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A tablet em psicomotricidade: exercícios de coordenação, esquema corporal e regulação tônica | DYNSEO

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A tablet em psicomotricidade : coordenação, esquema corporal e regulação tônica

A psicomotricidade é, por essência, uma disciplina do corpo em movimento. O psicomotricista trabalha com suas mãos, seu olhar, bolas, percursos motores, jogos de equilíbrio. Nesse contexto, a ideia de introduzir uma tablet digital pode parecer paradoxal. No entanto, o digital não substitui o corpo — ele o aumenta.

A tablet oferece ao psicomotricista uma ferramenta complementar única: um suporte que mede objetivamente a coordenação, que motiva as crianças relutantes aos exercícios tradicionais, que prolonga a estimulação entre as sessões, e que — em sua versão balança — transforma a tela em uma ferramenta de motricidade global.

Este guia o acompanha para integrar as ferramentas digitais na sua prática psicomotora, do consultório ao domicílio, passando pela escola.

1. Por que o digital tem seu lugar na psicomotricidade

O psicomotricista é o especialista da relação corpo-mente. Sua intervenção abrange a coordenação, o esquema corporal, a regulação tônica, a estruturação espaço-temporal e as funções executivas em sua dimensão corporal. O material tradicional — aros, bolas, percursos, jogos sensoriais — continua sendo a base insubstituível dessa prática.

Mas o material físico apresenta limites que os psicomotricistas conhecem bem. Primeiro limite: a dificuldade de medir objetivamente a coordenação. Observar que uma criança "coordena melhor" é uma apreciação clínica válida, mas difícil de quantificar em uma avaliação de renovação. A tablet, por sua vez, registra o tempo de reação, a precisão do gesto, o número de erros e a regularidade do desempenho.

Segundo limite: a motivação de certos perfis. As crianças com TDAH, que representam uma parte importante da clientela do psicomotricista, muitas vezes se opõem aos exercícios estruturados. O formato lúdico da tablet desarma essa resistência e transforma o trabalho terapêutico em um desafio motivante.

Terceiro limite: a continuidade entre as sessões. Uma criança vista uma vez por semana em psicomotricidade não pratica coordenação oculomotora nos outros seis dias. A tablet permite prescrever exercícios diários curtos que mantêm a estimulação e aceleram os progressos.

💡 Você sabia? Vários estudos publicados em Human Movement Science e Research in Developmental Disabilities mostram que as intervenções assistidas por tablet melhoram significativamente a coordenação oculomotora e a motricidade fina em crianças com Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC). O feedback visual imediato acelera a aprendizagem motora ao reforçar o ciclo percepção-ação.

2. As 5 vantagens concretas do tablet na sessão de psicomotricidade

  1. Medida objetiva da coordenação. Os exercícios digitais quantificam o tempo de reação, a precisão gestual, a regularidade do movimento e o número de erros. Esses dados transformam a observação clínica subjetiva em métricas utilizáveis para suas avaliações. Você pode mostrar aos pais que uma criança com dispraxia reduziu seu tempo de apontamento em 40% em 8 semanas — um argumento muito mais convincente do que "ele/ela está melhorando".
  2. Motivação de perfis refratários. As crianças com TDAH, em oposição aos exercícios clássicos, se envolvem espontaneamente nos jogos no tablet. O formato lúdico, os feedbacks positivos e a sensação de progresso visível transformam o "eu não quero" em "mais um nível!". Essa motivação é uma alavanca terapêutica importante que o psicomotricista pode explorar estrategicamente.
  3. O balancim: o tablet se torna uma ferramenta corporal. Com um suporte balancim, o tablet se transforma em uma verdadeira ferramenta psicomotora. A criança deve inclinar o tablet com as duas mãos para guiar uma bolinha virtual. Esse dispositivo trabalha simultaneamente a coordenação bimanual, o controle tônico, a propriocepção das mãos e dos pulsos, e a coordenação oculomotora. O corpo está no centro do exercício.
  4. Exercícios em casa e na escola. O psicomotricista pode prescrever exercícios diários curtos (10 minutos) que a criança realiza em casa ou no âmbito do PPS na escola. Os AESH e os pais se tornam intermediários terapêuticos com uma ferramenta simples de usar. A continuidade da estimulação entre as sessões acelera as aquisições motoras.
  5. Ponte para os aprendizados escolares. A coordenação oculomotora e a motricidade fina trabalhadas no tablet são os pré-requisitos diretos da escrita, da leitura (sacadas oculares) e da localização espacial. O psicomotricista dispõe assim de uma ferramenta que faz a ponte entre a reabilitação corporal e as exigências escolares, um argumento central nas equipes educativas e nos ESS.

