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SEP et Dépression : Quand l’Humeur Affecte la Cognition | DYNSEO

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💚 Saúde Mental

EM e Depressão: Quando o Humor Afeta as Funções Cognitivas

A depressão é frequente na esclerose múltipla e impacta diretamente as capacidades cognitivas. Compreender esse elo é essencial para melhor cuidar do cérebro e do moral.

A depressão não é simplesmente uma reação emocional ao diagnóstico de esclerose múltipla: é uma verdadeira complicação da doença, ligada aos mecanismos próprios da EM. Ela atinge até metade das pessoas acometidas ao longo de suas vidas e tem um impacto direto e significativo nas funções cognitivas. Reconhecer a depressão, compreender sua ligação com a cognição e tratá-la adequadamente são etapas essenciais para preservar o cérebro e a qualidade de vida.

A depressão na EM: mais que uma reação ao diagnóstico

É natural sentir-se triste, desencorajado ou ansioso após um diagnóstico de esclerose múltipla. No entanto, a depressão que afeta as pessoas com EM vai muitas vezes além de uma simples reação psicológica à doença. Mecanismos biológicos próprios da EM contribuem diretamente para a depressão, o que explica sua alta frequência nessa população.

As lesões cerebrais causadas pela EM podem afetar regiões envolvidas na regulação do humor. A inflamação crônica presente na doença também influencia os neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, envolvidos na depressão. Os tratamentos de base da EM, particularmente os interferons, podem também ter efeitos secundários no humor. A depressão na EM tem, portanto, múltiplas causas, tanto psicológicas quanto biológicas.

50%
das pessoas com EM experimentam depressão
3x
mais frequente do que na população geral
40%
da depressão EM é subdiagnosticada
80%
respondem bem ao tratamento adequado

Distinguir depressão e fadiga

Um dos desafios na EM é distinguir a depressão da fadiga, um sintoma omnipresente da doença. Ambos compartilham manifestações comuns: falta de energia, dificuldade em se motivar, distúrbios do sono, dificuldades de concentração. No entanto, distingui-los é importante pois seus tratamentos são diferentes.

A fadiga da EM é tipicamente física e mental, agravada pelo esforço e calor, parcialmente aliviada pelo repouso. A depressão se caracteriza mais por uma tristeza persistente, uma perda de prazer nas atividades habitualmente agradáveis, um sentimento de desesperança ou de inutilidade, às vezes ideias negras. Na realidade, ambos muitas vezes coexistem e se agravam mutuamente.

😢

Tristeza persistente

Um sentimento de tristeza ou de vazio que dura mais de duas semanas, a maior parte do tempo

💔

Perda de prazer

As atividades outrora agradáveis não proporcionam mais satisfação nem interesse

🌑

Desesperança

Sentimento de que as coisas nunca vão melhorar, perda de perspectiva positiva

Impacto da depressão nas funções cognitivas

A depressão tem um impacto direto e mensurável nas funções cognitivas, independentemente dos efeitos da própria EM. Nas pessoas com EM, esse impacto se soma aos distúrbios cognitivos já causados pela doença, criando uma situação particularmente difícil. Reconhecer e tratar a depressão pode, portanto, ter efeitos positivos significativos nas capacidades cerebrais.

Retardo psicomotor

A depressão é tipicamente acompanhada por um retardo global: retardo do pensamento, da fala, dos movimentos. Esse retardo psicomotor se assemelha ao retardo cognitivo da EM e se soma a ele, amplificando as dificuldades. As pessoas deprimidas com EM podem se sentir ainda mais lentas do que realmente são devido à doença sozinha.

Problemas de concentração e memória

A depressão afeta profundamente a atenção e a memória. Pensamentos negativos e ruminações consomem os recursos atencionais, deixando pouco espaço para se concentrar em outra coisa. A memória de trabalho, que permite manter e manipular informações a curto prazo, é particularmente afetada. Pessoas deprimidas também costumam ter a impressão de ter lapsos de memória, mesmo que sua memória de longo prazo permaneça relativamente preservada.

