesouras, facas, canetas, objetos pontiagudos, recipientes de vidro. Se estiver numa cozinha ou numa sala de tratamentos, feche as gavetas que contenham material cortante. Coloque-se entre a pessoa e esses objetos se não puder retirá-los imediatamente.
- Obstáculos à circulação: Desimpeda o espaço para evitar quedas - afaste as cadeiras, mova os pequenos móveis, verifique se não há cabos no chão, tapetes escorregadios, ou objetos espalhados. Um espaço desimpedido também permite que a pessoa se mova sem se sentir presa, o que pode reduzir o seu nível de ansiedade.
- Saídas e áreas de refúgio: Assegure-se de que a pessoa tem sempre uma via de saída acessível. Nunca se coloque entre ela e a porta. Identifique mentalmente para onde poderia levá-la se uma mudança de ambiente se tornar necessária - o seu quarto, um jardim, uma sala tranquila. A sensação de estar encurralado é um grande amplificador de agressividade.
- Proteção de outras pessoas vulneráveis: Se estiver em coletividade (sala de jantar, sala comum), avalie rapidamente se outros residentes estão por perto e podem estar assustados ou em perigo. Se necessário, peça calmamente a um colega para acompanhá-los a outra sala, ou encaminhe a pessoa em crise para um espaço mais isolado.
- Calmo e pouco estimulante: Pouco ruído, luz difusa, ausência de vai-e-vem, temperatura confortável. Evite espaços muito grandes que possam desorientar ou muito pequenos que possam sufocar.
- Familiar e reconfortante: Idealmente o quarto pessoal da pessoa com seus objetos familiares, ou um local que ela conhece bem e onde tem os seus hábitos. A familiaridade reduz a ansiedade ligada à desorientação.
- Com elementos apaziguadores: Acesso a uma janela com vista para o exterior (a natureza é calmante), presença de objetos reconfortantes (fotos de família, peluche, música suave se a pessoa for recetiva), possibilidade de se sentar confortavelmente.
- Seguro mas não confinado: A porta fica aberta ou entreaberta, a pessoa não se sente presa. Você está presente por perto mas sem invadir o espaço dela se ela desejar um momento sozinha.
- Distância de segurança: Mantenha cerca de 1,5 a 2 metros de distância. Esta é a "bolha pessoal" que todos precisam preservar. Uma distância curta é percebida como uma intrusão agressiva, uma muito longa pode dar a impressão de que você está se afastando e abandonando a pessoa.
- Posição lateral em vez de frontal: Posicione-se ligeiramente de lado em vez de diretamente em frente à pessoa. Uma posição frontal é percebida como uma confrontação, uma postura de desafio. A posição lateral (ângulo de 45 graus) é menos ameaçadora e permite que a pessoa desvie o olhar se precisar sem sentir a obrigação de manter um contato visual estressante.
- Nível igual ao da pessoa: Se a pessoa está sentada, sente-se. Se ela está de pé e você pode ficar de pé sem dominá-la, fique em pé. Estar acima cria uma posição de dominação percebida como ameaçadora. Estar abaixo pode funcionar em alguns casos (posição de submissão não ameaçante) mas pode também ser percebido como uma fraqueza que não acalma.
- Nunca bloquear as saídas: Posicione-se de modo que a pessoa tenha sempre acesso visual à porta de saída. O sentimento de estar preso ativa uma resposta de pânico extremo. Se forem dois intervenientes, nunca se coloquem um de cada lado da pessoa - é percebido como um cerco hostil.
- Mãos visíveis e abertas: Mantenha as suas mãos bem visíveis, palmas abertas voltadas para a pessoa ou para cima. As mãos escondidas nos bolsos ou atrás das costas criam desconfiança ("O que está a esconder?"). Os punhos fechados, mesmo que inconscientemente, são um sinal de agressão.
- Braços ao longo do corpo ou ligeiramente afastados: Evite cruzar os braços (postura defensiva ou de julgamento), as mãos na anca (postura de autoridade ou aborrecimento), os braços estendidos em direção à pessoa (gesto de paragem percebido como agressivo). O ideal é ter os braços relaxados ao longo do corpo, ligeiramente afastados, com as palmas visíveis.
