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Onboarding de um colaborador neuroatípico: checklist dos 30 primeiros dias do lado do gerente

Os 30 primeiros dias muitas vezes determinam o restante de uma integração. Para um colaborador TDAH, TSA, DIS ou HPI, cada semana conta — e cada imprevisto custa. Aqui está o método completo, dia a dia, para ter sucesso nesse onboarding crítico.

Um onboarding bem-sucedido para um colaborador neuroatípico não se parece com um onboarding padrão ao qual se adicionaria algumas "pequenas atenções". É um onboarding fundamentalmente repensado em sua estrutura, temporalidade e ferramentas — porque os perfis TDAH, TSA, DIS e HPI têm necessidades específicas que, se não forem antecipadas desde o primeiro dia, podem transformar uma integração promissora em uma saída prematura custosa. Segundo um estudo da National Autistic Society (2022), 64 % dos colaboradores autistas que deixam um emprego o fazem nos seis primeiros meses — e a inadequação do onboarding é citada como fator principal em 55 % dessas saídas. Este guia lhe dá a checklist completa dos 30 primeiros dias, semana a semana, com as ações concretas a serem implementadas, os erros a não cometer e as adaptações específicas por perfil.

1. Por que os 30 primeiros dias são tão críticos para os perfis neuroatípicos

1.1 A sobrecarga cognitiva da integração

Para todo novo colaborador, as primeiras semanas representam uma carga cognitiva intensa: aprender os processos, memorizar os nomes, entender os códigos implícitos da cultura da empresa, gerenciar a ansiedade de desempenho, encontrar seu lugar em uma nova equipe. Para um perfil neuroatípico, essa carga é multiplicada. Um colaborador TSA deve simultaneamente decodificar as regras sociais não escritas de um novo ambiente — uma atividade que mobiliza nele uma energia cognitiva considerável, além do aprendizado do conteúdo do cargo. Um colaborador TDAH deve gerenciar sua atenção em um ambiente desconhecido e não estruturado, sem os marcos habituais que lhe permitem se organizar. Um colaborador DIS deve absorver uma quantidade massiva de informações escritas em formatos variados, sem as ferramentas de compensação que ele levou anos para construir.

Essa sobrecarga não é insuperável — mas requer uma antecipação ativa do gerente. O princípio orientador é simples: reduzir a incerteza, aumentar a previsibilidade e dar tempo para a integração. Cada imprevisto custa duas vezes mais para um perfil neuroatípico do que para um perfil neurotípico — e cada ponto de referência estabelecido previamente economiza energia que estará disponível para o trabalho real.

64 %
dos colaboradores autistas que deixam um emprego o fazem nos 6 primeiros meses (NAS 2022)
3 meses
duração durante a qual um colaborador neuroatípico permanece em fase de hipervigilância em um novo ambiente
+40 %
de taxa de retenção a 12 meses com um onboarding estruturado adaptado vs. onboarding padrão (SHRM 2023)
150–200 %
do salário anual: custo estimado de uma saída nos 6 primeiros meses (OCDE)

1.2 Antes do J1: a preparação invisível que muda tudo

O onboarding de um colaborador neuroatípico começa antes do seu primeiro dia. A semana que precede a chegada é a oportunidade de preparar um ambiente que reduzirá a carga cognitiva inicial e sinalizará de imediato que a empresa é acolhedora. Este trabalho preparatório é invisível para o novo colaborador — mas sua ausência é sentida imediatamente. Um escritório não preparado, um acesso de informática não configurado, uma equipe não informada da chegada — tantos sinais negativos que ativam a ansiedade de um perfil neuroatípico desde o primeiro instante.

