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Animação e estimulação cognitiva em Lar de idosos: guia completo dos ferramentas digitais em tablet | DYNSEO

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Animação e estimulação cognitiva em Lar de idosos : guia completo dos ferramentas digitais em tablet

A estimulação cognitiva em Lar de idosos não é mais uma opção. É uma necessidade terapêutica, um critério de qualidade avaliado pelas ARS, e uma forte expectativa das famílias. No entanto, no terreno, as equipes enfrentam uma realidade complexa: pouco tempo, perfis muito heterogêneos, e um material de animação frequentemente desgastado e pouco motivador para residentes que já o viram cem vezes.

O tablet digital transforma essa equação. Ele oferece uma diversidade de exercícios quase infinita, se adapta automaticamente ao nível de cada residente, funciona sem internet, e fornece dados de acompanhamento utilizáveis para os projetos personalizados e as avaliações internas. Mas ainda é necessário saber como integrá-lo no funcionamento do estabelecimento.

Este guia o acompanha para implementar a estimulação cognitiva digital em seu Lar de idosos, desde a organização dos ateliês até a formação do pessoal.

1. Os desafios da estimulação cognitiva em Lar de idosos

Em Lar de idosos, a estimulação cognitiva responde a vários desafios simultâneos. O primeiro é terapêutico: retardar o declínio cognitivo dos residentes afetados por doenças neurodegenerativas, manter as capacidades residuais, e prevenir a agravamento da dependência. Estudos mostram que uma estimulação regular, mesmo modesta, produz efeitos mensuráveis na memória, orientação e funções executivas das pessoas idosas com demência leve a moderada.

O segundo desafio é humano. A apatia, o isolamento e a perda de sentido afetam a maioria dos residentes em Lar de idosos. A estimulação cognitiva, quando vivida como um momento de prazer e não como um teste, contribui para a manutenção do vínculo social, da autoestima e do sentimento de utilidade. Um residente que consegue um exercício, que compartilha uma memória, que ri durante um ateliê coletivo recupera um momento de vida que vai além da dimensão puramente cognitiva.

O terceiro desafio é regulamentar e qualitativo. As recomendações da HAS enfatizam a personalização do projeto de cuidado e a implementação de atividades terapêuticas não medicamentosas. As avaliações da ARS analisam a diversidade e a regularidade das animações propostas. Dispor de uma ferramenta digital com dados de acompanhamento reforça a credibilidade do estabelecimento e facilita a documentação das ações realizadas.

Finalmente, o desafio é organizacional. As equipes de animação são frequentemente reduzidas, a rotatividade do pessoal de saúde é alta, e o tempo disponível por residente é limitado. O material de animação clássico (jogos de tabuleiro, ateliês manuais, questionários em papel) requer uma preparação importante e uma animação profissional. O tablet simplifica essa logística ao oferecer uma ferramenta chave na mão utilizável por todo o pessoal treinado.

💡 Você sabia? Segundo dados da Fundação Médéric Alzheimer, menos de 30% dos residentes em Lar de idosos beneficiam de uma estimulação cognitiva regular e individualizada. As principais razões citadas são a falta de tempo do pessoal, a ausência de ferramentas adequadas ao nível dos residentes, e a dificuldade em manter a motivação ao longo do tempo. O tablet aborda esses três obstáculos simultaneamente.

2. As 5 vantagens do tablet em relação ao material clássico

  1. Adaptação automática ao nível do residente. Um residente com Alzheimer em estágio leve e um residente com depressão não necessitam do mesmo nível de dificuldade. O tablet ajusta automaticamente a complexidade dos exercícios de acordo com o desempenho, sem que o animador precise preparar material específico. Cada residente trabalha em seu nível, sem fracasso.
  2. Funcionamento sem internet. Esta é uma vantagem decisiva em Lar de idosos, onde a conexão WiFi é frequentemente instável ou inexistente nos quartos. Os aplicativos DYNSEO funcionam totalmente offline. O animador pode propor um workshop no quarto de um residente com mobilidade reduzida, no jardim ou na sala comum, sem restrições técnicas.
  3. Diversidade quase infinita de exercícios. O material em papel acaba por se tornar monótono. Os residentes conhecem os jogos de cor, as respostas são memorizadas, a estimulação diminui. O tablet oferece mais de 30 exercícios diferentes por aplicativo, com variantes e múltiplos níveis. O efeito de novidade se mantém por meses, até anos.
  4. Dados de acompanhamento para o projeto personalizado. Cada sessão é registrada: exercícios realizados, pontuações, tempos de reação, progresso. Esses dados alimentam o projeto personalizado do residente e documentam a ação terapêutica não medicamentosa. Em caso de avaliação ARS, a instituição possui provas tangíveis da estimulação proporcionada.
  5. Utilizável por todo o pessoal treinado. O animador, a auxiliar de enfermagem, a psicóloga, a terapeuta ocupacional ou até mesmo um voluntário podem usar o tablet após um breve treinamento. Essa transversalidade multiplica as oportunidades de estimulação e reduz a dependência de um único profissional de animação.