3. Quais funções psicomotoras trabalhar no tablet?

O tablet não cobre todo o campo psicomotor — e isso é normal. Ele se destaca em algumas funções e deve ser complementado pelo material tradicional para outras. Aqui estão os domínios onde ele traz um verdadeiro valor agregado.

Coordenação oculomotora

Este é o domínio principal do tablet na psicomotricidade. Os exercícios de acompanhamento visual, de apontamento preciso, de perseguição ocular e de sacadas direcionadas solicitam a coordenação olho-mão com uma precisão de medida impossível de obter na observação direta. A dificuldade aumenta ao aumentar a velocidade, o número de alvos e a complexidade das trajetórias. Esse trabalho é diretamente transferível para a escrita e a leitura.

Motricidade fina e controle gestual

Os exercícios de arrastar e soltar, de traçar na tela, de toque preciso e de dosagem da pressão solicitam os músculos intrínsecos da mão, a dissociação dos dedos e o controle do gesto fino. No balancim, o trabalho se estende aos pulsos e aos antebraços, com uma dosagem tônica exigente. Esses exercícios complementam o trabalho de manipulação de objetos reais realizado na sessão.

Coordenação bimanual

O balancim é a ferramenta ideal para trabalhar a coordenação das duas mãos. As duas mãos devem cooperar para inclinar o tablet, com uma dosagem assimétrica de acordo com a direção desejada. Esse trabalho é particularmente relevante para crianças dispraxicas e pacientes com lateralidade mal estabelecida ou assimetria tônica.

Estruturação espaciotemporal

Os jogos de orientação, de localização em grade, de reprodução de trajetórias e de sequenciamento temporal trabalham a estruturação do espaço e do tempo. Essas funções, frequentemente alteradas nos distúrbios praxicos e no TDAH, são pré-requisitos essenciais para os aprendizados escolares (geometria, leitura de tabelas, organização do trabalho).

Funções executivas corporais

A planejamento motora, a inibição de um gesto automático, a flexibilidade na escolha de uma estratégia motora: essas funções executivas "incorporadas" estão no cerne da psicomotricidade. Jogos do tipo go/no-go, exercícios de alternância de gestos e percursos de planejamento espacial solicitam essas funções em um formato envolvente e mensurável.

Regulação tônica e relaxamento

O tablet pode servir como suporte para a regulação tônica: os exercícios de dosagem de pressão (apertar forte vs suavemente), de lentidão controlada (seguir um alvo a uma velocidade reduzida) e de manutenção postural (balancim em equilíbrio) trabalham o controle tônico voluntário. Alguns psicomotricistas integram esses exercícios em sequências de retorno à calma ao final da sessão.

🎯 As funções-chave na psicomotricidade digital

  • Coordenação oculomotora (seguimento, apontamento, sacadas)
  • Motricidade fina e dissociação digital
  • Coordenação bimanuais (balanço)
  • Controle tônico e dosagem da força
  • Estruturação espacial e temporal
  • Planejamento motor e sequenciamento gestual
  • Inibição motora e flexibilidade
  • Grafomotricidade indireta (preparação para a escrita)

4. Patologias e populações envolvidas

A psicomotricidade se destina a populações variadas, com uma predominância pediátrica na prática liberal. As ferramentas digitais se adaptam a cada perfil graças à modularidade dos exercícios e dos níveis de dificuldade.

PopulaçãoPatologiasFunções alvoAplicação
Crianças 5-7 anosTDC (dispraxia), atraso psicomotor, distúrbio do grafismoCoordenação oculomotora, motricidade fina, grafomotricidadeCOCO SE MEXE + BOLA QUE ROLA
Crianças 7-10 anosTDAH, TSA com distúrbios motores, distúrbio da lateralidadeInibição, coordenação bimanuais, estruturação espacialCOCO SE MEXE + BOLA QUE ROLA
AdolescentesTDAH, dispraxia persistente, distúrbios de aprendizagemFunções executivas, velocidade de processamento, planejamentoFERNANDO + BOLA QUE ROLA
IdososParkinson, prevenção de quedas, declínio motorCoordenação, tempo de reação, equilíbrio postural (via balanço)CARMEN + BOLA QUE ROLA

O ponto comum entre todos esses perfis é a necessidade de repetição motora. A aprendizagem motora exige centenas, senão milhares de repetições para automatizar um gesto. As sessões semanais não podem fornecer essa dose sozinhas. O tablet, utilizado diariamente em casa, multiplica o número de repetições e acelera a automatização dos padrões motores trabalhados na sessão.