📋 Checklist de preparação antes do J1

  • → Estação de trabalho configurada e pronta (computador ligado, acessos configurados, material presente)
  • → Programa dos 3 primeiros dias enviado por escrito ao colaborador
  • → Equipe informada da chegada (primeiro nome, função, data) com instrução de acolhimento
  • → Referente de acolhimento designado (uma única pessoa, não toda a equipe)
  • → Mapa do espaço de trabalho (onde estão os banheiros, a cozinha, as salas de reunião)
  • → Documento de acolhimento escrito com as informações essenciais (não apenas oral)
  • → Ajustes sensoriais básicos já em vigor se necessário (fones de ouvido, posição da mesa)
  • → Reunião J1 com o gerente agendada e confirmada com antecedência

2. A checklist dos 30 primeiros dias: semana por semana

🟦

Semana 1 — J1 a J5: Receber e garantir segurança

Objetivo: criar um sentimento de segurança psicológica e dar todos os pontos de referência essenciais

Recepção individual pelo gerente (30 min) J1 manhã

Encontro individual antes de qualquer apresentação coletiva. Explicar a estrutura do dia, da semana. Fornecer o programa escrito. Perguntar se há necessidades especiais a serem consideradas — sem nomear nenhum distúrbio.

Apresentação gradual da equipe TSA

Evitar a reunião coletiva de equipe de imediato — muito intensa socialmente. Apresentar 2 a 3 pessoas por dia no máximo. Fornecer uma ficha resumida com primeiros nomes, funções e fotos.

Visita comentada dos espaços (locais + códigos implícitos) Todos

Mostrar fisicamente os espaços-chave. Explicitar as regras implícitas: "Na nossa equipe, batemos antes de entrar nos escritórios", "A cozinha é compartilhada, a regra é etiquetar suas coisas". Nunca supor que esses códigos são evidentes.

Designação do referente de acolhimento Todos

Uma única pessoa (não o gerente direto) para quem o colaborador pode se dirigir para questões práticas do dia a dia. Essa pessoa é informada sobre a acolhimento — não sobre o perfil médico.

Verificação dos acessos e do material J1

Assegurar que tudo funcione antes de deixar o colaborador sozinho. Um acesso bloqueado no primeiro dia é uma fonte de estresse desproporcional para um perfil TDAH ou ansioso.

Ponto de fim de dia (10 min) J1 a J5

Cada noite da primeira semana: "Como foi seu dia? Houve coisas que pareceram confusas?" Este ritual diário reduz a ansiedade e permite detectar os bloqueios antes que se acumulem.

Transmissão do guia de acolhimento escrito Todos

Documento resumido: organograma, processos essenciais, contatos-chave, regras de equipe, calendário das primeiras semanas. Adaptado em FALC se o perfil cognitivo exigir.

Primeira entrevista de necessidades (confidencial, 20 min) J2-J3

"Existem condições de trabalho específicas que ajudam a ser eficaz — tipo de ambiente, forma de receber as informações, necessidade de calma…?" Formular sem nomear um distúrbio. Ouvir e anotar.

🟢

Semana 2 — J6 a J10: Estruturar e equipar

Objetivo: implementar as estruturas e ferramentas que permitirão a autonomia

Esclarecimento dos objetivos dos 3 primeiros meses Todos

Documento escrito com 3 a 5 objetivos concretos, mensuráveis, com marcos de validação. Sem objetivos vagos: "ser operacional" é inútil. "Dominar o processo de faturamento e tratar os 3 processos em andamento de forma autônoma até o dia 15" é útil.

Implementação do ritual de ponto semanal Todos

Reunião fixa de 20-30 minutos toda segunda-feira de manhã — mesmo horário, mesmo local, mesmo formato. A regularidade é um ancla essencial para perfis neuroatípicos. Nunca cancelar sem imediatamente propor uma alternativa.

Formação nas ferramentas digitais da equipe DIS TDAH

Formação individual nas ferramentas de trabalho (CRM, ERP, ferramentas colaborativas). Prever o dobro do tempo padrão. Fornecer tutoriais escritos e capturas de tela. Identificar as ferramentas que apresentam problemas e propor alternativas, se possível.

Implantação das ferramentas de compensação se necessário DIS TDAH

Se o colaborador expressou necessidades: ativar o Leitor imersivo Microsoft, configurar a ditado por voz, instalar Antidote, implementar um timer visual. Propor — nunca impor.

Introdução gradual à equipe ampliada TSA

Almoço ou café informal com subgrupo de 2-3 pessoas (não toda a equipe). Estruturar o contexto: "Vamos tomar um café por 20 minutos com X e Y para que você os conheça melhor." Evitar eventos de equipe não estruturados na segunda semana.

