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🏠 Ajuda domiciliar · Parkinson · Cuidadores

Ajuda domiciliar e Parkinson :
gerenciar os tremores, a rigidez e as quedas

Guia prático completo para cuidadores familiares, auxiliares de vida e profissionais de saúde que acompanham uma pessoa com a doença de Parkinson em casa

📖 Leitura: ~22 min✅ Atualizado 2026🏥 Cuidadores & profissionais
200 000pessoas com Parkinson na França
8 000novos casos diagnosticados a cada ano
70 %dos pacientes com Parkinson vivem em casa
60 %caem pelo menos uma vez por ano

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum após a doença de Alzheimer. Ela se caracteriza por sintomas motores — tremores, rigidez, lentidão dos movimentos — mas também por muitos sintomas não motores frequentemente subestimados: fadiga, distúrbios cognitivos, depressão, distúrbios do sono. Acompanhar uma pessoa com Parkinson em casa requer um conhecimento profundo das manifestações da doença, estratégias de adaptação concretas e uma organização rigorosa do ambiente. Este guia completo fornece todas as ferramentas para entender melhor, antecipar melhor e acompanhar no dia a dia.

1. Compreender a doença de Parkinson: bases essenciais para o acompanhamento

A doença de Parkinson resulta da degeneração progressiva dos neurônios dopaminérgicos em uma área cerebral chamada substância negra. A dopamina é um neurotransmissor essencial para o controle dos movimentos voluntários. Quando sua produção diminui, os movimentos tornam-se lentos, imprecisos e difíceis de iniciar.

Mas Parkinson não se resume aos seus sintomas motores. A doença também afeta progressivamente outros sistemas neurológicos, produzindo uma constelação de sintomas não motores que muitas vezes pesam tanto na qualidade de vida quanto nas manifestações físicas. Compreender essa realidade multidimensional é a primeira condição para um acompanhamento realmente adequado.

⚡ O fenômeno ON/OFF: a realidade cotidiana do Parkinson

Após alguns anos de tratamento, a maioria dos pacientes experimenta flutuações motoras: períodos "ON" em que o tratamento é eficaz e os sintomas controlados, alternando com períodos "OFF" em que o tratamento perde sua eficácia e os sintomas reaparecem abruptamente. Essas flutuações podem ocorrer várias vezes ao dia, tornando o planejamento das atividades complexo. O cuidador deve aprender a reconhecer essas fases e adaptar sua ajuda de acordo: incentivar a autonomia durante os períodos ON, oferecer ajuda aumentada durante os períodos OFF.

2. Os tremores: compreender e acompanhar

O tremor é frequentemente o primeiro sinal visível da doença de Parkinson no imaginário coletivo — mas é importante corrigir algumas ideias preconcebidas importantes para os cuidadores.

🖐️

O tremor de repouso: característico, mas variável

O tremor parkinsoniano é um tremor de repouso — ele aparece quando o membro está relaxado e desaparece ou diminui durante um movimento intencional. Portanto, é paradoxalmente menos incômodo para gestos precisos (beber, comer) do que para momentos de passividade. Ele pode desaparecer completamente durante o sono.

Cerca de 70% dos pacientes apresentam esse tremor, mas 30% nunca o têm. A ausência de tremor não questiona o diagnóstico de Parkinson.

2.1 Adaptações práticas para gerenciar os tremores no dia a dia

🍽️

À mesa

Talheres com cabo grosso ou pesados, pratos com bordas, copos com duas alças, canudos flexíveis, tapetes antiderrapantes sob os pratos. Essas adaptações simples preservam a autonomia alimentar e reduzem a fadiga relacionada à compensação do tremor.

✍️

A escrita

Caneta pesada, suporte inclinado para a escrita, guia de mão. Para as pessoas cuja escrita é muito afetada, a transição para a ditado por voz ou para a digitação com teclas largas pode liberar consideravelmente sua expressão.

👔

O vestir

Roupas com fechos de Velcro em vez de botões, sapatos com velcro ou sem cadarços, roupas com decote largo. A preparação das roupas na noite anterior reduz a fadiga decisional pela manhã.

📱

As telas sensíveis ao toque

Os smartphones e tablets podem ser difíceis de usar com tremores. Estiletes adequados, configurações de acessibilidade (tempo de toque prolongado, toque assistivo) e interfaces com teclas grandes facilitam muito o uso.

