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🧠 Parkinson · Cuidadores · Próximos & Profissionais

Cuidar e Parkinson :
tudo entender para acompanhar na duração

Compreender a doença de Parkinson, adaptar o cotidiano, preservar sua própria saúde de cuidador — o guia completo para os próximos e os profissionais que acompanham uma pessoa parkinsoniana

📖 Leitura : ~22 min✅ Atualizado 2026🧠 Cuidadores & profissionais de saúde
200 000pessoas afetadas pela doença de Parkinson na França
25 000novos casos diagnosticados a cada ano na França
90 %das pessoas afetadas por Parkinson são acompanhadas por um cuidador próximo
+10 anosduração média de acompanhamento de um cuidador de Parkinson

A doença de Parkinson é uma prova que não afeta apenas a pessoa diagnosticada — ela transforma profundamente a vida de todos os seus próximos. O cuidador de uma pessoa parkinsoniana vive um acompanhamento particular: uma doença evolutiva ao longo dos anos, sintomas que mudam e se intensificam progressivamente, uma relação afetiva que se reinventa ao longo do tempo. Para aguentar na duração — meses, anos, às vezes décadas — não basta amar: é preciso também compreender, se adaptar e cuidar de si tanto quanto do outro. Este guia é feito para você.

1. Compreender a doença de Parkinson: o que todo cuidador deve saber

Antes de saber como acompanhar, é preciso compreender. A doença de Parkinson é frequentemente reduzida aos seus sintomas mais visíveis — os tremores — enquanto na realidade é uma doença neurológica complexa, com múltiplas facetas, que evolui de maneira diferente de uma pessoa para outra. Essa compreensão é a base de um acompanhamento esclarecido.

1.1 O que é a doença de Parkinson?

A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica e progressiva, causada pela destruição progressiva dos neurônios produtores de dopamina em uma região cerebral chamada substância negra. A dopamina é um neurotransmissor essencial para o controle dos movimentos — sua escassez leva aos distúrbios motores característicos da doença.

🧬 Um ponto importante a reter

A doença de Parkinson não afeta apenas as funções motoras. Ela também afeta o sistema nervoso autônomo (digestão, pressão arterial, sono), as funções cognitivas, o humor e o comportamento. Compreender essa realidade multidimensional é essencial para antecipar as necessidades do seu ente querido e não ser pego de surpresa por sintomas inesperados.

1.2 Os sintomas motores: reconhecer e antecipar

🤲

Tremores em repouso

Tremores que ocorrem em repouso e diminuem durante o movimento voluntário. Frequentemente o primeiro sintoma identificado, mas não está sistematicamente presente em todos os pacientes com Parkinson.

🚶

Akinésia e bradicinesia

Dificuldade em iniciar os movimentos (akinésia) e lentidão dos movimentos (bradicinesia). Se traduz em uma caminhada com passos pequenos, dificuldades para se levantar, uma escrita cada vez menor (micrografia).

💪

Rigidez muscular

Rigidez dos músculos que resistem aos movimentos passivos. Responsável por dores, postura encurvada e contribui para as dificuldades de locomoção e de virada na cama.

⚖️

Dificuldades de equilíbrio e postura

Instabilidade postural, risco aumentado de quedas. Os "freezing" (bloqueios súbitos da marcha) são particularmente perigosos e podem ocorrer em situações específicas (passagem de porta, meia-volta).

1.3 Os sintomas não motores: o lado oculto do Parkinson

Os sintomas não motores são frequentemente subestimados, embora tenham um impacto significativo na qualidade de vida do paciente e na carga do cuidador. Eles podem preceder os sintomas motores por vários anos.

CategoriaSintomas frequentesImpacto no cuidador
CognitivosAtraso no pensamento, dificuldades de atenção, distúrbios da memória, risco de demência parkinsonianaCarga mental elevada
PsquiátricosDepressão (muito frequente), ansiedade, apatia, alucinações (especialmente sob tratamento)Emocionalmente desgastante
SonoInsônia, sonolência diurna, distúrbios comportamentais do sono paradoxal (agitação noturna)Fadiga do cuidador
AutônomoHipotensão ortostática, constipação, distúrbios urinários, hipersalivação, sudorese excessivaCuidados íntimos complexos
ComunicaçãoVoz fraca (hipofonia), ritmo rápido ou monótono, dificuldades para engolir (disfagia)Adaptações relacionais
DorDores musculares, cãibras, sensações de queimação — frequentemente subdiagnosticadasVigilância e relato

