Aplicativos Móveis como Meu Dicionário
Descrição : Os aplicativos móveis como "Meu dicionário" oferecem uma plataforma interativa e dinâmica para a comunicação. Eles podem incluir funções de síntese vocal, visuais e opções de personalização para adicionar suas próprias imagens (imagens da residência, imagens da criança ou do adulto, de seus objetos favoritos, de seus entes queridos, ...). Utilização : Esses aplicativos são ideais para pessoas que se sentem à vontade com a tecnologia e que necessitam de um método de comunicação mais complexo e detalhado. Eles permitem uma grande flexibilidade e podem ser adaptados às necessidades em mudança do usuário.
Afeição
Inspiração
Dor

A orelha musical

Coco cozinha
Neste jogo, a criança deve se lembrar dos ingredientes de uma receita. Cada ingrediente é representado por uma imagem, de modo que será fácil para as crianças reconhecerem todos os ingredientes e associar as palavras aos objetos.
Você pode estimular a linguagem pedindo à criança o nome de um ingrediente ou pedindo que ela o aponte. Para as crianças que usam imagens para se comunicar, é importante praticar apontar as imagens para se comunicar.
COCO PENSA e COCO SE MEXE, o aplicativo para educação e atividade física.
COCO, PARA CRIANÇAS AUTISTAS
ACOMPANHAR UMA CRIANÇA AUTISTA

FERNANDO, PARA ADULTOS AUTISTAS
ACOMPANHAR UM ADULTO AUTISTA
Autismo não verbal
O autismo, um distúrbio complexo do desenvolvimento, afeta cerca de 8.000 crianças a cada ano, o que destaca sua prevalência e importância em nossa sociedade. No entanto, é essencial reconhecer que, entre esse número considerável, cada criança vive o autismo de maneira única. Os distúrbios do espectro autístico (DEA) englobam diferentes subtipos, cada um apresentando características, níveis de gravidade e vulnerabilidades individuais distintas.
As dificuldades de comunicação são uma das características dos distúrbios do espectro autístico, algumas pessoas sendo não verbais, o que significa que têm dificuldade em se comunicar verbalmente. No entanto, é importante entender que a comunicação não verbal não equivale a uma ausência total de capacidades de comunicação. Ela destaca, em vez disso, a necessidade de encontrar métodos de comunicação alternativos e de adaptar o ambiente para atender às necessidades específicas da criança.
Para as crianças autistas não verbais, a exploração de ferramentas de comunicação alternativas, como os sistemas de comunicação aumentativa e alternativa (CAA), pode se revelar inestimável. Essas ferramentas englobam uma variedade de estratégias, desde sistemas de troca de imagens até dispositivos de alta tecnologia geradores de fala, adaptados às capacidades e preferências da criança. Além disso, a criação de um ambiente favorável que se adapte ao seu estilo de comunicação único e o respeite é essencial para promover interações significativas e fomentar seu desenvolvimento geral.
O autismo afeta frequentemente várias habilidades no desenvolvimento da criança. Portanto, é importante ter uma visão geral para melhor acompanhar o desenvolvimento da criança.
A criança não verbal
Quando uma criança sofre de um distúrbio grave da comunicação, como é frequentemente o caso em crianças com autismo, ela pode ser qualificada como não verbal. Nesse caso, a criança pode apresentar dificuldades como um vocabulário limitado, dificuldades em construir frases complexas ou uma incapacidade de usar a linguagem oral de forma eficaz.
Em algumas crianças não verbais, a fala pode estar totalmente ausente, ou elas podem usar apenas algumas palavras para expressar seus pensamentos ou necessidades. Na ausência de habilidades linguísticas verbais, essas crianças dependem principalmente de formas de comunicação não verbais, utilizando gestos, expressões faciais e linguagem corporal para se expressar.
Além disso, o impacto das dificuldades verbais vai além da simples comunicação e pode afetar diversos aspectos do desenvolvimento da criança, incluindo interações sociais e progresso escolar.
A intervenção precoce é fundamental para apoiar crianças com distúrbios de comunicação, fornecendo-lhes ferramentas, alternativas e estratégias para superar efetivamente suas dificuldades. Ao dotar essas crianças dos recursos e do apoio adequados, elas podem aprender a se engajar e a se comunicar de maneira significativa em sua vida cotidiana, o que favorece seu desenvolvimento e bem-estar em geral.
Como comunicar-se com uma criança não verbal?
Antes de ver como criar um diálogo com uma criança não verbal, é importante lembrar que uma criança autista também pode ter dificuldades relacionais e de expressar suas necessidades. Essas dificuldades são específicas do autismo e não estão relacionadas à capacidade ou incapacidade de falar. Portanto, é importante levar em conta os aspectos relacionais na comunicação com crianças autistas.