💡

Não fazer: Tentar reter ou estabilizar fisicamente o membro que treme. Este gesto é muitas vezes instintivo, mas contraproducente — aumenta a tensão muscular e pode amplificar o tremor. A boa postura é adaptar o ambiente e as ferramentas em vez de lutar contra o sintoma.

3. A rigidez muscular: impacto e estratégias de acompanhamento

A rigidez parkinsoniana se distingue da espasticidade de outras doenças neurológicas: afeta todo o corpo de forma relativamente uniforme e se manifesta por uma resistência constante durante os movimentos passivos ("fenômeno de roda dentada"). É responsável pela postura em flexão característica (costas curvadas, cabeça inclinada para frente) e contribui para a lentidão dos movimentos (acinesia/bradicinesia).

3.1 A rigidez nos gestos diários

Para o cuidador, a rigidez se traduz concretamente por: uma grande lentidão para se vestir e se despir, dificuldades para se virar na cama, uma marcha com passos pequenos e braços pouco balançados, dificuldades para se levantar de um assento baixo ou profundo, e uma fadiga intensa resultante do esforço constante para lutar contra essa rigidez.

1

Levantar-se de uma cadeira: a técnica correta

Avançar primeiro as nádegas até a borda do assento. Colocar os pés diretamente sob os joelhos. Inclinar o tronco para frente até que os ombros ultrapassem os joelhos. Impulsionar-se com os braços apoiados nos apoios de braço. Um assento elevado, almofadas elevatórias ou uma poltrona reclinável mecanizada facilitam consideravelmente este gesto diário.

2

Virar-se na cama

A rigidez do tronco torna as viradas noturnas muito difíceis e exaustivas. Lençóis de cetim ou capas deslizantes reduzem o atrito. Uma barra de cama fixada ao estrado oferece um ponto de apoio valioso. A técnica em bloco (virar os ombros e os quadris simultaneamente) é mais eficaz do que virar segmento por segmento.

3

A marcha: sinais visuais e auditivos

Traçar linhas no chão (fita adesiva colorida) nos locais de passagem difícil ajuda a superar os bloqueios motores (freezing). Referências visuais regulares — ladrilhos no chão, linhas pintadas — proporcionam um ritmo regular. A música rítmica ou um metrônomo também pode ajudar a manter um ritmo de marcha regular.

3.2 Manter a flexibilidade: os exercícios essenciais

A fisioterapia regular é indispensável na gestão da Doença de Parkinson em casa. As sessões visam manter a flexibilidade articular, a amplitude dos movimentos, o equilíbrio e a postura. Entre as sessões, exercícios diários simples podem ser praticados pela pessoa ou com a ajuda do cuidador: rotações do pescoço, extensão das costas contra uma parede, exercícios de balanço dos braços, exercícios de pronação-supinação das mãos.

4. As quedas: prevenir e gerenciar a emergência

As quedas representam uma das complicações mais graves da doença de Parkinson em casa. Elas são responsáveis por uma grande parte das hospitalizações, fraturas e da entrada em instituições. Compreender seus mecanismos específicos é essencial para uma prevenção eficaz.

4.1 Por que as pessoas parkinsonianas caem?

🧊

O congelamento da marcha

Um bloqueio motor súbito e involuntário onde os pés "grudam" no chão. Ocorre tipicamente ao iniciar, durante uma mudança de direção, em um espaço estreito ou sob estresse. O congelamento é imprevisível e constitui uma das principais causas de queda.

⚖️

Instabilidade postural

A perda dos reflexos de endireitamento — a capacidade de se recuperar automaticamente quando se perde o equilíbrio — é uma manifestação tardia, mas grave, da doença de Parkinson. Um leve empurrão é suficiente para provocar uma queda para trás.

🌙

As quedas noturnas

As levantadas noturnas (para ir ao banheiro) estão particularmente em risco: a pessoa está em fase OFF, com hipotensão ortostática ao levantar, e em um ambiente escuro. A grande maioria das quedas parkinsonianas ocorre durante essas transferências noturnas.

💊

Efeitos do tratamento

A hipotensão ortostática (queda de pressão ao levantar) é frequente com os tratamentos dopaminérgicos. Discinesias (movimentos involuntários relacionados ao tratamento) também podem perturbar o equilíbrio de forma imprevisível.