1.4 A evolução da doença: compreender os estágios

A doença de Parkinson evolui segundo uma progressão variável de uma pessoa para outra. A escala de Hoehn e Yahr distingue cinco estágios, do estágio 1 (sintomas unilaterais leves, autonomia preservada) ao estágio 5 (dependência total). Mas essa progressão não é linear — é marcada por flutuações relacionadas aos tratamentos, por "períodos bons" e períodos de bloqueio. Seu acompanhamento deve se adaptar constantemente a essa realidade em movimento.

2. O cotidiano com uma pessoa parkinsoniana: adaptar cada gesto

O acompanhamento diário de uma pessoa com Parkinson exige uma adaptação constante das práticas, do ambiente e das atitudes. Não é apenas uma questão de boa vontade — é uma habilidade que se aprende e se aperfeiçoa com o tempo.

2.1 As flutuações motoras: compreender os "on" e os "off"

Um dos fenômenos mais confusos para os cuidadores é a flutuação motora: períodos em que seu ente querido funciona relativamente bem (período "on") alternam com períodos em que os sintomas estão claramente agravados (período "off"). Essas flutuações estão relacionadas às variações na eficácia do tratamento dopaminérgico ao longo do dia.

💡

Dica prática: Aprenda a identificar as horas de "pico" de eficácia do tratamento do seu ente querido e planeje as atividades mais exigentes (higiene, refeições, saídas, consultas médicas) nesses horários. Um diário das flutuações, compartilhado com a equipe médica, permite otimizar o tratamento.

2.2 Acompanhar os deslocamentos e prevenir quedas

1

Segurança no ambiente doméstico

Remover tapetes e obstáculos, instalar barras de apoio em locais estratégicos (banheiro, WC, corredor), garantir iluminação suficiente à noite, escolher sapatos com solas antiderrapantes e de fácil fechamento. Uma visita de um terapeuta ocupacional pode ser valiosa para uma auditoria completa da residência.

2

Gerenciar episódios de freezing

Durante um bloqueio (freezing), mantenha a calma — a pressa agrava a situação. Técnicas simples podem ajudar: pedir ao seu ente querido para andar ao ritmo de uma música, atravessar um obstáculo visual imaginário, levantar o joelho alto. Nunca puxe o braço de uma pessoa em freezing.

3

Acompanhar sem superproteger

O reflexo do cuidador é muitas vezes intervir ao menor risco. Mas ajudar demais é privar seu ente querido de exercícios naturais que mantêm suas capacidades motoras. O objetivo é garantir segurança sem assumir o que seu ente querido ainda pode fazer sozinho — mesmo que lentamente.

4

Protocolo em caso de queda

Se seu ente querido cair, não o levante precipitadamente. Certifique-se primeiro de que ele não está ferido. Ajude-o a se levantar metodicamente — passando primeiro para o lado, depois de quatro, e então se apoiando em um móvel sólido. Informe qualquer queda à equipe médica, mesmo sem ferimentos aparentes.

2.3 As refeições e a deglutição

Os distúrbios da deglutição (disfagia) e da manipulação dos alimentos são frequentes no Parkinson avançado. Eles constituem um risco real de aspiração e pneumonia — uma das principais causas de complicações graves. A adaptação das refeições é um aspecto essencial do acompanhamento.

  • Adaptar a textura dos alimentos segundo as recomendações do fonoaudiólogo — batido, picado, moído conforme necessário
  • Posicionar corretamente seu ente querido durante as refeições: sentado bem ereto, cabeça ligeiramente inclinada para frente (nunca para trás)
  • Tomar o tempo — refeições calmas, sem pressa, com pequenas mordidas
  • Monitorar os sinais de aspiração: tosse durante ou após a refeição, voz "molhada", deglutições repetidas
  • Adaptar as bebidas se necessário — espessantes recomendados pelo fonoaudiólogo para facilitar a deglutição de líquidos
  • Consultar um nutricionista se seu ente querido apresentar perda de peso — comum no Parkinson
📋

Ficha de acompanhamento de sessão DYNSEO

Registrar as observações diárias — flutuações motoras, episódios de bloqueio, qualidade das refeições, incidentes — é valioso para a equipe médica e para você mesmo. A ficha de acompanhamento de sessão DYNSEO ajuda você a estruturar essas observações e a compartilhá-las de forma eficaz durante as consultas.