3. Quais atividades propor no tablet?

As atividades digitais em Lar de idosos devem respeitar um princípio fundamental: o prazer antes da performance. O residente nunca deve se sentir testado. O exercício deve ser vivido como um jogo, um momento agradável, uma atividade escolhida e não imposta.

Estimulação da memória

Os jogos de memorização de imagens, de pares associados, de reconhecimento diferido e de lembrança de sequências são as atividades mais solicitadas. O aplicativo CARMEN oferece esses exercícios com imagens familiares (objetos do dia a dia, alimentos, animais) e um feedback positivo sistemático, sem pontuação visível ou cronômetro estressante. O objetivo é estimular a memória em um ambiente acolhedor.

Orientação e localização

Os exercícios de orientação temporal (data, estação, momento do dia) e de localização espacial (disposição no espaço, leitura de mapas simples) ajudam os residentes a manter seus referenciais. Essas atividades são particularmente relevantes para os residentes que apresentam desorientação temporoespacial relacionada à doença de Alzheimer.

Linguagem e evocação

Os jogos de denominação, de categorização semântica, de intrusos e de fluência verbal estimulam o acesso ao léxico, muitas vezes fragilizado nas demências. Os exercícios visuais (nomear o que se vê, encontrar o intruso em uma série de imagens) contornam as dificuldades de leitura que alguns residentes podem enfrentar.

Funções executivas e lógica

Os jogos de sequenciamento, de classificação, de lógica simples e de resolução de problemas solicitam as funções executivas residuais. Esses exercícios são importantes porque as funções executivas condicionam a autonomia nas atividades da vida diária: planejar uma vestimenta, organizar uma refeição, seguir uma instrução em várias etapas.

Reminiscência e memórias

O aplicativo E-Souvenirs é especificamente projetado para a terapia pela reminiscência. Ele oferece fotos de época, perguntas sobre vivências passadas e materiais para evocar memórias pessoais. Esta atividade não visa a performance cognitiva, mas a manutenção da identidade pessoal e o prazer de compartilhar.

Motricidade fina e coordenação

A Bola que Rola sobre suporte oscilante permite trabalhar a coordenação bimanuais e a motricidade fina dos residentes. Para os residentes parkinsonianos ou com perda de destreza, este exercício mantém as capacidades motoras das mãos e dos pulsos em um formato lúdico.

🎯 As atividades principais em Lar de idosos

  • Memória visual e associativa (CARMEN)
  • Orientação temporal e espacial (CARMEN)
  • Denominação e evocação lexical (CARMEN)
  • Lógica, sequenciamento e categorização (CARMEN)
  • Reminiscência e evocação de memórias (E-SOUVENIRS)
  • Coordenação e motricidade fina (A BOLA QUE ROLA)
  • Ateliê coletivo lúdico (quiz, cultura geral)

4. Adaptar os exercícios às patologias dos residentes

A população de um Lar de idosos é heterogênea: residentes autônomos convivem com residentes em GIR 1 ou 2, com patologias muito diferentes. A ferramenta digital deve se adaptar a cada perfil.

PatologiaAdaptações necessáriasExercícios recomendadosAplicação
Alzheimer estágio leveSem cronômetro, botões grandes, feedback positivo, lembrete indexadoMemória associativa, orientação, denominaçãoCARMEN
Alzheimer estágio moderadoExercícios muito simples, acompanhamento permanente, valorização de cada respostaReconhecimento de imagens, reminiscência, músicaCARMEN + E-SOUVENIRS
ParkinsonTempo de resposta prolongado, botões largos, exercícios de coordenação suaveMotricidade fina, coordenação bimanuelle, lógicaCARMEN + BOLA QUE ROLA
Depressão / ApatiaExercícios gratificantes, feedback muito positivo, atividades sociaisReminiscência, quiz coletivo, cultura geralE-SOUVENIRS + CARMEN
Dementia vascularPerfil executivo muitas vezes mais alterado, adaptar os exercícios de planejamentoAtenção, sequenciamento simples, orientaçãoCARMEN

O princípio fundamental é a não frustração. Em Lar de idosos, um exercício muito difícil gera frustração, ansiedade e recusa em participar posteriormente. É preferível propor um exercício muito fácil (que o residente consiga e que o valorize) do que um exercício muito difícil (que o confronte com suas perdas). A dificuldade pode ser aumentada progressivamente, com base nas estatísticas de sucesso.