- Ombros relaxados, rosto neutro a amigável: Verifique mentalmente se os seus ombros não estão levantados em direção às orelhas (sinal de tensão que a pessoa capta). Relaxe conscientemente o seu rosto - sem franzir a testa, sem mandíbula cerrada. Um ligeiro sorriso é possível se for natural, mas um sorriso forçado ou largo demais pode ser percebido como troça.
- Respiração calma e profunda: A sua respiração influencia a da pessoa. Respire conscientemente de forma lenta e profunda, pelo abdómen. Esta respiração acalma o seu próprio sistema nervoso (você também precisa!) e a pessoa pode inconscientemente sincronizar-se com o seu ritmo respiratório. É um fenómeno de co-regulação emocional poderoso.
- Voz calma e ponderada: Imagine que está a falar com uma criança assustada por uma tempestade. A sua voz deve ser tranquilizadora, suave mas não melosa, acolhedora mas não artificial. Evite o tom autoritário ("Acalme-se imediatamente!"), o tom condescendente ("Ora, ora, não é nada..."), ou o tom lamentoso ("Por favor, não grite, você está me assustando...").
- Volume moderado: Nunca grite, mesmo que a pessoa grite. Gritar de volta apenas intensifica a situação. Por outro lado, falar baixo demais pode forçar a pessoa (que pode ter dificuldades auditivas) a se esforçar para ouvir, aumentando a sua frustração. Encontre o volume ideal: claramente audível sem ser elevado.
- Ritmo desacelerado: Fale mais devagar do que o habitual. Pessoas com problemas cognitivos precisam de mais tempo para processar a informação verbal. Um ritmo rápido demais cria confusão e ansiedade. Faça pausas entre frases. Dê tempo à pessoa para responder antes de continuar.
- Tom acolhedor mas emocionalmente neutro: Você deve comunicar benevolência e apoio, mas sem exagerar na emoção. Uma voz demasiado emotiva (voz trémula, lágrimas na voz) transmite a sua própria ansiedade e desestabiliza ainda mais a pessoa. Mantenha-se uma “rocha” emocional estável.
- Utilize frases curtas e simples - sujeito, verbo, complemento. Sem subordinadas complexas, sem construções complicadas.
- Repita se necessário com exatamente as mesmas palavras. Mudar a formulação pode causar confusão.
- Evite perguntas múltiplas ou explicações complexas: "Quer ir para o seu quarto ou prefere ficar aqui mas então teríamos de baixar um pouco o volume da televisão e talvez fechar a janela porque está barulho..." → Demais! "Quer ir para o seu quarto?" [espera pela resposta] depois talvez sugerir uma alternativa.
- Exclua termos negativos: "Não grite" → "Vamos falar baixinho" / "Não vá embora" → "Fique comigo" / "Não tenha medo" → "Está seguro aqui".
- Use o nome próprio da pessoa com respeito: "Senhora Dupont, sou a Marie, a sua assistente de cuidados" em vez de "Vovó" ou outros diminutivos infantilizantes.
- Nomeie a emoção que você observa: "Vejo que você está muito bravo", "Você parece estar com medo", "Está realmente difícil para você agora", "Você parece triste". Ao nomear a emoção, você faz duas coisas: mostra que está atento ao que ela está vivendo, e ajuda a identificar o que está sentindo (o que não é óbvio quando se está sobrecarregado).
- Valide sem minimizar: Nunca diga "Não é nada" (isso invalida completamente o sentimento), "Acalme-se" (ordem que não funciona), "Não há razão para se irritar" (julgamento que nega a realidade emocional da pessoa). Prefira: "Entendo que é difícil", "Você tem o direito de estar chateado", "É realmente frustrante o que está acontecendo com você". Você reconhece o direito da pessoa de sentir o que ela sente.