Baixar a ficha de acompanhamento

3. A dimensão cognitiva e emocional do Parkinson

A doença de Parkinson não é uma doença "apenas física". Seus efeitos sobre a cognição, o humor e o comportamento estão frequentemente no cerne das dificuldades vividas pelos cuidadores — às vezes mais do que os próprios sintomas motores.

3.1 Os distúrbios cognitivos no Parkinson

Entre 25 e 40% das pessoas com Parkinson desenvolvem distúrbios cognitivos moderados, e cerca de 80% apresentam demência parkinsoniana após 20 anos de evolução da doença. Esses distúrbios diferem dos da doença de Alzheimer — afetam mais as funções executivas, a velocidade de processamento e a atenção do que a memória episódica em um primeiro momento.

🧩

Funções executivas e planejamento

Dificuldades em planejar, se organizar, passar de uma tarefa para outra. Seu ente querido pode parecer "bloqueado" ou incapaz de iniciar uma atividade que é habitual — isso não é falta de vontade nem preguiça.

Desaceleração cognitiva

O tratamento da informação desacelera progressivamente. Seu familiar precisa de mais tempo para responder, processar uma pergunta ou tomar uma decisão. Dar esse tempo, sem apressar ou terminar as frases, é fundamental.

👁️

Alucinações visuais

Frequentemente presentes em pacientes parkinsonianos sob tratamento, especialmente em fase avançada. Elas podem ser muito perturbadoras para o cuidador. Saber reconhecê-las, manter a calma e informar o neurologista é essencial — um ajuste no tratamento pode muitas vezes amenizá-las.

😔

Apatia e depressão

A depressão afeta até 50% das pessoas com Parkinson — em parte neurológica (relacionada à queda de dopamina), em parte reativa. A apatia (falta de iniciativa e impulso) é frequentemente confundida com a depressão, mas requer um cuidado diferente. Em ambos os casos, informe à equipe médica.

3.2 A estimulação cognitiva: uma ferramenta preciosa

Manter uma estimulação cognitiva regular e adequada contribui para preservar as funções cognitivas e melhorar a qualidade de vida no Parkinson. Não é uma promessa de cura — é um meio de nutrir as reservas cognitivas e manter um sentimento de competência e prazer.

O aplicativo CARMEN da DYNSEO é especialmente projetado para os idosos, incluindo aqueles afetados por Parkinson ou Alzheimer. Ele oferece jogos de memória, atenção e lógica adaptados às capacidades da pessoa, com uma interface simplificada e intuitiva, utilizável mesmo com uma destreza manual reduzida. Sessões curtas — 10 a 15 minutos — podem ser integradas aos momentos "on" do dia.

📱

Aplicativo CARMEN — Estimulação cognitiva para idosos

Jogos de memória, atenção e raciocínio especialmente projetados para os idosos, adaptados às pessoas afetadas por Parkinson ou Alzheimer. Interface simplificada, sessões curtas, progressão suave. Uma ferramenta de estimulação ao mesmo tempo prazerosa e benéfica para seu familiar.

Descobrir o aplicativo CARMEN

4. A formação DYNSEO para cuidadores de pessoas parkinsonianas

Acompanhar uma pessoa com Parkinson a longo prazo requer conhecimentos que não se adquirem naturalmente. Compreender os mecanismos da doença, antecipar sua evolução, aprender os bons gestos de acompanhamento e — sobretudo — saber cuidar de si mesmo: tudo isso se aprende.


Formação DYNSEO: Cuidador e Parkinson
🎓

Formação: Cuidador e Parkinson — cuidar de si para acompanhar a longo prazo

Esta formação online DYNSEO, certificada Qualiopi, é projetada especificamente para os cuidadores de pessoas com Parkinson e os profissionais do médico-social. Ela abrange a compreensão da doença e de seus sintomas, as técnicas de acompanhamento adequadas a cada estágio, a gestão de situações difíceis (quedas, flutuações, alucinações), e — no cerne da formação — as estratégias para preservar a própria saúde do cuidador a longo prazo. Disponível online, no seu ritmo, sem restrição de horário.