5. Como integrar o tablet na sua prática

O tablet se integra à sessão de psicomotricidade como uma ferramenta entre outras, não como um substituto do material corporal. A chave é a dosagem e a complementaridade.

Etapa 1: Identificar o papel do tablet no seu projeto terapêutico

Para cada paciente, defina o que o tablet traz que o material físico não cobre: dados objetivos para a avaliação, motivação para uma criança em oposição, treinamento em casa entre as sessões, ou trabalho específico da coordenação oculomotora. O tablet só é relevante se atender a uma necessidade identificada.

Etapa 2: Integrar na sessão como uma estação do percurso

A melhor maneira de introduzir o tablet é colocá-lo como uma estação em um percurso psicomotor. Por exemplo: percurso de equilíbrio → estação tablet (coordenação oculomotora, 5 min) → exercício de bola → estação balanço (Bola que Rola, 5 min) → relaxamento. Essa integração no fluxo da sessão evita a armadilha do "tudo tablet" e mantém a dimensão corporal global.

Etapa 3: Explorar o balanço na sessão

A Bola que Rola é o dispositivo mais relevante em psicomotricidade. Coloque o tablet no suporte, e a criança deve inclinar o tablet para guiar a bola através de um percurso. Comece com percursos simples (direita/esquerda), depois complexifique (labirintos, obstáculos, restrições temporais). Esse dispositivo transforma o tablet em ferramenta proprioceptiva e tônica, o mais próximo da prática psicomotora.

Etapa 4: Prescrever em casa e na escola

Prescreva 10 minutos por dia de exercícios direcionados: 5 minutos de coordenação oculomotora em tablet clássico + 5 minutos de balanço se a família tiver o dispositivo. Treine os pais ou o AESH na utilização. Elabore um programa simples e visual que a criança possa seguir de forma autônoma.

Etapa 5: Explorar os dados em suas avaliações

As estatísticas da plataforma alimentam diretamente suas avaliações psicomotoras. As curvas de coordenação oculomotora, os escores de motricidade fina e os tempos de reação documentam a progressão de forma objetiva. Esses dados complementam suas observações clínicas e reforçam seus pedidos de renovação junto aos médicos prescritores.

"Integrei a Bille qui Roule no meu percurso motor, como uma estação entre outras. As crianças adoram. E eu, finalmente tenho dados numéricos sobre a coordenação bimanuelle que não conseguia medir antes."

— CARMEN T., psicomotricista liberal, Montpellier

6. Os 5 erros a evitar na psicomotricidade digital

A digitalização na psicomotricidade levanta questões legítimas. Aqui estão as armadilhas mais comuns e como contorná-las.

❌ Erro 1 : Transformar a sessão em sessão na tela

Passar 30 minutos de sessão no tablet, em detrimento do trabalho corporal global. A criança fica sentada, com os olhos fixos na tela, sem solicitação postural nem engajamento do corpo inteiro.

✅ A abordagem correta

Limite o tablet a 10-15 minutos no máximo por sessão, integrado como uma estação em um percurso psicomotor mais amplo. O tablet é um complemento, nunca o coração da sessão. O corpo em movimento continua sendo a prioridade absoluta do psicomotricista.

❌ Erro 2 : Usar apenas exercícios cognitivos no tablet

Escolher jogos de memória ou lógica que não solicitem nenhuma função psicomotora. A criança trabalha a cognição pura, o que se relaciona mais com o neuropsicólogo do que com o psicomotricista.

✅ A abordagem correta

Priorize os exercícios que solicitam o gesto: coordenação oculomotora (apontar, seguir alvos), motricidade fina (arrastar-soltar preciso, traçar), e principalmente o balancinho que envolve o corpo inteiro. Complete com exercícios de estruturação espacial que tenham uma dimensão corporal (orientação, localização).

❌ Erro 3 : Negligenciar o aspecto postural durante o uso

Deixar a criança usar o tablet encostada em uma cadeira, com a cabeça inclinada, os cotovelos não estabilizados. A postura de trabalho impacta diretamente a qualidade do gesto e pode reforçar padrões motores inadequados.