4.2 Garantir a segurança do ambiente: auditoria da residência

  • Entrada e corredores: Tapetes e obstáculos removidos, iluminação automática ativada por detector de movimento, corrimãos fixados nas paredes dos locais de passagem frequente
  • Banheiro: Barra de apoio ao lado do vaso sanitário e no chuveiro, assento de chuveiro, piso antiderrapante, elevador de vaso sanitário, torneiras com alavanca
  • Quarto: Cama com altura ajustável, barra de cama, luz noturna automática, controle remoto ao alcance, pantufas com solas antiderrapantes
  • Cozinha: Bancadas em altura adequada, avental de cozinheiro com bolsos, temporizadores visuais, eliminação de bancos e escadas
  • Escadas: Corrimão duplo, contraste visual entre os degraus, fitas adesivas nos degraus, elevador ou cadeira de escadas se o estado exigir
  • Em todos os lugares: Telealarme ou pulseira de emergência, telefone acessível a todo momento, números de emergência exibidos visivelmente

🚨 Protocolo após uma queda: o que fazer?

1Não levantar imediatamente — avaliar as lesões primeiro
2Falar calmamente, tranquilizar, perguntar se a pessoa sente dor em algum lugar
3Se dor intensa ou deformação: chamar o 15, não mover
4Se não houver lesão grave: ajudar a se levantar de acordo com a técnica adequada
5Informar a queda ao médico responsável mesmo sem lesão visível
6Analisar a causa para adaptar o ambiente ou o tratamento

5. Os sintomas não motores: o lado oculto da doença de Parkinson

Os sintomas não motores da doença de Parkinson são frequentemente desconhecidos dos cuidadores — e, no entanto, eles impactam profundamente a qualidade de vida diária. Identificá-los e antecipá-los é essencial para um acompanhamento realmente adequado.

😴

Distúrbios do sono

Insônia, sonolência diurna excessiva, comportamento em sono paradoxal (a pessoa fala, grita ou gesticula durante os sonhos) — os distúrbios do sono afetam 70 a 90 % dos pacientes com Parkinson. Eles esgotam a pessoa e muitas vezes o cuidador que compartilha o quarto. Ajustes simples (camas separadas se necessário, tratamentos específicos, higiene do sono rigorosa) podem melhorar consideravelmente a situação.

🧠

Distúrbios cognitivos

Desaceleração do pensamento (bradicrênia), dificuldades de concentração, distúrbios da memória episódica e das funções executivas — os distúrbios cognitivos leves afetam até 80 % dos pacientes após 20 anos de evolução. Uma demência parkinsoniana pode aparecer nos estágios avançados. A estimulação cognitiva regular, realizável em casa com ferramentas como o aplicativo CARMEN da DYNSEO, contribui para manter as capacidades cognitivas por mais tempo.

😔

Depressão e ansiedade

A depressão não é apenas uma reação psicológica à doença — ela também é uma manifestação neurológica direta relacionada às perturbações dopaminérgicas. Ela afeta 40 a 50 % dos pacientes e deve ser sistematicamente rastreada e tratada. A ansiedade, especialmente a ansiedade relacionada às flutuações motoras (medo de cair, de travar), também é muito frequente e merece um acompanhamento específico.

🗣️

Distúrbios da fala e da deglutição

A voz torna-se progressivamente mais fraca, monótona e às vezes ininteligível (disartria hipofônica). Os distúrbios da deglutição (disfagia) aumentam o risco de engasgo. O fonoaudiólogo desempenha um papel central no manejo desses sintomas. Em casa, o aplicativo MEU DICO da DYNSEO oferece um suporte de comunicação alternativo para as pessoas cuja fala está fortemente alterada.

🌡️

Termômetro das emoções DYNSEO

As pessoas com Parkinson muitas vezes têm dificuldade em expressar verbalmente suas emoções devido à máscara facial (amimia) relacionada à rigidez. O termômetro das emoções permite comunicar o estado emocional do dia de forma visual e simples, facilitando a relação com o cuidador e o acompanhamento do humor com o médico.

Acessar a ferramenta

6. A organização dos cuidados em casa: o papel de cada interveniente

O acompanhamento de uma pessoa parkinsoniana em casa é necessariamente multidisciplinar. Compreender o papel de cada interveniente e organizar sua coordenação é uma das principais missões do cuidador coordenador.