- Reflita o que você ouve (escuta ativa): "Se entendi bem, você está me dizendo que quer ir para casa", "Você explica que alguém pegou suas coisas", "Você me diz que tem um compromisso e precisa ir". Esta reformulação mostra que você realmente está ouvindo e dá à pessoa a oportunidade de confirmar ou precisar. Também é uma maneira de ganhar tempo para que a emoção diminua.
- Não corrija os "erros" factuais: Se a pessoa acredita que é 1960, não tente convencê-la de que estamos em 2026. Entre em 1960 com ela.
- Procure a emoção subjacente: Se alguém quer "voltar para casa", mesmo estando em casa ou em uma instituição há anos, ele não expressa necessariamente uma necessidade de um lugar físico. Talvez expresse um desejo de segurança, um desejo de voltar a ver seus pais falecidos, um sentimento de não estar no lugar, uma nostalgia de uma época em que se sentia em casa na sua vida. Explore: "Quando pensa na sua casa, em que pensa? O que sente falta?"
- Valide a emoção em vez do fato: "Vejo quanto você ama sua casa e como ela lhe faz falta. É difícil estar longe de casa." é infinitamente mais útil do que "Mas você está em casa, este é o seu quarto agora!"
- Para a dor: Use uma escala de avaliação de dor comportamental se a pessoa não puder se expressar verbalmente (Algoplus, Doloplus, ECPA). Observe os comportamentos: gemidos, caretas, fricção de uma área, recusa em ser tocada. Verifique quando foi administrado o último analgésico, se prescrito.
- Para a infecção: Meça a temperatura. Verifique os últimos resultados de exames se disponíveis. Observe qualquer mudança recente: aumento da confusão, sonolência incomum, recusa de comer. Em caso de dúvida, entre em contato com a equipe médica para uma avaliação.
- Para a constipação: Consulte o prontuário de cuidados: última evacuação documentada? Observe o abdômen (distendido, duro?), ouça as queixas ("Estou com dor no estômago"). Verifique a hidratação e alimentação recentes. A constipação pode gerar um grande desconforto físico expresso por agressividade.
- Para o ambiente: Faça uma avaliação sensorial. Muito barulho (televisão alta, várias conversas, obras, alarmes)? Muita luz ou, ao contrário, muito escuro? Temperatura inadequada? Muitas pessoas na sala? Proponha imediatamente ajustes simples.
- Se é uma necessidade fisiológica básica: Ofereça algo para beber (desidratação é frequente), comer (hipoglicemia), ir ao banheiro (nunca suponha que a pessoa irá sozinha), descansar (cansaço extremo). Estas intervenções simples resolvem um número impressionante de situações de agitação.
- Se é ambiental: Reduza as estimulações (baixe o volume, feche as cortinas, afaste-se do barulho), ajuste a temperatura (cobertura ou ventilação), proponha uma mudança de espaço (jardim, quarto tranquilo). O efeito pode ser espetacularmente rápido.
- Se suspeitar de dor ou infecção: Entre imediatamente em contato com a equipe médica (enfermeiro, médico) para uma avaliação urgente. NUNCA administre medicamentos sem receita, mesmo paracetamol simples, pois você pode mascarar sintomas importantes ou criar interações medicamentosas.
- Se for emocional/psicológico sem causa fisiológica identificada: Continue a validação emocional, proponha atividades apaziguadoras ou significativas, facilite o contato com pessoas próximas se a pessoa desejar e for possível (chamada telefônica, vídeo chamada).
- Atividades sensoriais: Propor tocar um tecido macio, um boneco de pelúcia, bolas sensoriais / Sentir um perfume familiar (lavanda, cítricos, pão quente se estiver perto de uma cozinha) / Ouvir uma música relaxante, sons da natureza / Olhar fotos de família, um álbum, imagens de paisagens / Beber um chá, comer um pequeno biscoito (sabor reconfortante)
- Tarefas significativas que dão um sentimento de utilidade: Dobrar roupa (tarefa repetitiva e apaziguadora) / Regar plantas / Classificar objetos (botões, cartas, fotos) / Varrer ou limpar uma superfície / Arrumar a mesa / "Ajudar" em uma tarefa simples. Pessoas com demência geralmente mantêm a necessidade de se sentirem úteis por muito tempo. Uma tarefa concreta pode ser extremamente apaziguadora.