✅ A abordagem correta

Controle a postura de trabalho como faria para um exercício de grafismo. Tablet inclinado a 30°, cotovelos estabilizados, assento adequado à altura da criança. Para o balancinho, verifique se a criança está em pé ou sentada com um bom alinhamento postural. A postura faz parte integrante do exercício psicomotor.

❌ Erro 4 : Não adaptar a dificuldade ao perfil psicomotor

Propor o mesmo nível de dificuldade a uma criança TDC de 6 anos que a uma criança TDAH de 9 anos. Os perfis são radicalmente diferentes e os objetivos também.

✅ A abordagem correta

Calibre individualmente cada exercício. Uma criança TDC trabalhará em alvos amplos com um tempo de resposta longo. Uma criança TDAH trabalhará em exercícios de inibição rápida com distrações. A mesma ferramenta, mas ajustes diametralmente opostos. Teste na sessão antes de prescrever em casa.

❌ Erro 5 : Opor "corpo" e "tela"

Rejeitar por princípio a ferramenta digital em nome da filosofia corporal da psicomotricidade, ou ao contrário, adotá-la sem reflexão. As duas posições extremas prejudicam o paciente.

✅ A abordagem correta

Pensem "continuum". O corpo está no centro. O tablet é uma extensão do gesto. O balanço é uma ponte entre os dois. Os dados digitais objetivam o que seu olhar clínico percebe. A ferramenta serve sua expertise, não a substitui.

7. Estudos de caso: 3 perfis, 3 resultados concretos

Como o digital se integra na realidade do consultório de psicomotricidade? Aqui estão três casos concretos.

👧
TDC — Dispraxia visuoespacial
Léa, 6 anos — TDC com distúrbio severo da grafia

Contexto: Léa está na grande seção da pré-escola e não adquiriu o gesto de escrita. Ela segura seu lápis em pegada palmar, as letras são ilegíveis, e a coloração sempre ultrapassa. A avaliação psicomotora revela um TDC (dispraxia visuoespacial) com um déficit acentuado da coordenação oculomotora, uma motricidade fina muito abaixo da idade e um esquema corporal frágil. A entrada no 1º ano se aproxima e os pais estão preocupados.

Protocolo digital: A psicomotricista integra COCO e a Bola que Rola nas sessões semanais. Na sessão (45 min): percurso motor clássico (20 min) → estação tablet COCO para a coordenação oculomotora (8 min) → estação Bola que Rola para a coordenação bimanuais (7 min) → relaxamento e esquema corporal (10 min). Em casa, a mãe acompanha Léa por 10 minutos de COCO (coordenação oculomotora + localização espacial) todas as noites.

Resultado após 12 semanas: Léa progride de forma espetacular na coordenação oculomotora. O acompanhamento de alvos, catastrófico no início, agora está na norma baixa para sua idade. A Bola que Rola melhorou consideravelmente o dosagem tônica de suas mãos: ela passa espontaneamente de uma pegada palmar para uma pegada tridigital no lápis. A psicomotricista transmite os dados de progresso ao terapeuta ocupacional que assume o trabalho de grafia fina.

📊 Resultados medidos: pontuação de coordenação oculomotora melhorada em 55% (de 32/100 para 50/100), tempo de apontamento reduzido em 42%. Pontuação de coordenação bimanuais (Bola que Rola) melhorada em 38%. A professora nota que Léa agora aceita as atividades de grafia, uma mudança comportamental significativa.

👦
TDAH — Inibição e regulação
Adam, 8 anos — TDAH tipo combinado com impulsividade motora

Contexto: Adam é diagnosticado com TDAH tipo combinado. Na sessão de psicomotricidade, ele está agitado, impulsivo em seus gestos, e abandona os exercícios assim que se tornam difíceis. A avaliação psicomotora evidencia um déficit de inibição motora, uma coordenação global correta, mas uma motricidade fina perturbada pela precipitação, e um tempo de reação muito variável (ora muito rápido, ora ausente). Adam está em oposição aos exercícios estruturados clássicos.

Protocolo digital: A psicomotricista explora a motivação de Adam por jogos de vídeo. COCO é introduzido com exercícios de inibição (tipo go/no-go lúdico), de atenção seletiva (localização de alvos entre distrações) e de dosagem gestual (toque preciso sem precipitação). A pausa esportiva de COCO a cada 15 minutos canaliza a necessidade de movimento de Adam. A Bola que Rola é utilizada no final da sessão como exercício de retorno à calma: guiar a bola lentamente exige um controle tônico que acalma a agitação.