  • Dificuldades de concentração: A mente é invadida por pensamentos negativos que impedem de se focar em uma tarefa
  • Memória de trabalho alterada: Dificuldade em reter e manipular várias informações simultaneamente
  • Indecisão: Mesmo decisões simples se tornam difíceis de tomar
  • Pensamento negativo: Tendência a ver tudo de forma negativa, o que distorce o tratamento da informação

Perda de motivação e iniciativa

A depressão muitas vezes se caracteriza por uma perda de motivação e iniciativa, o que os psiquiatras chamam de anergia ou abulia. As pessoas afetadas têm dificuldade em iniciar atividades, mesmo aquelas que sabem importantes ou agradáveis. Essa perda de motivação pode ser confundida com preguiça ou falta de vontade, quando na verdade é um sintoma real da doença depressiva.

Essa perda de motivação tem consequências diretas no treinamento cognitivo. Uma pessoa deprimida pode ter dificuldade em se motivar para fazer seus exercícios diários com EDITH ou JOE, mesmo sabendo que é bom para ela. É por isso que o tratamento da depressão é um pré-requisito importante para se beneficiar plenamente da estimulação cognitiva.

Durante minha depressão, eu sentia como se tivesse perdido 50 pontos de QI. Eu não conseguia mais me concentrar, lembrar de nada, tomar qualquer decisão. Quando finalmente fui tratada, era como se o nevoeiro desaparecesse gradualmente. Minhas dificuldades cognitivas relacionadas à EM ainda estavam lá, mas não eram mais amplificadas pela depressão.

Catherine, 46 anos, EM há 11 anos

O círculo vicioso depressão-cognição

Depressão e distúrbios cognitivos se alimentam mutuamente em um círculo vicioso. A depressão altera as capacidades cognitivas, o que causa dificuldades no cotidiano e no trabalho, reforça o sentimento de incompetência e inutilidade, e agrava a depressão. Quebrar esse círculo tratando a depressão pode ter efeitos positivos em cascata sobre todo o funcionamento cognitivo e a qualidade de vida.

Reconhecer os sinais de depressão

A depressão é frequentemente subdiagnosticada na EM, em parte porque seus sintomas se confundem com os da própria doença. No entanto, reconhecê-la é essencial pois ela se trata eficazmente. Aqui estão os sinais que devem alertar e levar a conversar com seu médico.

Os sintomas a observar

  • Humor depressivo: Tristeza persistente, sensação de vazio ou desesperança, na maior parte do tempo, por pelo menos duas semanas
  • Perda de interesse ou prazer: As atividades habitualmente agradáveis não despertam mais interesse e não proporcionam mais satisfação
  • Distúrbios do sono: Insônia ou, ao contrário, hipersonia (dormir excessivamente)
  • Mudanças de apetite: Perda de apetite com emagrecimento ou, ao contrário, hiperfagia com ganho de peso
  • Fadiga ou perda de energia: Além da fadiga habitual da EM, esgotamento que não melhora com o repouso
  • Sentimentos de culpa ou inutilidade: Tendência a se desvalorizar, sentir-se um fardo para os outros
  • Dificuldades de concentração: Além dos problemas cognitivos da EM, impossibilidade de se concentrar em qualquer coisa
  • Pensamentos de morte: Ideias recorrentes sobre a morte, pensamentos suicidas (sinal de gravidade que requer ajuda urgente)

Quando consultar

Se você apresenta vários desses sintomas por mais de duas semanas e eles impactam sua vida diária, fale com seu médico. A depressão não é uma fraqueza de caráter, é uma doença que pode ser tratada. Não hesite em pedir ajuda. Se você tiver pensamentos suicidas, consulte um serviço de emergência ou ligue para um serviço de apoio como o 3114 (número nacional de prevenção do suicídio).

Tratar a depressão para recuperar as capacidades

A boa notícia é que a depressão pode ser tratada de modo eficaz, mesmo no contexto da EM. Várias abordagens, frequentemente combinadas, podem ajudar a recuperar um melhor humor e, ao mesmo tempo, melhorar as funções cognitivas alteradas pela depressão.

As psicoterapias

A psicoterapia, em particular a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é recomendada em primeira linha para depressões leves a moderadas e como complemento dos medicamentos para depressões mais severas. A TCC ajuda a identificar e modificar pensamentos negativos automáticos que alimentam a depressão, e a retomar progressivamente atividades valorizantes.

Outras formas de psicoterapia também podem ser úteis: terapias de aceitação e compromisso (ACT), terapia baseada em atenção plena (MBCT), terapias interpessoais. A escolha depende das preferências da pessoa e da disponibilidade dos terapeutas.