Descobrir a formação →

5. Cuidar de si: a chave para acompanhar a longo prazo

Esse é o título da formação DYNSEO — e é o cerne do que todo cuidador de Parkinson deve integrar. O acompanhamento de uma doença evolutiva ao longo dos anos é uma maratona, não um sprint. Os cuidadores que se mantêm a longo prazo não são aqueles que sacrificam tudo de si — são aqueles que aprenderam a se reabastecer, a aceitar apoio e a estabelecer limites saudáveis.

5.1 A síndrome de esgotamento do cuidador: reconhecê-la antes que aconteça

O esgotamento do cuidador (ou "burnout do cuidador") é uma realidade reconhecida medicalmente que afeta uma grande proporção dos familiares de pessoas com Parkinson, especialmente após vários anos de acompanhamento intensivo. Ele se desenvolve muitas vezes de forma insidiosa, mascarado pela sensação de "aguentar" e pelo hábito de colocar as necessidades do outro à frente de si mesmo.

⚠️ Sinais de alerta precoces

  • Irritabilidade crescente, impaciência incomum
  • Sensação de culpa permanente
  • Perda de prazer nas atividades amadas
  • Distúrbios do sono persistentes
  • Isolamento social progressivo
  • Sensação de armadilha ou ausência de escolhas
  • Pensamentos intrusivos negativos sobre seu ente querido

✅ O que protege contra o esgotamento

  • Um acompanhamento psicológico regular
  • Soluções de descanso organizadas com antecedência
  • Pelo menos uma atividade pessoal semanal
  • Uma rede de apoio ativa (família, amigos, associações)
  • Conhecimentos sólidos sobre a doença
  • A capacidade de pedir ajuda sem culpa
  • Limites claros e aceitos pelo entorno

5.2 O descanso: uma necessidade, não um luxo

O descanso designa os períodos durante os quais o cuidador é temporariamente liberado de seu papel de cuidado. Pode assumir muitas formas — desde uma curta pausa diária até a hospedagem temporária de seu ente querido em uma instituição especializada. Organizar soluções de descanso não é abandonar seu ente querido — é cuidar do relacionamento a longo prazo.

  • Atendimento diurno especializado Parkinson — seu ente querido passa um ou mais dias por semana em um centro adequado, com atividades, estimulação e cuidados profissionais
  • Hospedagem temporária em instituição — alguns dias a algumas semanas em um Lar de idosos ou uma estrutura especializada, para permitir que você descanse ou gerencie outros aspectos de sua vida
  • Substituição em casa por um profissional — auxiliar de enfermagem, cuidador que assume o papel por algumas horas
  • Voluntários de acompanhamento — associações como a France Parkinson que oferecem voluntários treinados para visitar e acompanhar seu ente querido
  • Estadias de descanso para cuidadores — estadias organizadas especificamente para cuidadores (com hospedagem paralela de seu ente querido)

« A primeira vez que aceitei que meu marido fosse para atendimento diurno duas vezes por semana, eu chorei de culpa. Três meses depois, percebi que estava muito mais paciente e atenciosa com ele nos outros dias. O descanso me trouxe de volta a ele. »

— Depoimento de uma esposa cuidadora, acompanhando seu marido parkinsoniano há 7 anos
🌡️

Termômetro das emoções DYNSEO

Uma ferramenta visual simples para ajudar seu ente querido a expressar o que sente, mesmo quando a comunicação verbal se torna difícil. Útil também para você — identificar e nomear suas próprias emoções como cuidador é o primeiro passo para gerenciá-las de forma saudável. Disponível para download gratuito.

Acessar a ferramenta gratuita

6. As ajudas e dispositivos disponíveis para os cuidadores de Parkinson

Existem muitos dispositivos para apoiar os cuidadores de pessoas com Parkinson. Muitos são subutilizados por falta de conhecimento. Aqui está um panorama dos recursos aos quais você tem direito.