- Conexão social e reminiscência: Falar de um assunto que a pessoa goste (seu trabalho passado, seus filhos, sua região de origem, seus animais) / Olhar juntos um álbum de fotos comentando / Contar uma história do passado que a pessoa conheça / Cantar juntos uma canção familiar. A memória emocional e a memória procedimental (canções, gestos automáticos) resistem mais do que a memória de fatos recentes.
- Movimento físico: Propor uma pequena caminhada, mesmo que apenas alguns passos no corredor ou no jardim / Alguns movimentos de alongamento suaves / Mudar de sala, de local / Ir ver algo interessante (pássaros pela janela, flores). O movimento ajuda a liberar a tensão física acumulada.
- Técnica "Aconselhar e depois redirecionar": "Sim, entendo que você quer sair. Isso é importante para você. Antes disso, venha tomar um chá quente comigo, está frio, e depois veremos sobre sua saída." Você não diz não brutalmente, nem promete nada. Você propõe uma etapa intermediária, e muitas vezes, depois de alguns minutos, a pessoa esqueceu ou acalmou-se.
- Técnica da escolha alternativa: "Vejo que você não quer tomar banho agora. Você prefere lavar as mãos primeiro ou gostaria de dar um passeio no jardim?" Você dá a ilusão de controle (a pessoa escolhe), evita a confrontação direta e redireciona para uma opção aceitável.
- Técnica de adiamento: "É uma ótima ideia o que você está propondo. Vamos fazer. Mas primeiro, realmente preciso da sua ajuda para..." Você valida a ideia, não diz não, introduz um atraso durante o qual a emoção pode arrefecer.
- O estado da pessoa: Como ela se sente agora? Está cansada, confusa, envergonhada? Precisa de descanso, conforto, presença reconfortante? Houve ferimentos (mesmo menores como arranhões)? É necessário informar o médico? A pessoa precisa falar sobre o que aconteceu ou prefere "seguir em frente"?
- O estado dos intervenientes: Como você está pessoalmente? Está fisicamente ferido (golpes, arranhões, mordidas)? Está emocionalmente abalado, assustado, irritado? Precisa de apoio, de falar, de fazer uma pausa antes de retomar seu trabalho? É essencial não negar sua própria experiência emocional.
- A eficácia da intervenção: O que funcionou bem na sua gestão da crise? O que não funcionou ou talvez tenha piorado a situação? Em que momento exato a desescalonamento foi bem-sucedido? Quanto tempo durou o episódio? Que aprendizado pode-se tirar para uma próxima vez?
- Data e hora precisas (início e fim)
- Local (quarto, corredor, sala de jantar, etc.)
- Pessoas presentes (residentes e profissionais)
- Contexto imediato: qual atividade estava em andamento? Que momento do dia? Houve um evento desencadeante identificável?
- Comportamentos observados de forma objetiva, sem interpretação: "Sr. X bateu na mesa com os punhos" e não "Sr. X estava com raiva" (a emoção é uma interpretação)
- Palavras exatas pronunciadas se forem pertinentes para entender a situação
- Evolução da intensidade: você pode usar uma escala de 1 a 10 para quantificar o nível de agitação em diferentes momentos
- Duração total do episódio
- Ações empreendidas em ordem cronológica: "1) Afastamento de outros residentes 2) Comunicação verbal apaziguadora 3) Proposta de retorno ao quarto 4) Chamada ao médico"
- Quem interveio e como: "Intervenção de Sra. Durand, cuidadora, e depois do Sr. Martin, responsável de saúde"
- Técnicas de desescalonamento utilizadas: "Validação emocional, redirecionamento para atividade manual"
- Medicamentos administrados, se aplicável, com prescrição: nome, dosagem, hora, via de administração
- Tempo necessário para um retorno ao estado calmo
- Estado da pessoa após a crise: apaziguada, cansada, confusa, envergonhada?