Resultado após 10 semanas: A mudança mais notável é o engajamento de Adam. Pela primeira vez, ele pede para continuar os exercícios em vez de parar. Os pais relatam que ele aceita os 10 minutos diários no COCO "porque é um jogo". A inibição motora progride: Adam comete menos falsos alarmes nos exercícios go/no-go. A Bola que Rola no final da sessão criou um ritual de retorno à calma que a psicomotricista não conseguia instaurar anteriormente.

📊 Resultados medidos: erros de inibição (falsos alarmes) reduzidos em 45%, variabilidade do tempo de reação reduzida em 30%, pontuação de dosagem gestual (precisão do toque) melhorada em 28%. A adesão em casa foi de 85%, um resultado notável para uma criança com TDAH em oposição inicial.

👴
Geriatria — Prevenção de quedas
Robert, 76 anos — Parkinson estágio 2 com distúrbio de equilíbrio

Contexto : Robert é acompanhado em psicomotricidade por um distúrbio de equilíbrio e rigidez dos membros superiores relacionados à sua doença de Parkinson. Ele já caiu duas vezes em 6 meses. A psicomotricista trabalha o equilíbrio dinâmico, a coordenação e a regulação tônica em sessão. Robert vive com sua esposa e está motivado para “fazer exercícios” entre as sessões, mas não sabe o que fazer de forma autônoma.

Protocolo digital : A psicomotricista introduz CARMEN (exercícios cognitivos adaptados para idosos, sem cronômetro estressante) e a Bola que Rola em posição sentada para trabalhar a coordenação bimanuais e o controle tônico dos pulsos e antebraços. Em sessão: trabalho de equilíbrio clássico (20 min) → estação Bola que Rola sentada (10 min) → CARMEN para a orientação espacial e os tempos de reação (10 min). Em casa, Robert e sua esposa praticam 10 minutos de CARMEN pela manhã e 5 minutos de Bola que Rola (sentado, seguro) à tarde.

Resultado após 14 semanas : Robert não teve recaídas durante o período. A psicomotricista nota uma melhoria no controle tônico das mãos e dos pulsos, transferível para os gestos diários (abotoar, abrir potes). Os tempos de reação medidos em CARMEN são estáveis, o que no contexto parkinsoniano é um resultado positivo. A esposa de Robert relata que os exercícios diários se tornaram um ritual do casal, com um efeito positivo sobre o moral de ambos.

📊 Resultados medidos : zero quedas em 14 semanas (vs 2 nos 6 meses anteriores), manutenção dos tempos de reação (sem degradação), pontuação de coordenação bimanuais (Bola que Rola) melhorada em 18 %. A adesão foi de 92 % — a mais alta da fila ativa da psicomotricista.

"O que eu gosto com a Bola que Rola é que a criança trabalha seu corpo sem perceber. Ela pensa que está jogando um videogame, eu vejo seus pulsos se fortalecendo e sua coordenação bimanuais progredindo. É psicomotor disfarçado de jogo."

— Élodie T., psicomotricista liberal, Montpellier

8. Foco: A Bola que Rola, a ferramenta psicomotora por excelência

Entre todas as ferramentas digitais disponíveis, A Bola que Rola ocupa um lugar único na psicomotricidade. É o único dispositivo que transforma o tablet em uma verdadeira ferramenta corporal, superando a simples interação tátil para envolver todo o corpo no jogo.

O princípio

O tablet é colocado em um suporte que o transforma em uma plataforma oscilante. O usuário deve inclinar o tablet com as duas mãos para fazer uma bola virtual rolar por um percurso de obstáculos. A bola reage aos menores movimentos: muito brusco e ela escorrega, muito lento e ela para. O paciente deve encontrar o justo dosagem tônica — um exercício fundamental na psicomotricidade.

O que trabalha A Bola que Rola

A lista das funções solicitadas é notavelmente longa para um único exercício. A coordenação bimanuelle está constantemente engajada: as duas mãos devem cooperar, com papéis assimétricos de acordo com a direção desejada. O controle tônico está no centro do exercício: dosagem da força, relaxamento progressivo, manutenção de uma posição estável. A coordenação oculomotora é solicitada o tempo todo: seguir a bola com os olhos enquanto antecipa os obstáculos. A propriocepção das mãos, pulsos e antebraços fornece as informações necessárias para o ajuste motor. E o planejamento motor intervém em percursos complexos: antecipar a trajetória, prever as curvas, adaptar sua estratégia.