👨‍⚕️

Médico responsável

Coordenação geral dos cuidados, renovação das prescrições, orientação para os especialistas, monitoramento da evolução e das complicações.

🧠

Neurologista

Acompanhamento especializado da doença, ajuste do tratamento dopaminérgico, gestão das flutuações e das discinesias, orientação para os cuidados paliativos se necessário.

🏃

Fisioterapeuta

Manutenção da mobilidade, prevenção de quedas, trabalho de equilíbrio e postura, reabilitação após queda, técnicas de marcha e transferência.

🗣️

Fonoaudiólogo

Reabilitação da voz (método Lee Silverman), atendimento aos distúrbios da deglutição, acompanhamento da comunicação alternativa se necessário.

🔧

Terapeuta ocupacional

Avaliação do domicílio, prescrição e formação em ajudas técnicas, adaptação do ambiente, orientações para as atividades da vida diária.

💜

Auxiliar de vida

Apoio aos atos essenciais (higiene, vestuário, refeições, deslocamentos), vínculo diário com a família, observação e relato das mudanças de estado.

📓

Caderno de ligação fonoaudiólogo-família DYNSEO

O caderno de ligação facilita a comunicação entre o fonoaudiólogo, os outros profissionais de saúde e a família. Ele permite compartilhar os exercícios realizados, os progressos observados e os ajustes necessários — uma ferramenta de continuidade indispensável quando vários intervenientes se sucedem em casa.

Baixar o caderno

7. A alimentação e a nutrição: desafios e adaptações

A nutrição representa um desafio maior na doença de Parkinson em casa. A desnutrição — que afeta 20 a 30% dos pacientes — agrava os sintomas motores, fragiliza os ossos e acelera o declínio cognitivo. Vários fatores contribuem para esse risco nutricional.

7.1 Os fatores de risco nutricional na Parkinson

⚠️ Fatores agravantes

  • Tremores tornando o ato alimentar difícil
  • lentidão da mastigação e da deglutição
  • Dysphagia (risco de engasgo)
  • Náuseas relacionadas ao tratamento dopaminérgico
  • Constipação frequente (desconforto digestivo)
  • Depressão reduzindo o apetite
  • Fadiga intensa após a refeição

✅ Adaptações eficazes

  • Refeições em período ON (tratamento ativo)
  • Textura adaptada se dysphagia (triturado, passado)
  • Pequenas porções frequentes em vez de grandes refeições
  • Talheres e louças adaptados aos tremores
  • Posição sentada ereta, cabeça ligeiramente inclinada
  • Evitar refeições ricas em proteínas pela manhã (interferência com a levodopa)
  • Hidratação regular (prevenção da constipação)
💊

Interação medicamento-alimentação crucial: A levodopa (principal medicamento anti-parkinsoniano) é absorvida em competição com os aminoácidos das proteínas alimentares. Uma refeição rica em proteínas tomada ao mesmo tempo que o medicamento pode reduzir significativamente sua eficácia. A regra geral: tomar a levodopa 30 a 60 minutos antes da refeição proteica, ou agrupar as proteínas na refeição da noite. Seu médico assistente ou neurologista pode aprimorar essas orientações de acordo com o tratamento específico.

8. A estimulação cognitiva em casa: uma alavanca subestimada

Se a doença de Parkinson é conhecida principalmente por seus sintomas motores, seus efeitos cognitivos merecem uma atenção especial no acompanhamento em casa. A estimulação cognitiva regular contribui para manter as capacidades intelectuais, reduzir o risco de demência parkinsoniana e melhorar a qualidade de vida global.

As atividades mais benéficas para a cognição parkinsoniana são aquelas que envolvem as funções frontais (planejamento, inibição, flexibilidade), frequentemente as primeiras afetadas. Palavras cruzadas, sudoku, jogos de estratégia, leitura ativa, música — essas atividades podem ser facilmente integradas na rotina diária. O aplicativo CARMEN da DYNSEO oferece atividades de estimulação cognitiva especificamente calibradas para pessoas com lentificação cognitiva, com níveis de dificuldade progressivos e uma interface acessível mesmo para pessoas com tremores.

📊

Quadro de motivação DYNSEO

A motivação é um desafio real no Parkinson, especialmente devido à apatia (sintoma neurológico frequente, distinto da depressão). O quadro de motivação ajuda o cuidador a identificar as atividades que geram mais engajamento e a construir um programa de estimulação adaptado às preferências reais da pessoa.