Primeiro balanço da semana (escrito + oral) Todos

Balanço estruturado: "O que funcionou bem? O que foi difícil? Há algo a ajustar?" Responder com ações concretas — não com incentivos vagos. Transmitir um documento do balanço em até 24h.

🟥

Semana 3 — J11 a J15: Empoderar e ajustar

Objetivo: lançar as primeiras missões reais e ajustar as adaptações conforme a experiência

Primeira missão real com acompanhamento Todos

Confiar uma missão concreta, mas bem delimitada. Instruções escritas, entregável claro, prazo preciso. Permanecer disponível para perguntas sem monitorar. O primeiro sucesso concreto é um alavanca de confiança essencial.

Ajuste das adaptações conforme o retorno da experiência Todos

"Nas 2 semanas passadas, há algo no seu ambiente de trabalho que te custa energia? O que ajuda?" Ajustar em consequência, sem demora.

Avaliação da carga cognitiva real TDAH TSA

"De 10, como você avalia sua carga no final do dia?" Se a resposta > 7 regularmente, a carga é muito alta. Identificar o que custa mais e reduzir. A fadiga cognitiva em S3 é um sinal de alerta precoce.

Ponto com o médico do trabalho se necessário Se necessário

Se necessidades de adaptações formais foram identificadas (RQTH existente ou processo em andamento), organizar uma visita ao médico do trabalho. O colaborador também pode solicitar uma visita espontânea sem que o gerente esteja envolvido.

Esclarecimento dos códigos sociais implícitos da equipe TSA

Explicitar o que não está claro em uma equipe padrão: "Aqui, quando alguém coloca o fone, isso significa que não quer ser interrompido", "Respondemos aos e-mails durante o dia — não necessariamente na hora". Esses códigos são invisíveis para a maioria, mas críticos para um perfil TSA.

🟡

Semana 4 — J16 a J30: Consolidar e projetar

Objetivo: consolidar os aprendizados, identificar os ajustes duradouros, preparar os 3 meses seguintes

Avaliação formal em J30 (45 min) Obrigatório

Entrevista estruturada: avaliação dos aprendizados, sucessos, dificuldades. Perguntas enviadas com antecedência por escrito para que o colaborador possa se preparar. Feedback factual, não comparativo. Plano de ação para os próximos 3 meses.

Formalização das adaptações duradouras Todos

Colocar por escrito as adaptações que permanecerão em vigor (trabalho remoto, posição da mesa, formato das instruções, ritmo dos pontos). Este documento assinado pelo gerente e pelo colaborador evita retrocessos durante as mudanças de gerente.

Introdução às reuniões de equipe padrão TSA

Se ainda não foi feito, integrar gradualmente o colaborador às reuniões de equipe — com a pauta enviada com antecedência e uma posição sentada escolhida (costas para a parede, se possível). Não forçar a fala em público antes que o colaborador se sinta pronto.

Definição dos objetivos dos próximos 3 meses Todos

Co-construir os objetivos do próximo trimestre. Escritos, SMART, com marcos e ponto de acompanhamento mensal já agendado. Para um perfil TDAH: objetivos divididos em etapas curtas. Para um perfil TSA: objetivos muito precisos com indicadores de sucesso explícitos.

Recueil de satisfação da integração Todos

Questionário curto (5 perguntas) sobre a experiência da integração. Anônimo ou não, conforme a escolha do colaborador. Este dado enriquece seu processo para as próximas integrações inclusivas.

Informação sobre a formação DYNSEO para o colaborador Todos

Se pertinente, mencionar a existência de ferramentas de estimulação cognitiva como o aplicativo FERNANDO que pode ajudar a reforçar atenção e funções executivas no dia a dia.

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3. Adaptar a integração conforme o perfil neuroatípico

A checklist dos 30 dias se aplica a todos os perfis — mas algumas ações devem ser reforçadas ou ajustadas conforme o perfil cognitivo do colaborador. Aqui estão as adaptações prioritárias por perfil.