- Possíveis ferimentos (pessoa acompanhada ou profissionais) com documentação fotográfica, se necessário
- Acompanhamento médico implementado: consulta agendada, exame clínico realizado, análises prescritas
- Medidas preventivas consideradas para evitar uma recorrência
- Apoio emocional mútuo: Permitir que cada um expresse sua experiência, suas emoções, suas dificuldades diante da situação. Reconhecer que lidar com essas crises é emocionalmente desgastante. Normalizar as reações de estresse. Identificar quem precisa de suporte adicional.
- Análise factual coletiva: Reconstruir juntos o decurso sem julgamento nem busca de culpados. Identificar coletivamente os fatores desencadeantes e contributivos. Compartilhar as observações de cada um, pois podem ter visto coisas diferentes.
- Aprendizado e melhoria contínua: O que aprendemos coletivamente com essa experiência? O que podemos melhorar em nossas práticas, nossos protocolos, nossa organização? Quais competências precisamos desenvolver? Quais recursos nos faltam?
- Ajuste do plano de cuidados: Quais modificações concretas devem ser feitas no projeto de cuidados personalizado do residente? Quais mudanças no ambiente, horários, atividades propostas? Quais profissionais devem ser envolvidos (psicólogo, terapeuta ocupacional, médico)?
- Medo ou ansiedade, especialmente se foi ameaçado ou agredido
- Culpa ("Poderia ter feito melhor?", "Foi culpa minha?", "Reagi mal?")
- Raiva ou frustração perante a situação, por vezes até perante a pessoa (mesmo sabendo racionalmente que não é intencional)
- Tristeza pela pessoa, pelo que ela está a viver, pelo que se tornou
- Esgotamento físico e mental, uma sensação de "vazio"
- Fale sobre isso: Com um colega de confiança, com o seu supervisor, com um profissional de saúde mental (psicólogo do trabalho, se disponível). Colocar em palavras o que viveu já diminui o impacto traumático. Não fique isolado com emoções difíceis.
- Faça uma pausa: Mesmo que sejam apenas 10 minutos. Permita-se um momento de respiração longe do ambiente de cuidados. Uma breve caminhada ao ar livre, um momento num espaço calmo, um copo de água bebido lentamente com atenção plena.
- Pratique exercícios de regulação emocional: Respiração quadrada (inspirar em 4 tempos, segurar 4 tempos, expirar em 4 tempos, pausa 4 tempos, repetir) / Coerência cardíaca (inspirar por 5 segundos, expirar por 5 segundos, durante 5 minutos) / Exercícios de meditação ou mindfulness mesmo que curtos.
- Reconheça os seus limites: Se se sentir regularmente sobrecarregado, pode ser um sinal de que é necessário repensar a organização (mais pessoal, melhor formação, revisão dos protocolos) ou considerar apoio psicológico profissional para si. Não é uma fraqueza pedir ajuda, é uma força.
- Celebre os sucessos: Quando uma desescalada funciona, quando consegue acalmar uma pessoa, quando gere uma situação difícil com profissionalismo, reconheça a sua competência. Você e a sua equipa fazem um trabalho notável sob condições frequentemente difíceis.
- Reconhecer os sinais de alerta precoces
- Assegurar o ambiente imediato
- Adotar uma postura e comunicação não ameaçadoras
- Validar as emoções sem julgamentos
- Identificar e tratar a causa subjacente
- Propor estratégias de distração e redirecionamento
- Avaliar, documentar e fazer o debriefing
⚠️ Erro frequente a evitar
Nunca force um deslocamento. Se sugerir à pessoa que mude de sala e ela recusar categoricamente, não a empurre, não a puxe, não a agarre pelo braço. Um deslocamento forçado é percebido como uma agressão e fará explodir a situação. Fique antes com ela no local e adapte o ambiente ao seu redor: baixe as luzes, reduza o ruído ambiente, afaste os curiosos. Crie uma "bolha de calma" móvel.