Acessar o quadro
🎓

Formação — Mudanças de comportamento relacionadas à doença: guia prático para os familiares

Uma formação acessível aos cuidadores familiares para entender as mudanças de comportamento relacionadas à doença de Parkinson — apatia, irritabilidade, flutuações emocionais — e desenvolver estratégias de acompanhamento concretas e benevolentes.

Acessar a formação →

9. O cuidador familiar diante do Parkinson: cuidar de si para durar

Acompanhar uma pessoa parkinsoniana em casa é um compromisso de longo prazo — a doença evolui ao longo de 15 a 20 anos em média. Os cuidadores familiares estão expostos a um alto risco de esgotamento físico e psicológico. Prevenir esse esgotamento não é um luxo: é uma condição indispensável para garantir a continuidade e a qualidade do acompanhamento.

1

Reconhecer os sinais de esgotamento

Fadiga crônica não melhorada pelo descanso, irritabilidade crescente, sentimento de culpa permanente, negligência da própria saúde, abandono progressivo das atividades pessoais — esses sinais devem alertar. O esgotamento do cuidador não é uma fraqueza, mas a consequência normal de um compromisso intensivo por muito tempo solitário.

2

Aceitar e organizar os apoios

A ajuda profissional (cuidador, enfermeiro autônomo), as estadias temporárias em acolhimento diurno ou em alojamento temporário, e a implicação de outros membros da família não são sinais de abandono — são alavancas de sustentabilidade indispensáveis. Preparar esses apoios antes da urgência permite usufruir deles com tranquilidade.

3

Formar-se para melhor acompanhar

Compreender a doença reduz a ansiedade e melhora a qualidade do acompanhamento. Existem formações adaptadas aos cuidadores familiares e que muitas vezes são acessíveis gratuitamente. A DYNSEO oferece formações online acessíveis de casa, no seu próprio ritmo, projetadas para os familiares que acompanham uma pessoa com doença neurológica.

🎓

Formação — Estimulação cognitiva em idosos: ideias práticas e implementação

Para os cuidadores que desejam integrar a estimulação cognitiva no cotidiano em casa: quais atividades escolher, como adaptá-las ao nível da pessoa, e como manter a motivação ao longo do tempo. Uma formação prática diretamente aplicável em casa.

Descobrir a formação →

10. As ajudas domiciliares: direitos, financiamentos e recursos

Existem muitas ajudas financeiras e humanas para apoiar a permanência em casa de uma pessoa com Parkinson. Conhecê-las e mobilizá-las faz parte integrante de um acompanhamento bem organizado.

ApoioQuem tem direitoValor / benefícioComo obtê-lo
APA em casaGIR 1 a 4, 60 anos e +Até 1 833 €/mês (GIR 1)Processo no Conselho Departamental
PCH (Prestação de Compensação de Deficiência)Menos de 60 anos, incapacidade validadaVariável conforme necessidadesProcesso MDPH
SSIADCom prescrição médicaCuidados de IDE e AS cobertos a 100 %Médico responsável
Ergoterapia em casaCom prescrição médicaReembolsado pela SS se conveniadoMédico responsável
TelealarmeQualquer pessoa em risco de quedaSubvenção possível CARSAT/CDCARSAT, Prefeitura, CD
Crédito de imposto serviços em casaTodo domicílio fiscal50 % das despesas dentro do limite legalDeclaração de impostos

A Caixa de ferramentas de ajuda domiciliar DYNSEO reúne recursos especificamente projetados para os intervenientes em casa que acompanham pessoas com doenças neurológicas. Acessível em dynseo.com/caixa-ferramentas-ajuda-domiciliar, oferece ferramentas práticas, fichas de acompanhamento e recursos pedagógicos adaptados ao contexto da permanência em casa.

🎓

Formação — Alzheimer: compreender a doença e encontrar soluções para o cotidiano

A assistência ao Parkinson em casa compartilha muitos pontos em comum com a do Alzheimer. Esta formação oferece chaves essenciais sobre o acompanhamento das doenças neurodegenerativas, diretamente aplicáveis pelos cuidadores e profissionais em casa.