5. Como organizar os ateliês: individual e coletivo

A estimulação cognitiva em Lar de idosos pode assumir duas formas complementares: o ateliê individual e o ateliê coletivo. Ambos têm interesses distintos e devem coexistir.

O ateliê individual: personalização e acompanhamento

O ateliê individual é o formato mais terapêutico. Ele permite focar nas funções específicas do residente com base em sua avaliação e em seu projeto personalizado. Dura de 10 a 15 minutos, pode ser realizado no quarto do residente, e é conduzido por um membro da equipe treinado (auxiliar de enfermagem, animador, psicólogo). O tablet é colocado na mesa adaptável, o residente manipula a tela sensível ao toque, e o acompanhante incentiva e orienta se necessário.

O ateliê individual é particularmente indicado para residentes com mobilidade reduzida (que não podem se juntar à sala de animação), residentes com distúrbios de comportamento (que perturbam os ateliês coletivos), e residentes com demência avançada (que necessitam de acompanhamento individualizado).

O ateliê coletivo: vínculo social e dinâmica de grupo

O ateliê coletivo reúne de 4 a 8 residentes em torno de uma mesma atividade no tablet, projetada se possível em uma tela grande ou em um projetor. O animador guia a atividade, solicita as participações e transforma o exercício digital em momento de troca e convivialidade. O quiz de cultura geral, os exercícios de reminiscência coletiva e os jogos de adivinhação funcionam particularmente bem em grupo.

O ateliê coletivo favorece o vínculo social entre os residentes, estimula as interações verbais e cria um sentimento de pertencimento ao grupo. Também é uma vitrine da instituição: as famílias que assistem a um ateliê coletivo dinâmico e acolhedor reforçam sua confiança na qualidade do atendimento.

📋 Organizar a semana típica

  • Segunda a sexta de manhã: ateliês individuais no quarto (10 min por residente, auxiliar de enfermagem treinada)
  • Terça e quinta à tarde: ateliê coletivo na sala de animação (30-45 min, animadora)
  • Quarta à tarde: ateliê de reminiscência E-Souvenirs (individual ou pequeno grupo)
  • Sexta à tarde: ateliê de motricidade fina Bille qui Roule (individual ou em dupla)
  • Fim de semana: possibilidade de ateliês com as famílias em visita

"O que mudou aqui é que as auxiliares de enfermagem oferecem espontaneamente 10 minutos de tablet pela manhã após o banho. Antes, esse tempo era vazio. Agora, é um momento de relação que o residente e a cuidadora compartilham. A ferramenta criou vínculo."

— Nathalie V., diretora de Lar de idosos, Bretanha

6. Os 5 erros a evitar na estimulação digital em Lar de idosos

❌ Erro 1: Deixar o tablet em livre acesso sem acompanhamento

Colocar o tablet na sala comum e esperar que os residentes o utilizem sozinhos. A maioria dos residentes não se atreve a tocar na tela, não entende as instruções ou desanima após um fracasso.

✅ A boa abordagem

Cada sessão deve ser acompanhada por um membro da equipe treinado. O acompanhante inicia o exercício, encoraja o residente, reformula as instruções se necessário e valoriza cada resposta. O tablet é um suporte de interação, não um substituto do vínculo humano.

❌ Erro 2: Propor os mesmos exercícios a todos os residentes

Utilizar um único perfil com o mesmo nível de dificuldade para todos os residentes. Um residente GIR 5 autônomo e um residente GIR 2 com Alzheimer moderado não podem trabalhar nos mesmos exercícios.

✅ A boa abordagem

Crie um perfil individual para cada residente no tablet. Selecione os exercícios e o nível de dificuldade com base no projeto personalizado. Consulte as estatísticas individuais para ajustar o programa. A individualização é a chave para a eficácia terapêutica.

❌ Erro 3: Não formar a equipe de cuidadores

Limitar o uso do tablet à animadora e à psicóloga. A ferramenta é utilizada apenas 2 a 3 vezes por semana, durante os tempos de animação programados.