6.1 As ajudas financeiras

  • APA (Apoio Financeiro Personalizado) — para pessoas com mais de 60 anos em perda de autonomia, financia parte do plano de ajuda (ajuda domiciliar, acolhimento diurno, hospedagem temporária)
  • PCH (Prestação de Compensação da Deficiência) — para pessoas com menos de 60 anos, pode financiar ajudas humanas, técnicas e adaptações da habitação
  • AEEH (Apoio Financeiro para Educação de Crianças com Deficiência) — se seu ente querido é uma criança ou um jovem adulto com Parkinson precoce
  • Licença de cuidador — permite que um empregado suspenda temporariamente sua atividade profissional para cuidar de um ente querido dependente, com possível indenização (AJPA)
  • Crédito fiscal para ajuda domiciliar — 50% das despesas de ajuda domiciliar dedutíveis dos impostos
  • Ajudas das caixas de aposentadoria — CARSAT e AGIRC-ARRCO podem financiar ajudas domiciliares no âmbito de sua ação social

6.2 Os recursos humanos e associativos

🤝

França Parkinson

A associação nacional de referência para pacientes e seus cuidadores. Oferece grupos de apoio, voluntários de acompanhamento, informações práticas e recursos documentais.

🏥

Centros de especialistas em Parkinson

Centros hospitalares especializados oferecem acompanhamento multidisciplinar (neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, neuropsicólogo, assistente social). Peça ao seu médico de família uma orientação para o centro especialista da sua região.

💬

Grupos de apoio aos cuidadores

Grupos locais reúnem regularmente cuidadores de pessoas com Parkinson para compartilhar, informar-se e apoiar-se mutuamente. França Parkinson pode orientá-lo para os grupos da sua região.

🏠

MAIA e DAC

Os Dispositivos de Apoio à Coordenação (DAC) e os MAIA permitem coordenar os intervenientes em torno de seu ente querido e ajudá-lo a construir um plano de acompanhamento coerente.

7. Comunicar-se com seu ente querido parkinsoniano: adaptar a relação

A doença de Parkinson transforma progressivamente a comunicação — voz mais baixa, ritmo alterado, expressões faciais reduzidas (hipomimia), dificuldades para encontrar as palavras. Para o cuidador, isso pode ser desgastante: o interlocutor habitual muda, e é preciso aprender a ler de outra forma.

1

Face à la voz fraca (hipofonia)

Reduza os ruídos de fundo, coloque-se sempre de frente para seu ente querido, peça para ele olhar para você quando falar. Se a comunicação verbal se tornar muito difícil, um fonoaudiólogo pode propor técnicas de amplificação vocal e suportes de comunicação alternativos.

2

Face à hipomimia (rosto rígido)

O rosto pouco expressivo do paciente parkinsoniano não significa que ele não está emocionado ou preocupado. Aprenda a ler as emoções de outra forma — nos olhos, na postura, no tom de voz. Não presuma indiferença onde há rigidez muscular.

3

Face ao atraso cognitivo

Faça uma pergunta de cada vez, aguarde a resposta com paciência, não termine as frases. O tempo de processamento mais longo não indica uma perda de compreensão — seu ente querido acompanha a conversa, mas no seu próprio ritmo.

4

Manter a relação além dos cuidados

O papel de cuidador pode gradualmente absorver toda a relação. Preserve espaços onde você é parceiro, filho, amigo — não apenas cuidador. Momentos de compartilhamento não relacionados aos cuidados (assistir a um filme juntos, música, evocar memórias) mantêm a textura humana da relação.

😊

Decodificador de expressões faciais DYNSEO

Face à hipomimia parkinsoniana, esta ferramenta pode ajudar a identificar e nomear as emoções a partir de pistas não verbais sutis. Útil também para seu ente querido que pode ter dificuldade em reconhecer as expressões faciais dos outros — um déficit comum no Parkinson.

Descobrir a ferramenta

8. Trabalhar com a equipe médica e paramédica

O cuidado do Parkinson é necessariamente multidisciplinar. Como cuidador, você é um membro integral dessa equipe — e seu olhar diário é insubstituível para otimizar o tratamento e o acompanhamento de seu ente querido.

👥 A equipe multidisciplinar Parkinson

  • Neurologista — responsável pelo tratamento medicamentoso
  • Médico responsável — coordenação geral
  • Fisioterapeuta — mobilidade, equilíbrio, prevenção de quedas
  • Fonoaudiólogo — voz, deglutição, comunicação
  • Terapeuta ocupacional — adaptação da casa e das atividades
  • Neuropsicólogo — acompanhamento cognitivo e reabilitação
  • Psicólogo — apoio emocional ao paciente e ao cuidador
  • Assistente social — direitos, auxílios, coordenação

📋 Seu papel na equipe

  • Observar e anotar as flutuações motoras
  • Relatar qualquer novo sintoma ou mudança
  • Assegurar a boa administração dos tratamentos nos horários prescritos
  • Transmitir as informações entre os diferentes intervenientes
  • Fazer suas próprias perguntas durante as consultas
  • Relatar seu próprio estado de exaustão se necessário
  • Preparar as consultas com um caderno de anotações
🎓

Se formar para entender melhor e se manter melhor

A formação DYNSEO "Cuidando e Parkinson: cuidar de si para acompanhar a longo prazo" lhe dá as chaves médicas, práticas e emocionais para ser um cuidador esclarecido e preservado. Online, certificada Qualiopi, no seu ritmo. Para as famílias e os profissionais do médico-social.