Acessar a formação →
📋

Ficha de acompanhamento de sessão DYNSEO

Para os auxiliares de vida e enfermeiros autônomos: a ficha de acompanhamento de sessão permite registrar as intervenções realizadas, o estado observado e as informações importantes a serem transmitidas aos outros intervenientes ou à família. Uma ferramenta de coordenação indispensável em contexto multidisciplinar em casa.

Baixar a ficha

« Acompanhar uma pessoa com Parkinson em casa é aprender a dançar com uma doença imprevisível. Alguns dias tudo vai bem, outros tudo é difícil. A chave é adaptar o ambiente, antecipar os riscos e nunca esquecer que por trás dos sintomas, há uma pessoa inteira, com sua história, seus desejos e sua dignidade. »

— Perspectiva de cuidadores experientes e profissionais de cuidados domiciliares

Acompanhar Parkinson em casa: um compromisso que se constrói

A doença de Parkinson em casa é gerida com método, benevolência e as ferramentas certas. Os tremores são domados com adaptações materiais simples. A rigidez é trabalhada com a fisioterapia e os bons gestos diários. As quedas são prevenidas com um ambiente seguro e protocolos claros. E a qualidade de vida — para a pessoa como para o cuidador — é construída com apoio, formação e recursos adequados.

Descobrir a caixa de ferramentas de ajuda em casa →

FAQ — Aide à domicile e Parkinson

Q1 Quand faut-il envisager l'entrée em estabelecimento para uma pessoa parkinsoniana?

A entrada em estabelecimento torna-se necessária quando a manutenção em casa não pode mais garantir a segurança da pessoa ou quando a carga de cuidados ultrapassa as capacidades do cuidador, mesmo com ajudas profissionais. Os sinais que devem desencadear essa reflexão: quedas repetidas com ferimentos, demência avançada, distúrbios severos da deglutição com pneumonias recorrentes, distúrbios psiquiátricos importantes, ou exaustão severa do cuidador principal. Essa decisão deve ser tomada coletivamente com a equipe médica e, se possível, com a própria pessoa.

Q2 Como gerenciar um episódio de freezing (bloqueio motor)?

Diante de um episódio de freezing, não empurre e não puxe a pessoa — isso aumenta o risco de queda. Técnicas eficazes: pedir à pessoa para andar no lugar para iniciar o movimento, traçar uma linha imaginária no chão para ser ultrapassada, bater palmas em ritmo para dar uma cadência, ou pedir à pessoa para visualizar um passo exageradamente grande. Referências visuais permanentes no chão (fitas adesivas coloridas) nos locais de bloqueio habituais previnem muitos episódios.

Q3 A atividade física é realmente benéfica na Parkinson?

Sim, e é um dos fatos mais bem estabelecidos da pesquisa sobre Parkinson. O exercício regular — caminhada, natação, tai-chi, dança, ciclismo em bicicleta estacionária — melhora a motricidade, o equilíbrio, o humor, a cognição e até a plasticidade cerebral dopaminérgica. Estudos recentes sugerem que o exercício aeróbico de intensidade moderada praticado regularmente poderia retardar a progressão da doença. O objetivo: 30 minutos de atividade moderada, 5 dias por semana, com a concordância do médico responsável.

Q4 Como ajudar uma pessoa parkinsoniana que recusa ajuda?

A recusa de ajuda é comum e compreensível: aceitar ajuda é admitir sua dependência crescente. Algumas abordagens eficazes: oferecer uma ajuda muito parcial no início (apenas "estar lá" durante a atividade em vez de fazê-la no lugar dela), reformular a ajuda como uma economia de tempo e energia para outras atividades prazerosas, fazer validar pelo médico responsável ou pelo fisioterapeuta que essa ajuda é recomendada medicalmente. A implicação da pessoa na escolha das ajudas e dos auxiliares também reforça seu sentimento de controle.

Q5 Quais recursos DYNSEO estão disponíveis para os cuidadores em casa de pessoas parkinsonianas?

DYNSEO oferece vários recursos adaptados: a Caixa de ferramentas para ajuda a domicílio com fichas práticas e ferramentas de acompanhamento, o aplicativo CARMEN para a estimulação cognitiva adaptada, o termômetro das emoções para a comunicação, o caderno de ligação para coordenar os intervenientes, e a formação sobre mudanças de comportamento para entender e acompanhar as manifestações não motoras da doença.

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Marie L.
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