✅ A boa abordagem

Forme toda a equipe em contato com os residentes: auxiliares de enfermagem, ASH, agentes de animação, psicóloga, terapeuta ocupacional. Cada profissional pode propor 10 minutos de tablet em seu tempo de presença com o residente. Essa multiplicação das oportunidades de estimulação é o fator que produz resultados reais.

❌ Erro 4: Visar a melhoria das pontuações como objetivo

Avaliar o sucesso do programa com base na melhoria das pontuações cognitivas dos residentes. Em Lar de idosos, a maioria dos residentes apresenta patologias neurodegenerativas onde a melhoria é a exceção.

✅ A boa abordagem

Meça o sucesso em três indicadores relevantes: a estabilização das capacidades (ausência de declínio), o bem-estar do residente durante os ateliês (sorrisos, engajamento, pedido de participação) e a regularidade da estimulação (número de sessões por semana). A manutenção é um sucesso em geriatria.

❌ Erro 5 : Comprar a tablet e não pensar mais nisso

Investir na ferramenta durante um impulso inicial, e depois vê-la cair em desuso após algumas semanas por falta de gerenciamento. A tablet acaba em uma gaveta, a equipe muda, e ninguém sabe mais como usá-la.

✅ A abordagem correta

Designe um responsável por "estimulação digital" na instituição (geralmente a psicóloga ou a animadora). Esse responsável treina os novos chegados, consulta as estatísticas mensalmente e ajusta os programas dos residentes. Integre a tablet na programação semanal como uma atividade em si, não como um bônus opcional.

7. Estudos de caso : 3 situações, 3 resultados concretos

👵
Alzheimer estágio leve
Madeleine, 83 anos — Doença de Alzheimer diagnosticada há 2 anos

Contexto : Madeleine chegou ao Lar de idosos há 6 meses. Ela está orientada no tempo de forma parcial (confunde os dias), apresenta uma falta de palavra moderada, mas mantém uma boa compreensão e um desejo de participar das atividades. Ela está em GIR 4 e se desloca com um andador. Antes da tablet, ela participava dos ateliês coletivos, mas se entediava rapidamente porque os exercícios em papel eram muito simples para seu nível.

Protocolo digital : A psicóloga cria um perfil individual na CARMEN com exercícios de nível médio: memória associativa (pares de imagens), orientação temporal (encontrar a data), denominação (nomear as imagens) e categorização (encontrar o intruso). Madeleine participa de 2 ateliês individuais por semana (15 min, com a psicóloga) e participa do ateliê coletivo de quinta-feira (quiz de cultura geral projetado em grande tela). No fim de semana, sua filha realiza uma sessão E-Souvenirs durante sua visita.

Resultado após 16 semanas : Madeleine se tornou a "campeã da tablet" da unidade. Ela pede espontaneamente para jogar, e as auxiliares de enfermagem lhe oferecem 10 minutos pela manhã quando a programação permite. Seus resultados são estáveis em memória e denominação — um resultado positivo no contexto de Alzheimer. A orientação temporal permanece frágil, mas não se degradou. Sua filha relata que as sessões E-Souvenirs fortaleceram a relação delas: "Falamos sobre suas memórias de infância, isso nos aproxima."

📊 Resultados medidos : estabilização dos scores de memória em 16 semanas, manutenção dos scores de denominação, melhoria de 10% em categorização. Número de sessões semanais: 3,5 em média (objetivo superado). A escala de bem-estar mostra uma melhoria subjetiva do humor.

👨‍👩‍👧‍👦
Ateliê coletivo
Unidade de vida de 12 residentes — Oficina semanal « Quiz CARMEN »

Contexto : O Lar de idosos Les Glycines busca dinamizar suas animações da tarde. A animadora constata que as oficinas clássicas (bingo, jogos de cartas) cansam os residentes e que a participação diminui. Os residentes da unidade de vida apresentam perfis variados: 4 com Alzheimer leve a moderado, 2 com Parkinson, 3 com depressão/isolamento, 3 com envelhecimento normal.

Protocolo digital : A animadora implementa um « Quiz CARMEN » semanal às quintas-feiras às 15h. O tablet está conectado a um projetor. A animadora seleciona exercícios de cultura geral, reconhecimento de imagens e adivinhações. Ela adapta as perguntas ao vivo: para os residentes mais afetados, ela faz perguntas de escolha simples (« É um gato ou um cachorro? »), para os residentes mais autônomos, ela complica (« Qual é este instrumento musical? »). A atmosfera é a de um jogo de televisão acolhedor, não de um teste.