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Acompanhar a longo prazo: uma maratona que se aprende

Ser o cuidador de uma pessoa com Parkinson é se comprometer com um acompanhamento longo, exigente e profundamente humano. Cuidar de você não é secundário — é a condição da sua durabilidade e da qualidade da sua presença. A formação DYNSEO está aqui para ajudá-lo.

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FAQ — Cuidador e Parkinson: suas perguntas frequentes

Q1 Como lidar com as noites difíceis com uma pessoa parkinsoniana?

Os distúrbios do sono são muito frequentes no Parkinson — insônia, agitação noturna, pesadelos intensos relacionados aos distúrbios comportamentais do sono paradoxal (TCSP). Para o cuidador, essas noites perturbadas são frequentemente uma fonte maior de exaustão. Várias opções podem ajudar: relatar os distúrbios ao neurologista que pode adaptar o tratamento, garantir a segurança da cama (barras laterais se necessário), considerar noites separadas pontualmente sem culpa, e usar soluções de descanso noturno (auxiliar de enfermagem noturno, hospedagem temporária) quando a situação se torna muito pesada.

Q2 Meu familiar se recusa a ver um psiquiatra ou psicólogo para sua depressão. O que fazer?

A recusa é frequente — por negação, por medo do estigma ou por desconhecimento. Várias abordagens podem ajudar: conversar com o médico de família ou neurologista para que eles introduzam o assunto durante uma consulta (sua legitimidade médica é frequentemente mais facilmente aceita), apresentar o psicólogo como parte da equipe de cuidados do Parkinson (o que é verdade), ou começar com um grupo de apoio menos "rotulado psiquiátricamente". A depressão parkinsoniana é uma emergência médica que merece atenção — insista com suavidade e constância.

Q3 Como fazer a família distante entender a realidade do meu dia a dia como cuidador?

A incompreensão da família distante é uma fonte de sofrimento muito frequente entre os cuidadores de Parkinson. Os familiares que veem seu ente querido apenas ocasionalmente não percebem as flutuações, as noites difíceis, a exaustão acumulada. Algumas soluções práticas: convidar um familiar para passar um dia inteiro com você para vivenciar a realidade do seu cotidiano; compartilhar recursos documentais sobre a doença; conversar com o assistente social que pode às vezes servir como mediador com a família. Não espere estar exausto para pedir ajuda — peça-a antes.

Q4 Em que momento considerar uma internação para meu familiar parkinsoniano?

Essa questão dolorosa muitas vezes surge tarde demais, em uma situação de emergência. A decisão de uma internação depende de vários fatores: nível de dependência do seu familiar, segurança em casa (quedas repetidas, deambulação noturna), exaustão do cuidador, disponibilidade e qualidade dos cuidados em casa. Não é um abandono — às vezes é a decisão mais amorosa, que permite ao seu familiar ter cuidados profissionais 24h/24 enquanto você se preserva para continuar a visitá-lo com energia e presença. Um assistente social pode acompanhá-lo nessa reflexão e nos trâmites.

Q5 Como os aplicativos DYNSEO podem ajudar uma pessoa com Parkinson?

O aplicativo CARMEN da DYNSEO é particularmente adequado para pessoas com Parkinson. Ele oferece jogos de estimulação cognitiva (memória, atenção, lógica) com uma interface simplificada e intuitiva, sessões curtas adaptadas à fadiga, e uma dificuldade progressiva. Pode ser utilizado durante os períodos "on" do tratamento, quando as capacidades motoras e cognitivas estão melhores. Para os cuidadores, as ferramentas gratuitas da DYNSEO (Termômetro das emoções, Roda das escolhas, Ficha de acompanhamento) podem estruturar o cotidiano e facilitar a comunicação com a equipe médica.

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