🔵 TDAH — O que muda
  • Pontos diários curtos (10 min) nas 2 primeiras semanas
  • Missões divididas em micro-etapas com prazos intermediários
  • Timer visual implementado desde o J1
  • Instruções sempre escritas + confirmadas oralmente
  • Aceitar a chegada tardia nos primeiros dias (ansiedade da novidade)
  • Prever tarefas variadas desde a S2 — o TDAH se entedia rapidamente
  • Não interpretar a falta de contato visual como desinteresse
🟢 TSA — O que muda
  • Programa dos 30 dias enviado antes do J1 por escrito
  • Nenhuma mudança de planejamento de última hora sem explicação
  • Apresentação da equipe em vários dias, não em reunião coletiva
  • Explicitar todos os códigos implícitos da equipe
  • Tolerar objetos de stimming na mesa
  • Prever um espaço de retirada acessível sem justificativa
  • Sem piadas ou humor ambíguo nas primeiras semanas
🟡 DIS — O que muda
  • Documento de boas-vindas em fonte sem serifa, tamanho 12 min
  • Propor a ditado por voz e o Leitor imersivo desde o J1
  • Formações nas ferramentas com o dobro do tempo padrão
  • Não avaliar a escrita durante o período de integração
  • Aceitar os relatórios orais ou em mind map
  • Verificar se os softwares de trabalho são acessíveis (fonte, contraste)
🔴 HPI — O que muda
  • Explicar o "porquê" de cada processo — não apenas o "como"
  • Confiar responsabilidades reais já no S2
  • Tolerar perguntas profundas e questionamentos
  • Evitar tarefas puramente repetitivas durante a integração
  • Associar rapidamente a um projeto estimulante
  • Não frear o entusiasmo — canalizar sem sufocar

4. Os 6 erros mais frequentes na integração de perfis neuroatípicos

🎉
Erro 1 : A "grande recepção" coletiva

Reunião de equipe J1 com todo mundo presente, sessão de perguntas e respostas informal, almoço barulhento em grupo. Ideal para um neurotípico extrovertido — exaustivo para um TSA ou um TDAH.

✓ Alternativa : recepção individual J1, apresentação progressiva ao longo da semana
🌪️
Erro 2 : A imersão total imediata

"O melhor aprendizado é o mergulho!" — Jogar um perfil neuroatípico no grande mergulho sem estrutura ou referências gera uma sobrecarga que pode durar semanas.

✓ Alternativa : progressão gradual com missões estruturadas e acompanhadas
🗣️
Erro 3 : A informação apenas oral

Passar 2h explicando os processos oralmente, sem nenhum suporte escrito. No dia seguinte, um perfil TDAH não retém 20% e um perfil TSA está perdido nos implícitos.

✓ Alternativa : tudo que é dito oralmente é confirmado por escrito em até 24h
📅
Erro 4 : O planejamento modificado sem aviso prévio

"Afinal, a reunião de amanhã foi adiada em 2h" enviado na noite anterior. Para um perfil TSA, essa mudança pode mobilizar uma energia ansiosa desproporcional.

✓ Alternativa : anunciar as mudanças com o máximo de antecedência e uma explicação
🔇
Erro 5 : Desaparecer após a primeira semana

O gerente muito presente J1-J5 e depois invisível J6-J30. A segunda e terceira semana são frequentemente as mais difíceis — a novidade se esvai e as verdadeiras dificuldades aparecem.

✓ Alternativa : pontos semanais mantidos por pelo menos 3 meses
🎯
Erro 6 : Os objetivos vagos

"Daqui a um mês, você deve ser autônomo na função." O que "autônomo" significa exatamente? Um perfil TDAH ou TSA não pode avaliar seu progresso sem indicadores precisos.

✓ Alternativa : 3 a 5 objetivos SMART com indicadores de sucesso explícitos

5. O papel do referencial Missão Deficiência na integração

5.1 Quando e como envolvê-lo

Se o colaborador tem uma RQTH declarada ou expressou a necessidade de adaptações, o referencial Missão Deficiência deve ser envolvido desde a fase de preparação antes do J1 — não descoberto na S3 quando as primeiras dificuldades aparecem. Seu papel é coordenar as adaptações, informar sobre os financiamentos AGEFIPH disponíveis e servir como um recurso confidencial para o colaborador.