Resultado após 12 semanas : A participação passou de 5 para 9 residentes em 12. Dois residentes que normalmente estavam afastados (depressão) agora pedem para vir. A animadora observa interações entre residentes que não existiam antes: eles se incentivam, riem juntos, comentam as respostas. As famílias que visitam às quintas-feiras à tarde às vezes assistem à oficina e se integram espontaneamente. A direção integra o « Quiz CARMEN » na comunicação com as famílias como um ponto forte da instituição.

📊 Resultados medidos : taxa de participação passou de 42 % para 75 %, 2 residentes saíram do isolamento, retornos das famílias muito positivos (100 % de satisfação na pesquisa trimestral). A ARS nota a iniciativa positivamente durante a avaliação anual.

👴
Parkinson — Motricidade fina
Henri, 78 anos — Parkinson estágio 3 com perda de destreza

Contexto : Henri está em Lar de idosos há 1 ano. Sua doença de Parkinson avança: a rigidez das mãos torna os gestos diários cada vez mais difíceis (abotoar, usar os talheres, escrever). Ele é acompanhado em terapia ocupacional uma vez por semana, mas entre as sessões, não pratica nenhum exercício de motricidade fina. Henri é um ex-engenheiro, muito motivado intelectualmente, mas frustrado pela perda de destreza das mãos.

Protocolo digital : O terapeuta ocupacional implementa CARMEN (exercícios cognitivos adaptados, em resposta ao desejo de Henri de “fazer trabalhar sua cabeça”) e a Bola que Rola (em posição sentada, para a coordenação bimanuais e o controle tônico). Henri participa de 3 sessões por semana: 1 sessão Bola que Rola com o terapeuta ocupacional (10 min), 1 sessão CARMEN com a psicóloga (15 min), e 1 sessão Bola que Rola com a auxiliar de enfermagem referenciada treinada (10 min). O terapeuta ocupacional calibra os percursos da Bola que Rola com trajetórias largas e uma velocidade reduzida.

Resultado após 14 semanas : Henri aguarda suas sessões com ansiedade. Seu perfil de ex-engenheiro se destaca: ele analisa suas pontuações, comenta seus progressos e estabelece metas. A Bola que Rola mantém a flexibilidade de seus pulsos e o dosagem tônica de suas mãos. O terapeuta ocupacional observa que a degradação da motricidade fina é mais lenta do que o previsto. CARMEN nutre sua estimulação intelectual e previne a apatia. Henri se tornou um residente engajado na vida do estabelecimento.

📊 Resultados medidos : pontuação de coordenação bimanuais (Bola que Rola) melhorada em 15% apesar da progressão da doença, estabilização das pontuações cognitivas em CARMEN, manutenção das capacidades de abotoar (sem degradação em 14 semanas). A equipe de cuidados nota uma clara melhoria no humor e no engajamento social.

"Henri me disse: 'Essa bola é meu fisioterapeuta das mãos.' Ele está certo. É exatamente isso. E o fato de ele vivenciar isso como um jogo em vez de um exercício muda tudo."

— Claire B., ergoterapeuta, Lar de idosos Les Glycines

8. Foco: E-Souvenirs, a terapia pela reminiscência digital

A terapia pela reminiscência é uma das intervenções não medicamentosas mais validadas no tratamento da doença de Alzheimer. Ela consiste em evocar memórias antigas com a ajuda de estímulos visuais, auditivos ou táteis. O objetivo não é "testar" a memória, mas mobilizar as memórias autobiográficas, muitas vezes melhor preservadas do que a memória de eventos recentes na doença de Alzheimer.

O princípio do E-Souvenirs

O aplicativo E-Souvenirs propõe fotos de época temáticas (escola, profissões de antigamente, festas de família, objetos do cotidiano dos anos 50-70) acompanhadas de perguntas abertas: "O que esta imagem lhe lembra?", "Você tinha este objeto em casa?". O aplicativo também pode receber fotos pessoais do residente e de sua família, transformando a sessão em um álbum de família interativo.

Os benefícios observados

A reminiscência produz efeitos em várias dimensões. No plano cognitivo, mobiliza a memória semântica e autobiográfica, estimula a linguagem (evocação, narração) e ativa as redes de memória antiga. No plano emocional, reforça a identidade pessoal do residente ("eu sou alguém com uma história"), reduz a ansiedade e melhora o humor. No plano social, cria um momento de compartilhamento entre o residente e o acompanhante, rico em emoções e palavras.