Acabamos de ver que uma criança autista não verbal pode se comunicar. A comunicação pode ocorrer por diferentes canais, por isso é importante saber qual canal a criança deseja usar. Todas as crianças usam expressões faciais para se expressar. As expressões faciais são universais e cada um pode atribuir um significado a elas. Nesse caso, é importante exagerar as expressões para torná-las mais evidentes para a criança.
É importante lembrar que crianças autistas podem ter dificuldade em reconhecer emoções, as suas e as dos outros. Você pode usar livros ou jogos para ajudá-las a aprender a reconhecê-las. Por exemplo, no aplicativo COCO PENSA e COCO SE MEXE você encontrará o jogo "Mime uma emoção". A criança pode aprender a reconhecer emoções em si mesma e nos outros com a ajuda de imagens e áudios descritivos. Assim, ela será capaz de relacionar o que ouve com suas emoções e as dos outros.
Aqui estão algumas emoções que as crianças podem aprender no aplicativo COCO PENSA e COCO SE MEXE:
Outra solução é usar imagens.
As imagens podem ajudar a criança a expandir seu vocabulário se ele for restrito, ou substituir a comunicação. As imagens são fáceis de reconhecer e usar pelas crianças.
Existem diferentes tipos de comunicação alternativa para crianças autistas. Nesse caso, é importante que a criança seja acompanhada por um fonoaudiólogo que possa ensinar à criança e aos pais a usar esse tipo de comunicação. Aprender a usar essas ferramentas não é fácil e leva tempo, pois é como aprender uma nova língua. Você deve ser paciente e ajudar seu filho. Também será importante integrar essa ferramenta na escola para permitir que a criança se comunique em todas as situações.
Quando você fala com seu filho, tente falar suavemente e dê a ele tempo para responder. Da mesma forma, quando é a criança que quer comunicar algo, seja com uma palavra ou mostrando uma imagem, dê a ela tempo para se expressar.
Uma vez que a criança tenha terminado, você pode tornar a frase mais complexa. Por exemplo, se a criança disse a palavra "água" ou mostrou a imagem da água, você pode dizer: "Você quer que eu te dê água? Sim, aqui está a água". Dessa forma, a criança ficará feliz por ser compreendida, mas também terá frases mais complexas e poderá melhorar sua comunicação.
Fonoaudiologia para crianças não verbais
Os fonoaudiólogos desempenham um papel crucial no apoio às crianças que sofrem de distúrbios da linguagem ou da comunicação, incluindo aquelas afetadas por distúrbios do espectro autista (DEA). É muito útil para as crianças afetadas por DEA se beneficiarem de serviços de fonoaudiologia para atender às suas necessidades particulares em matéria de comunicação.
Para as crianças não verbais afetadas por DEA, é importante reconhecer que a comunicação assume várias formas além da linguagem verbal. Um fonoaudiólogo pode trabalhar com a criança para explorar métodos de comunicação alternativos, como sistemas de comunicação aumentativa e alternativa (CAA), a linguagem de sinais ou sistemas de comunicação por imagem. Ao adaptar as intervenções às capacidades e preferências da criança, os fonoaudiólogos facilitam uma comunicação e interação eficazes.
Além disso, os fonoaudiólogos fornecem conselhos e apoio valiosos às famílias, propondo estratégias e atividades destinadas a promover o desenvolvimento da linguagem e as habilidades de comunicação em casa. A colaboração com os fonoaudiólogos permite que as famílias criem um ambiente de comunicação enriquecedor e implementem estratégias de comunicação eficazes adaptadas às necessidades de seu filho.
No final, o objetivo da fonoaudiologia é dotar as crianças afetadas por DEA das ferramentas e habilidades necessárias para se comunicarem eficazmente, promovendo interações significativas com seu ambiente, os membros de sua família e seus pares. Com apoio e intervenção contínuos, os fonoaudiólogos desempenham um papel essencial na melhoria da comunicação global e do funcionamento social das crianças afetadas por DEA.
As crianças não verbais e a escola
Crianças que sofrem de distúrbios de comunicação, incluindo aquelas com distúrbios do espectro autista (TEA), podem encontrar dificuldades no ambiente escolar que podem impactar seus resultados escolares e suas interações sociais. É essencial que os educadores e o pessoal escolar compreendam e levem em conta as necessidades únicas desses alunos em relação à comunicação para apoiar efetivamente seu aprendizado e desenvolvimento.