Criar um espaço de segurança e descompressão
Se a pessoa aceitar se deslocar, guie-a gentilmente para um espaço mais propício ao retorno à calma. As características de um bom espaço de descompressão são:
Etapa 3: Adotar uma postura e comunicação não ameaçadoras
A sua comunicação não verbal é tão importante, senão mais, que as suas palavras. Uma pessoa em crise, cujas capacidades cognitivas estão alteradas, lê sobretudo a linguagem corporal, as expressões faciais e o tom de voz. Mesmo as melhores palavras serão ineficazes se o seu corpo enviar sinais de ameaça, medo ou aborrecimento.
A linguagem corporal da desescalada
Cada detalhe da sua postura conta. Aqui estão os princípios a respeitar absolutamente:
🧘 Posicionamento espacial otimizado
Postura corporal: O seu corpo inteiro deve comunicar abertura, relaxamento e benevolência:
A comunicação verbal apaziguadora
As suas palavras são importantes, mas a maneira como as pronuncia é ainda mais. O tom, o volume, o ritmo da sua voz têm um impacto direto no sistema nervoso da pessoa em crise.
O tom e o ritmo de voz:
💬 Exemplos de formulações eficazes
Em vez de: "Mas não, calme-se, não há razão para se irritar assim!" (invalida a emoção, dá ordens)
Diga: "Vejo que está muito zangado. Está a ser difícil para si neste momento." (valida a emoção, reconhecimento empático)
Em vez de: "Não grite! Está a incomodar toda a gente!" (negação, culpabilização)
Diga: "Vamos falar baixinho juntos. Estou aqui para ouvi-lo." (formulação positiva, proposta de alternativa)
Em vez de: "Pare de fazer disparate!" (julgamento, falta de compreensão)
Diga: "Eu vejo que algo está errado. Pode-me mostrar o que o preocupa?" (reconhecimento do desconforto, convite ao diálogo)
A escolha das palavras: A semântica é importante. Privilegie sempre as formulações positivas em relação às negativas:
🎮 EDITH: Seu aliado para acalmar e estimular
Nosso programa EDITH foi especificamente concebido para pessoas com doença de Alzheimer, Parkinson e outros transtornos cognitivos. Com mais de 30 jogos adaptados e personalizáveis, EDITH propõe atividades tranquilizadoras que podem servir como uma ferramenta de redirecionamento em momentos de ansiedade.
As atividades visuais calmas, os jogos de reconhecimento de imagens familiares ou os exercícios de música podem desviar a atenção de uma fonte de ansiedade para uma experiência positiva e valorizadora.
Descubra EDITH →Etapa 4: Validar as emoções sem julgamento
Esta etapa é crucial e frequentemente negligenciada: reconhecer e validar o que a pessoa sente, mesmo que isso pareça irracional, desproporcional ou baseado em percepções errôneas da realidade. É contra-intuitivo para muitos cuidadores, que têm o reflexo de tranquilizar minimizando ("Não é nada", "Não há motivo para se preocupar") ou raciocinando ("Mas não, ninguém quer lhe fazer mal").
Ouvir com empatia em situação de crise
Quando uma pessoa está em sofrimento, ela precisa primeiro ser ouvida, realmente ouvida. Não julgada, não racionalizada, não repreendida. Apenas ouvida. Esta validação emocional é terapêutica em si:
Técnicas de validação terapêutica
A validação terapêutica, desenvolvida por Naomi Feil especificamente para pessoas com demência, é uma abordagem que se baseia em um princípio fundamental: entrar no quadro de referência emocional da pessoa em vez de tentar trazê-la para nossa realidade objetiva.
"A validação não significa mentir. Significa respeitar os sentimentos da pessoa e entrar em seu mundo emocional, mesmo que sua percepção dos fatos difira da realidade atual."
🎭 A validação na prática
Situação: Senhora L. está convencida de que precisa buscar seus filhos na escola. Ela se agita, quer sair, veste o casaco. Na verdade, seus filhos têm 60 anos e moram no exterior.
❌ Abordagem de confronto (não funciona):
"Mas não, Senhora L., seus filhos já estão grandes agora, têm 60 anos! Você não precisa ir buscá-los."
→ Esta abordagem gera confusão, angústia ("Meus filhos têm 60 anos? Quando? O que está acontecendo comigo?"), às vezes raiva ("Você está mentindo! Eu preciso ir!").