Para quem é pertinente?

A Bola que Rola é particularmente indicada para crianças TDC (preparação para a grafomotricidade através do fortalecimento do controle postural da mão), crianças TDAH (exercício de regulação tônica e retorno à calma), pacientes pós-AVC (reinserção do membro superior negligenciado impondo a bimanualidade) e pacientes parkinsonianos (manutenção da destreza e prevenção da rigidez). Sua versatilidade a torna uma ferramenta transversal rara.

💡 Conselho prático. Em sessão, varie as posições: em pé (comprometimento do tronco e do equilíbrio), sentado a uma mesa (foco nas mãos e pulsos), sentado no chão (comprometimento do tronco e da postura global). Cada posição modifica as solicitações motoras e enriquece o trabalho psicomotor. O mesmo exercício, três posições, três experiências corporais diferentes.

9. O tablet entre o consultório, a escola e o domicílio

A psicomotricidade não se limita ao consultório. O psicomotricista também atua na escola (no âmbito dos RASED ou do PPS), em CAMSP, em CMP, e prescreve exercícios em casa. O tablet facilita essa continuidade entre os locais de vida da criança.

Na escola, o tablet pode ser utilizado pelo AESH no âmbito das adaptações previstas no PPS. Exercícios curtos de coordenação oculomotora (5 minutos) antes de uma sessão de grafismo preparam o sistema oculomotor e melhoram a qualidade da escrita que se segue. É um argumento concreto que o psicomotricista pode apresentar na ESS (Equipe de Acompanhamento da Escolarização).

Em casa, os pais se tornam intermediários terapêuticos. O programa é simples: 10 minutos de exercícios direcionados, com instruções claras e uma ferramenta que a criança já conhece, pois a utiliza na sessão. A continuidade da estimulação entre as sessões acelera consideravelmente as aquisições motoras. Estudos em aprendizado motor mostram que a prática distribuída (curta, mas diária) é muito mais eficaz do que a prática massificada (longa, mas espaçada).

A plataforma de acompanhamento unifica os dados dos três ambientes. Que a criança pratique no consultório, na escola ou em casa, as estatísticas convergem no mesmo painel de controle. O psicomotricista tem uma visão completa da prática efetiva da criança, sem depender dos relatos verbais dos pais ou do professor.

🏠 Organizar a continuidade consultório-escola-domicílio

  • Na sessão: 10-15 min de tablet integrado no percurso psicomotor
  • Na escola: 5 min antes do grafismo (via AESH, pautado pelo PPS)
  • Em casa: 10 min por dia, supervisionado por um pai treinado
  • Formar o AESH e os pais durante uma sessão dedicada
  • Consultar as estatísticas semanalmente para ajustar
  • Apresentar os dados de progresso em ESS para argumentar as adaptações

10. Como escolher a ferramenta digital certa?

As necessidades do psicomotricista são específicas: a ferramenta deve envolver o corpo, não apenas a mente. Aqui estão os critérios de seleção essenciais.

CritérioPor que é essencial na psicomotricidade
Exercícios de coordenação oculomotoraÉ a função principal da tablet na psicomotricidade — verifique se os exercícios são numerosos e graduáveis
Dispositivo balançador disponívelO balançador transforma a tablet em uma ferramenta corporal: sem ele, você permanece no toque puro
Pausas esportivas integradasIndispensável para crianças com TDAH: limita o tempo de tela e canaliza a necessidade de movimento
Plataforma de acompanhamento profissionalDados objetivos de coordenação e motricidade fina para suas avaliações de renovação
Adaptação por faixa etáriaA interface para uma criança de 5 anos não é adequada para um idoso de 75 anos
Uso offlinePara sessões na escola, em CAMSP, ou em casas sem WiFi
Conformidade com o RGPDOs dados de pacientes menores são particularmente sensíveis

O critério diferenciador na psicomotricidade é o engajamento corporal. Uma ferramenta que oferece apenas exercícios táteis clássicos (tocar, deslizar) permanece limitada. O ideal é uma ferramenta que combine exercícios táteis finos E dispositivo balançador, permitindo trabalhar tanto a motricidade fina digital quanto a coordenação global dos membros superiores.

Teste sempre a ferramenta com seus pacientes em situação real. Uma criança com TDC de 6 anos e um adolescente com TDAH de 14 anos não reagem da mesma forma. Observe o engajamento motor, a motivação e a relevância dos exercícios para seu projeto terapêutico específico.

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