A colaboração entre o gerente e o referencial Missão Deficiência deve ser fluida e compartilhada: o gerente gerencia o cotidiano gerencial e as adaptações organizacionais, o referencial gerencia os aspectos administrativos (RQTH, AGEFIPH, médico do trabalho) e as situações que ultrapassam o âmbito gerencial. Essa dupla é a chave para uma integração inclusiva que se sustenta ao longo do tempo.

5.2 O quadro legal da integração inclusiva

A lei de 11 de fevereiro de 2005 impõe a adaptação razoável do posto para trabalhadores com deficiência desde a contratação — a integração inclusiva se insere diretamente nessa obrigação. Não adaptar a integração de um colaborador cuja deficiência é conhecida (RQTH declarada) pode constituir uma discriminação indireta se as dificuldades de integração resultarem dessa não-adaptação. Essa responsabilidade é compartilhada entre o gerente (adaptações organizacionais) e o empregador (adaptações materiais e financeiras).

💡 Boa prática RH: Crie um "passaporte de integração inclusivo" — um documento que o novo colaborador pode preencher antecipadamente (ou durante os primeiros dias) para compartilhar as informações que ele escolhe compartilhar sobre suas necessidades de trabalho. Não é um prontuário médico — é um questionário sobre as preferências de trabalho: "Como você prefere receber as informações? Qual ambiente é mais adequado para você? Existem situações particularmente difíceis para você?" Este documento pertence ao colaborador. Ele decide o que compartilhar e com quem.

6. Tabela de acompanhamento: os indicadores de uma integração inclusiva bem-sucedida

IndicadorQuando medirSinal positivoSinal de alerta
Carga cognitiva autoavaliada (de 10)Final de cada semana S1-S4Pontuação ≤ 6/10Pontuação ≥ 8/10 persistente
Compreensão dos objetivosFinal S2 e S4Pode reformular os 3 objetivos claramenteObjetivos vagos ou interpretação errônea
Qualidade dos entregáveis S1Final S3Primeiro entregável realizado dentro do prazoBloqueio total ou entregável muito incompleto
Nível de ansiedade declaradoJ5, J15, J30Diminuição progressivaAumento da ansiedade em J15
Participação nas trocas de equipeFinal S3Participa ativamente de pelo menos uma trocaIsolamento total, nenhuma interação espontânea
Ajustes em vigorFinal S2100% das necessidades expressas atendidasNecessidades identificadas não tratadas
Satisfação geral (1-5)J30Pontuação ≥ 4/5Pontuação ≤ 2/5

7. Ferramentas práticas DYNSEO para a integração inclusiva

✅ Checklist de integração inclusiva

A versão baixável e personalizável da checklist dos 30 dias — formato Word adaptável à sua organização.

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📊 Grade de adaptação para gestão de neurodiversidade

Identificar as necessidades de adaptação desde a primeira entrevista — base do passaporte de integração inclusiva.

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💬 Ficha de comunicação adaptada para neuroatípicos

As formulações a privilegiar e evitar durante a integração de acordo com o perfil (TDAH, TEA, DIS).

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📋 Modelo de entrevista anual inclusiva

Para preparar a primeira entrevista formal em J30 — estrutura adaptada para perfis neuroatípicos.

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💡 Guia de feedback para neurodiversidade

Formular os feedbacks das primeiras semanas de forma segura e eficaz para cada perfil.

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Mais de 50 ferramentas para uma gestão inclusiva do primeiro ao último dia.

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8. Os aplicativos DYNSEO para acompanhar seus colaboradores

🟦 JOE — Adultos

Estimulação cognitiva para adultos — memória, atenção, funções executivas. Recomendar desde a integração como ferramenta de reforço cognitivo diário.

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🟥 MEU DICIONÁRIO — Comunicação

Comunicação alternativa e aumentada — para colaboradores com dificuldades significativas de expressão verbal ou escrita.

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🟨 CARMEN — Idosos

Acompanhamento cognitivo para idosos. Adaptado aos colaboradores idosos neuroatípicos em fase de integração em um novo ambiente.