✅ Abordagem de validação (eficaz):
"Você está preocupada com seus filhos. Você quer ter certeza de que eles estão bem. Fale-me sobre eles, como se chamam?"
→ Você entra no seu quadro emocional (preocupação materna), convida a falar do que é importante para ela (seus filhos), desvia a agitação motora (necessidade de partir) para uma conversa tranquila sobre um assunto que é caro a ela. Muitas vezes, durante a conversa, a pessoa se acalma e esquece a necessidade inicial de sair.
Os princípios chave da validação:
Etapa 5: Identificar e tratar a causa subjacente
Uma vez que você tenha estabelecido uma conexão empática com a pessoa e ela se sente ouvida, você pode começar a investigar metodicamente a causa do mal-estar. Muitas vezes, neste ponto, a intensidade emocional já diminuiu graças às etapas anteriores, o que facilita a identificação do problema.
A metodologia DICE para identificar causas
Use o acrônimo DICE (Dor, Infecção, Constipação, Ambiente) para explorar sistematicamente as causas fisiológicas e ambientais mais comuns:
D - Dor
Existem sinais de dor física? Caretas, proteção de uma parte do corpo, posição antálgica? Quando foram os últimos cuidados básicos? Antecedentes de problema médico não resolvido? A dor é uma causa importante mas subdiagnosticada de agitação.
I - Infecção
Uma infecção urinária ou respiratória pode causar confusão e agitação sem sintomas evidentes. Febre mesmo leve? Antecedentes de infecções recorrentes? Mudança recente no estado geral?
C - Constipação
Quando a pessoa evacuou pela última vez? Sinais de desconforto abdominal? A constipação é uma causa importante, mas muitas vezes negligenciada de agitação e agressividade em idosos.
E - Ambiente
O ambiente está muito barulhento, iluminado, quente, frio? Houve uma mudança recente na rotina, pessoas presentes, arranjo? A pessoa está com fome, sede, sono? Precisa ir ao banheiro?
Na prática, questione-se sistematicamente:
Intervenções direcionadas conforme a causa identificada
Uma vez identificada a causa, intervenha de forma apropriada e proporcional:
Etapa 6: Propor estratégias de distração e redirecionamento
Quando a causa imediata foi tratada, mas a agitação persiste, ou quando não se pode modificar imediatamente a situação problemática (por exemplo, a pessoa quer ver sua mãe falecida), as técnicas de distração e redirecionamento tornam-se essenciais. Não se trata de manipulação, mas de uma reorientação gentil da atenção para algo mais gerenciável ou mais agradável.
A distração positiva
A distração é uma ferramenta poderosa se utilizada com respeito e empatia. Funciona porque a atenção humana é limitada: não se pode concentrar intensamente em muitas coisas ao mesmo tempo. Ao propor uma alternativa envolvente, permite que a pessoa "desconecte" da fonte de sua ansiedade.
✨ Atividades de distração eficazes
Redirecionamento em vez de confrontação
Quando uma pessoa está fixada em uma ideia delirante (alguém roubou suas coisas, ela precisa ir trabalhar, etc.) ou um pedido irrealista (quero voltar para casa embora "em casa" não exista mais), o redirecionamento é mais eficaz que a confrontação direta com a realidade:
Etapa 7: Avaliar, documentar e fazer uma revisão
A última etapa do protocolo de desescalonamento nunca deve ser negligenciada. Ela é crucial para o aprendizado organizacional, a continuidade dos cuidados e a prevenção de futuras crises. É também um momento de cuidado para os próprios cuidadores.