Como utilizá-lo em Lar de idosos

A reminiscência pode ser praticada individualmente (no quarto, com um cuidador ou um membro da família) ou em pequeno grupo (3-4 residentes compartilhando uma mesma geração). O formato ideal é uma sessão de 15 a 20 minutos, conduzida com suavidade, sem pressão de desempenho. O acompanhante faz as perguntas, ouve as respostas, reage às memórias evocadas. O residente está no papel de quem sabe, que conta, que transmite — uma inversão poderosa em relação à posição habitual de dependência.

💡 Conselho prático. Envolva as famílias na criação do álbum pessoal do residente no E-Souvenirs. As fotos de casamento, das crianças pequenas, da casa de infância, das férias de verão tornam-se suportes de troca entre o residente e sua família durante as visitas. Vários Lar de idosos relatam que essas sessões de E-Souvenirs em família se tornaram o momento forte da visita.

9. Formar o pessoal: a chave do sucesso

O fator número um de sucesso do desdobramento digital em Lar de idosos não é a qualidade da ferramenta. É a formação e o envolvimento do pessoal. Uma ferramenta excelente mal utilizada não produz resultados. Uma ferramenta correta bem utilizada por uma equipe treinada e motivada transforma a vida dos residentes.

Quem formar?

Forme o máximo de pessoal em contato com os residentes. As auxiliares de enfermagem são os primeiros alvos, pois passam mais tempo com os residentes e têm horários (após o banho, antes da refeição) onde 10 minutos de tablet se integram naturalmente. Forme também a animadora (oficinas coletivas), a psicóloga (avaliações e acompanhamento individualizado), a terapeuta ocupacional (motricidade fina e Bolinha que Rola), e os ASH que desejarem.

O que formar?

A formação deve cobrir três dimensões. A dimensão técnica: ligar o tablet, iniciar o aplicativo, selecionar um perfil, escolher um exercício, consultar as estatísticas. A dimensão relacional: como acompanhar um residente durante o exercício, reformular as instruções, valorizar sem infantilizar, gerenciar uma recusa. A dimensão organizacional: quando oferecer o tablet, quanto tempo, como integrar a sessão no planejamento de cuidados.

Quanto tempo?

Uma formação inicial de 2 horas é suficiente para que o pessoal esteja operacional. Ela inclui uma apresentação da ferramenta (30 min), uma prática com simulação (1h), e um tempo de troca sobre questões e resistências (30 min). Um lembrete de 30 minutos em 1 mês é recomendado para reforçar os aprendizados e responder às perguntas que surgiram na prática.

🎓 As chaves para uma formação bem-sucedida

  • Formar o máximo de pessoal, não apenas a animadora
  • Insistir na postura relacional tanto quanto na técnica
  • Mostrar vídeos de residentes em oficina (efeito motivador)
  • Designar um referente interno que forme os novos chegados
  • Prever um lembrete em 1 mês para consolidar a prática
  • Integrar o tablet na ficha de trabalho da auxiliar de enfermagem

10. Como escolher a ferramenta certa para sua instituição?

A escolha da ferramenta digital em Lar de idosos deve atender a critérios específicos, diferentes dos de um consultório particular. A ferramenta deve ser robusta, simples e adequada para uso coletivo intensivo.

CritérioPor que é essencial em Lar de idosos
Funcionamento offlineO WiFi em Lar de idosos é frequentemente instável ou ausente nos quartos. A ferramenta deve funcionar sem conexão.
Perfis de residentes ilimitadosUm Lar de idosos de 80 leitos necessita de 80 perfis individuais. A limitação de perfis é inaceitável.
Interface adaptada para idososBotões grandes, sem cronômetro visível, feedback positivo, instruções em áudio, alto contraste.
Plataforma de acompanhamentoDados individuais para projetos personalizados e avaliações ARS.
Diversidade de exercícios30+ exercícios diferentes para manter a motivação por meses e anos.
Exercícios de reminiscênciaA terapia de reminiscência é uma das INM mais recomendadas em Lar de idosos.
Formação e suporte inclusosA rotatividade em Lar de idosos exige uma formação regular dos novos chegados.

Um critério frequentemente subestimado é a robustez do tablet. Em Lar de idosos, o tablet é manuseado por dezenas de mãos todos os dias, cai regularmente e deve suportar um uso intensivo. Invista em uma capa de proteção sólida e um filme protetor de tela. Preveja 2 a 3 tablets por unidade de vida para evitar conflitos de uso e garantir a disponibilidade.

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