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9. Ir mais longe: o catálogo de formações B2B DYNSEO

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❓ FAQ — Onboarding inclusivo para colaboradores neuroatípicos

1. Devo adaptar o onboarding mesmo que o colaborador não tenha declarado uma deficiência?

Sim. Um onboarding estruturado, previsível e com materiais escritos beneficia todos os colaboradores — neuroatípicos ou não. E se um colaborador neuroatípico não declarado integrar sua equipe, essas boas práticas reduzirão sua carga cognitiva sem que você precise conhecer seu perfil. A adaptação universal é mais eficaz e menos estigmatizante do que a adaptação direcionada.

2. Como saber se o colaborador neuroatípico "está indo bem" sem que ele se sinta vigiado?

Os pontos de acompanhamento semanais com perguntas abertas ("Como você está vivendo esta semana? O que foi difícil?") são sua melhor ferramenta. Formule-os como um espaço de diálogo, não como um controle. Se você observar uma queda de desempenho ou sinais de exaustão, aborde-os diretamente e de forma gentil: "Eu percebo que você parece ter uma carga alta — o que podemos ajustar?"

3. O onboarding inclusivo realmente leva mais tempo do que o onboarding padrão?

As primeiras semanas exigem mais atenção e estrutura — algumas horas extras de preparação e acompanhamento. Mas esse investimento inicial é amplamente compensado por uma integração bem-sucedida: menos erros, menos mal-entendidos, menos risco de saída precoce. Por outro lado, um onboarding mal-sucedido pode custar de 6 a 12 meses de produtividade reduzida e, no pior cenário, uma saída em 6 meses com todos os custos associados.

4. O colaborador neuroatípico pode recusar as adaptações do onboarding?

Sim. Alguns perfis neuroatípicos recusam as adaptações por vergonha ou medo de estigmatização. Respeite essa recusa. Mas mantenha as boas práticas universais (informação escrita, pontos regulares, objetivos claros) que não precisam ser apresentadas como adaptações — elas são simplesmente "sua maneira de gerenciar". A porta permanece aberta para ajustes se o colaborador desejar mais tarde.

5. Deve-se informar a equipe que um novo colaborador é neuroatípico?

Jamais sem seu consentimento explícito. A divulgação de um perfil neurológico ou de uma deficiência é uma decisão estritamente pessoal do colaborador. Você pode, no entanto, sensibilizar a equipe de forma geral sobre a diversidade cognitiva — "na nossa equipe, nos adaptamos a cada um, alguns precisam de calma, outros de um feedback mais frequente" — sem nomear quem ou o quê. Essa abordagem universal protege o colaborador enquanto prepara a equipe.

6. Como adaptar o onboarding se o colaborador estiver em trabalho remoto desde o primeiro dia?

O onboarding à distância requer uma estrutura ainda mais rigorosa: programa detalhado enviado antes do primeiro dia, videoconferência individual cada manhã da primeira semana (10-15 min), documento de boas-vindas muito completo com capturas de tela, tutoriais em vídeo para as ferramentas, e um canal de comunicação direto (Slack, Teams) para perguntas rápidas. O principal risco do onboarding à distância para um perfil neuroatípico é o isolamento e a acumulação silenciosa de incompreensões.

7. O treinamento DYNSEO Manager para um colaborador neuroatípico cobre o onboarding?

Sim. O treinamento inclui um módulo completo sobre onboarding inclusivo, com ferramentas práticas e casos concretos por perfil (TDAH, TSA, DIS, HPI). Ele é certificável Qualiopi (N° 11757351875), acessível online no seu ritmo, e financiável via OPCO no plano de desenvolvimento de competências. A Checklist de onboarding inclusivo DYNSEO está disponível para download gratuito em dynseo.com/nos-outils.

8. O que fazer se o onboarding não estiver indo bem apesar de todas as precauções?

Primeiro, não espere a avaliação no dia 30 se sinais de alerta aparecerem no dia 10 ou 15 — aja cedo. Organize uma conversa de reorientação gentil: "Eu sinto que algo ainda não está funcionando bem — o que podemos fazer diferente?" Se as dificuldades persistirem, envolva o médico do trabalho e o responsável pela Missão Deficiência. O essencial é nunca deixar uma situação se deteriorar sem intervenção — cada semana de inação custa mais do que uma conversa difícil no início.

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