A avaliação pós-crise
Uma vez que a situação se acalmou, tire um momento para avaliar em três níveis:
A documentação estruturada e rigorosa
Uma documentação completa é essencial por várias razões: rastreabilidade médico-legal, continuidade dos cuidados entre equipes, ajuste de estratégias terapêuticas, proteção legal dos profissionais em caso de reclamação. Documente sistematicamente no prontuário da pessoa:
As circunstâncias da crise:
A descrição factual dos comportamentos:
As intervenções realizadas:
Os resultados e o acompanhamento necessário:
A revisão em equipe: um momento essencial
Idealmente, dentro de 24 a 48 horas após a crise, organize uma revisão com a equipe envolvida. Este tempo coletivo tem vários objetivos essenciais:
💝 Para os cuidadores próximos: Você não está sozinho
Se você é um cuidador próximo enfrentando essas situações difíceis sozinho em casa, saiba que você merece tanto apoio quanto os profissionais. As crises comportamentais de seu ente querido podem ser ainda mais desgastantes, pois tocam seu relacionamento afetivo e porque você não tem uma equipe para se revezar ou apoiar.

Nossa formação "Mudanças de comportamento relacionadas à doença: Guia prático para os cuidadores" oferece ferramentas concretas para validar as emoções de seu ente querido, gerenciar crises e, acima de tudo, preservar seu próprio equilíbrio emocional e sua saúde mental.Aprenderá a reconhecer os seus limites, a pedir ajuda e a cuidar de si.
Descobrir a formação para familiares →Cuidar de si após uma intervenção difícil
Gerir crises comportamentais é emocional e fisicamente esgotante. Os profissionais, assim como os cuidadores familiares, acumulam stress, por vezes traumático, que pode levar ao esgotamento se não for devidamente monitorizado. É ESSENCIAL que cuide de si para continuar a cuidar dos outros.
Reconhecer o impacto emocional legítimo
É perfeitamente normal sentir, após uma crise difícil:
Estas emoções são legítimas. Não as negue, não se julgue por as sentir. São um sinal de que é humano, empático, e de que este trabalho o toca. É saudável.
Estratégias concretas de autocuidado
Conclusão: A desescalada, uma arte e uma ciência ao serviço da humanidade
A gestão de crises comportamentais em pessoas com distúrbios cognitivos é tanto uma arte relacional - que mobiliza a sua empatia, criatividade, sensibilidade humana - quanto uma ciência baseada em evidências e protocolos comprovados. As 7 etapas deste protocolo de desescalada representam uma estrutura sólida em que confiar nos momentos mais difíceis:
Mas além da técnica, o que realmente faz a diferença é a sua humanidade, a sua empatia, e a sua capacidade de ver por trás do comportamento perturbador uma pessoa em sofrimento que tenta comunicar da única forma que ainda consegue. Cada crise gerida com sucesso é uma vitória - para a pessoa acompanhada que recupera a calma e dignidade, para si que desenvolve as suas competências, e para a qualidade do cuidado que melhora globalmente.
⚠️ Importante: Para os distúrbios de comportamento relacionados à saúde mental
Se acompanha um familiar cujos distúrbios de comportamento se devem a problemas de saúde mental (depressão, distúrbios de ansiedade, distúrbios de personalidade, etc.) em vez de uma patologia neurodegenerativa, o nosso programa JOE pode ser uma ferramenta complementar valiosa.
O JOE oferece exercícios de gestão do stress, regulação emocional e manutenção das funções cognitivas que podem ajudar adultos com distúrbios ansioso-depressivos ou dificuldades comportamentais.
Descobrir JOE →Nunca se esqueça: você não está sozinho. Seja profissional ou cuidador familiar, existem recursos para formar, apoiar e acompanhar você. Na DYNSEO, acreditamos profundamente que a qualidade de vida das pessoas com distúrbios cognitivos passa pela competência e bem-estar daqueles que as acompanham.
🎓 Recursos DYNSEO para integrar mais
Para profissionais de saúde:
Explore a nossa formação completa sobre distúrbios de comportamento incluindo módulos sobre desescalada, coordenação multidisciplinar e protocolos institucionais.
Para cuidadores familiares:
O nosso guia prático para familiares proporcionará ferramentas concretas e apoio emocional para lidar com as mudanças de comportamento do seu ente querido.
Utilize as nossas ferramentas de estimulação cognitiva:
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Cuide de si para poder cuidar dos outros. Você faz um trabalho extraordinário em condições frequentemente difíceis. O seu empenho merece reconhecimento e apoio. 💙