Os tratamentos medicamentosos

Os antidepressivos podem ser necessários para depressões moderadas a severas ou quando a psicoterapia sozinha não é suficiente. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são frequentemente utilizados em primeira linha, pois são geralmente bem tolerados. A escolha do medicamento e o acompanhamento devem ser assegurados por um médico que conhece bem a EM para evitar interações com outros tratamentos.

🗣️

Psicoterapia

TCC e outras terapias para modificar esquemas de pensamento negativos e retomar atividades

💊

Medicamentos

Antidepressivos adaptados ao contexto da EM, sob supervisão médica

🏃

Atividade física

O exercício tem efeitos antidepressivos comprovados e acessíveis para muitos

A atividade física como antidepressivo

O exercício físico tem efeitos antidepressivos bem documentados, comparáveis aos dos medicamentos para depressões leves a moderadas. Ele promove a liberação de endorfinas, melhora o sono, aumenta a autoestima e oferece um sentimento de realização. Para as pessoas com EM, uma atividade física adaptada (caminhadas, natação, ioga, bicicleta ergométrica) pode ser um complemento valioso para o tratamento da depressão.

A estimulação cognitiva como apoio

Uma vez que a depressão é tratada, a estimulação cognitiva com programas como EDITH e JOE pode desempenhar um papel de apoio importante. Os exercícios cognitivos oferecem metas diárias alcançáveis, um sentimento de realização, e podem ajudar a recuperar a confiança em suas capacidades. Eles não substituem o tratamento da depressão, mas o complementam de forma útil.

Meu psiquiatra me receitou um antidepressivo e me recomendou retomar uma atividade física leve. Algumas semanas depois, senti que o nevoeiro estava se dissipando. Então pude retornar aos meus exercícios com EDITH, que eu havia abandonado completamente durante minha depressão. Hoje, esses exercícios fazem parte da minha rotina diária e me ajudam a manter o moral.

Pierre, 52 anos, EM há 15 anos

Prevenção e manutenção do bem-estar psicológico

Além do tratamento dos episódios depressivos, é importante implementar estratégias para prevenir a recaída e manter um bom equilíbrio psicológico no cotidiano. Essas estratégias são parte integrante do manejo global da EM.

Construir uma rede de apoio

O isolamento social é um importante fator de risco para a depressão. Manter laços sociais, mesmo quando a doença torna as saídas difíceis, é essencial. Família, amigos, grupos de pacientes, associações: todas as formas de vínculo social contam. Não hesite em falar sobre sua doença e seus sentimentos com pessoas de confiança.

Praticar atividades significativas

Ter atividades que façam sentido e proporcionem prazer é um fator protetor contra a depressão. Mesmo que a EM imponha limitações, muitas vezes é possível encontrar atividades adaptadas: leitura, música, jardinagem, voluntariado, atividades manuais, estimulação cognitiva com EDITH e JOE. O importante é manter um sentimento de utilidade e realização.

  • Manter uma rotina: Uma estrutura diária ajuda a combater a apatia e o isolamento
  • Definir metas realistas: Pequenas metas alcançáveis em vez de projetos grandiosos
  • Praticar a gratidão: Anotar diariamente alguns elementos positivos ajuda a equilibrar a tendência negativa
  • Exposição à luz: A luz natural tem efeitos positivos no humor, especialmente no inverno

Redescubra o prazer de estimular seu cérebro

Os programas EDITH e JOE podem se tornar momentos agradáveis de seu cotidiano, contribuindo para manter seu moral e suas capacidades cognitivas.

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Conclusão

A depressão é uma complicação frequente e séria da esclerose múltipla, que vai muito além de uma simples reação ao diagnóstico. Ela tem causas biológicas ligadas à própria doença e um impacto direto nas funções cognitivas, somando-se aos já causados pela EM.

Reconhecer a depressão é essencial pois ela pode ser tratada de modo eficaz. Psicoterapia, medicamentos, atividade física: várias abordagens, frequentemente combinadas, podem ajudar a recuperar um melhor humor. Ao tratar a depressão, também melhoramos as capacidades cognitivas que foram alteradas por ela.

A prevenção e a manutenção do bem-estar psicológico são parte integrante do manejo da EM. Rede social, atividades significativas, rotina estruturada, estimulação cognitiva: todos esses elementos contribuem para manter o moral e preservar as capacidades cerebrais a longo prazo.

Cuidar do seu moral é cuidar do seu cérebro. Nunca hesite em pedir ajuda se você se sentir deprimido.

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