Quando uma criança com TEA utiliza métodos de comunicação alternativos - como imagens, aplicativos ou linguagem de sinais - é essencial que os professores estejam informados e treinados para usar essas modalidades. Isso lhes permite facilitar a comunicação e a interação no ambiente da sala de aula e promover a inclusão de todos os alunos. Além disso, os educadores podem desempenhar um papel essencial ao promover a compreensão e a aceitação pelos pares dos diferentes estilos de comunicação, criando assim um ambiente de aprendizado inclusivo onde todos os alunos se sintam valorizados e apoiados.
É essencial adaptar as atividades e avaliações em sala de aula à modalidade de comunicação da criança para favorecer seu sucesso escolar e seu engajamento. Por exemplo, se uma criança se comunica com a ajuda de imagens, é importante fornecer a ela materiais e deveres apresentados visualmente em vez de se basear apenas em texto escrito. Ao adaptar o material pedagógico ao modo de comunicação preferido da criança, os educadores podem melhorar a acessibilidade e garantir que a criança possa participar plenamente das atividades de aprendizado.
Além disso, uma colaboração contínua entre educadores, fonoaudiólogos e outros profissionais de apoio é essencial para implementar estratégias de comunicação e adaptações eficazes na sala de aula. Trabalhando juntos, as equipes escolares podem elaborar planos individualizados que atendam às necessidades únicas de cada criança com um distúrbio de comunicação, promovendo um ambiente de aprendizado inclusivo que favorece o sucesso escolar e o desenvolvimento socioemocional.
COCO PENSA e COCO SE MEXE, jogos educativos e físicos
O aplicativo COCO PENSA e COCO SE MEXE oferece mais de 30 jogos educativos e físicos. Cada jogo possui três níveis de dificuldade e uma descrição em áudio para adaptá-lo a todas as crianças.
Com Coco, você pode estimular todas as funções cognitivas, como atenção, memória, lógica e linguagem.
No aplicativo COCO PENSA e COCO SE MEXE, você encontrará vários jogos para que cada criança possa encontrar algo para jogar. Lembre-se de que cada criança é diferente e isso é muito bom! Você deve tentar adaptar o ambiente às necessidades da criança e usar suas próprias habilidades para superar as dificuldades.
A pausa esportiva
Essa pausa é muito útil para crianças não verbais, pois não é necessário comunicar-se oralmente. A comunicação pode ocorrer através do corpo, dos movimentos e das expressões faciais. O esporte e as atividades físicas eliminam as barreiras linguísticas que podem existir entre as crianças.
JOGOS FÍSICOS "COCO SE MEXE"
O ambiente familiar e social: um fator essencial para o desenvolvimento da comunicação
Se os profissionais de saúde, os fonoaudiólogos e os professores desempenham um papel central no acompanhamento de crianças autistas não verbais, a implicação da família e do círculo próximo é igualmente primordial para apoiar e reforçar os aprendizados no dia a dia.
Por que o ambiente social é tão importante?
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A comunicação se desenvolve na interação: Uma criança aprende a se expressar porque é compreendida e incentivada a interagir. Cada momento compartilhado com os próximos pode se tornar uma oportunidade de aprendizado.
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Repetição e coerência: A criança assimila melhor as ferramentas de comunicação quando são usadas regularmente, em diferentes contextos (casa, escola, lazer).
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Segurança afetiva: Um ambiente acolhedor encoraja a criança a experimentar e a se abrir a novos modos de expressão, sem medo do fracasso.
Como envolver ativamente os próximos? Exemplos concretos:
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Criar um caderno visual de comunicação familiar (formato papel ou digital):
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Exemplo: fotos de objetos do cotidiano, dos membros da família, de lugares familiares.
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Utilidade: permite que todos os membros do lar falem a "mesma linguagem visual".
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Treinar os membros da família no uso das CAA (Comunicação Alternativa e Ampliada):
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Os avós, irmãos ou babás podem aprender os fundamentos do sistema utilizado pela criança (PECS, aplicativos como Meu Dicionário…).
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Isso evita que a criança seja limitada em suas interações a apenas alguns adultos de referência.
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Usar rotinas compartilhadas para reforçar as trocas:
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Exemplo: durante o café da manhã, a criança mostra a imagem do suco de laranja → um pai reformula: "Você quer suco de laranja? Muito bem, aqui está o suco de laranja."
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Incentivar os irmãos a participar:
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Eles podem brincar com a criança usando pictogramas, gestos ou aplicativos adaptados.
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Isso favorece a fraternidade e desenvolve uma melhor compreensão mútua.
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Dica bônus: integrar a comunicação a atividades lúdicas
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Jogos de papel simples com imagens (ex: "Você é o cozinheiro, mostre-me o que é necessário para fazer um bolo!")
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Atividades manuais comentadas com palavras simples e repetitivas.
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Uso de músicas ou cantigas com gestos.