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📚 Distúrbios DIS · Colégio · Pedagogia inclusiva

Distúrbios DIS no colégio :
compreender, identificar e adaptar suas práticas pedagógicas

O guia completo para os professores, os AESH e as famílias : identificar os sinais dos distúrbios DIS no colégio, implementar as adaptações corretas e construir uma pedagogia realmente inclusiva

📖 Leitura : ~22 min✅ Atualizado 2026🏫 Professores, AESH & famílias
1 aluno/5apresenta um distúrbio de aprendizagem no colégio
60 %dos alunos DYS chegam ao 6º ano sem diagnóstico formalizado
3 anostempo médio entre os primeiros sinais e a implementação de um PAP
×3os distúrbios DIS multiplicam por 3 o risco de evasão escolar no colégio

O colégio é muitas vezes o momento da verdade para os alunos portadores de distúrbios DIS. Onde a escola primária ainda podia compensar pela proximidade dos professores, o colégio impõe uma multiplicidade de professores, disciplinas novas, ritmos mais intensos e avaliações mais exigentes. Para um aluno disléxico, dispraxico, discalcúlico ou disfasico, essa transição é frequentemente traumática. E, no entanto, com as ferramentas certas, a formação adequada e os ajustes necessários, esses mesmos alunos podem não apenas sobreviver ao colégio, mas também revelar capacidades notáveis. Este guia completo oferece todas as chaves para entender os distúrbios DIS no colégio, identificá-los antes do fracasso e adaptar suas práticas pedagógicas para construir uma verdadeira pedagogia inclusiva.



Formação Distúrbios DIS no colégio - DYNSEO
🎓 FORMAÇÃO CERTIFICADA QUALIOPI

Distúrbios DIS no colégio: entender, identificar e adaptar suas práticas pedagógicas

A formação de referência para todos os profissionais da educação secundária. Identificar os diferentes distúrbios DIS e suas manifestações no colégio, dominar as estratégias pedagógicas diferenciadas, construir um PAP eficaz e colaborar com as famílias e os profissionais de saúde — online, no seu ritmo.

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1. O colégio, um desafio difícil para os alunos DIS

A transição da escola primária para o colégio é frequentemente descrita pelas famílias como "o momento em que tudo desmoronou". E não é à toa: a passagem para a 6ª série acumula todos os fatores de agravamento dos distúrbios DIS sem que as compensações habituais estejam presentes.

👨‍🏫

Multiplicação dos professores

De 1-2 professores referenciais para 10-12 professores que não se conhecem entre si. A continuidade e a coerência dos ajustes tornam-se um verdadeiro desafio organizacional para o aluno e sua família.

📚

Explosão das disciplinas

Cada disciplina tem seus próprios códigos, seus próprios formatos de avaliação, suas próprias exigências em leitura e escrita. Para um aluno disléxico, cada nova matéria é um novo desafio.

Ritmo e autonomia aumentados

Planejamento complexo, mudanças de sala, gestão do caderno de correspondência, deveres a serem entregues dentro de prazos — tantas tarefas de organização que frequentemente superam as capacidades dos alunos dispraxicos ou com TDAH.

📝

Avaliações escritas sistemáticas

As notas tornam-se a ferramenta central de avaliação. Os alunos disléxicos e disortográficos — que podem ter excelentes conhecimentos orais — são sistematicamente penalizados por suas dificuldades gráficas.

📌 O que os dados dizem sobre os DIS no colégio

Segundo as estimativas do Ministério da Educação, cerca de 15 a 20 % dos alunos apresentam um distúrbio de aprendizagem. Mas apenas uma minoria se beneficia de um PAP (Plano de Acompanhamento Personalizado) formalizado. A diferença entre a prevalência real e os dispositivos implementados ilustra a importância da formação dos profissionais na detecção precoce e na adaptação pedagógica.

2. Os diferentes distúrbios DIS no colégio: reconhecer cada perfil

O termo "DIS" agrupa distúrbios muito diferentes que é importante distinguir para adaptar as práticas pedagógicas de forma pertinente. Um aluno disléxico e um aluno dispraxico têm necessidades de adaptação radicalmente diferentes — mesmo que ambos possam enfrentar grandes dificuldades em sala de aula.

📖

Dislexia-disortografia

Distúrbio mais frequente · 3-5 % dos alunos

A dislexia é um distúrbio do decodificação fonológica — a correspondência sons/grafemas. O aluno disléxico confunde letras visualmente semelhantes (b/d, p/q), inverte a ordem das sílabas, lê muito lentamente e com esforço, salta palavras, perde sua posição no texto. A disortografia, frequentemente associada, se manifesta por erros ortográficos persistentes apesar do esforço e do aprendizado.

No colégio: o aluno disléxico é penalizado em todas as matérias que exigem ler enunciados, copiar no quadro, produzir textos escritos. Suas dificuldades são frequentemente confundidas com falta de trabalho ou falta de inteligência.

Leitura lentaConfusões b/d/p/qInversõesOrtografia
🔢

Discalculia

Distúrbio do sentido do número · 3-6 % dos alunos

A discalculia é um distúrbio do processamento de informações numéricas. O aluno discalculico tem dificuldade em se representar as quantidades, em automatizar as tabelas de multiplicação, em alinhar as colunas nas operações, em ler as horas ou em se localizar no espaço dos números. Não está relacionada a uma baixa inteligência matemática — um aluno pode compreender perfeitamente os conceitos enquanto é incapaz de automatizar as operações básicas.

No colégio: impacta massivamente matemática, física-química, ciências e todas as disciplinas que utilizam dados numéricos.

Tabelas difíceisAlinhamento de colunasSentido do número
🗣️

Disfasia (TDL)

Distúrbio Desenvolvimento da Linguagem · 1-2 % dos alunos

A disfasia é um distúrbio estrutural do desenvolvimento da linguagem oral e/ou escrita. O aluno disfasico pode ter um vocabulário reduzido, dificuldades em construir frases gramaticalmente corretas, em compreender instruções orais complexas, em memorizar sequências verbais. Sua compreensão pode ser muito melhor na escrita do que na oral — ou vice-versa, dependendo do perfil.

No colégio: impacta as apresentações orais, a compreensão das aulas expositivas, os questionários orais, a participação em sala de aula.

Linguagem oralCompreensãoVocabulárioSintaxe
✏️

Dispraxia (TDC)

Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação · 5-6 % dos alunos

A dispraxia afeta o planejamento e a coordenação dos gestos voluntários. O aluno dispraxico tem uma escrita trabalhosa e ilegível, dificuldades em copiar no quadro, em fazer anotações, em realizar figuras de geometria, em se organizar no espaço da sua folha. Frequentemente associada a distúrbios visuo-espaciais que impactam a leitura de mapas, gráficos e esquemas.

No ensino fundamental: a tomada de notas intensiva, a cópia no quadro e a geometria são obstáculos diários maiores. O computador pode mudar radicalmente a situação.

Escrita trabalhosaCópia difícilGeometriaOrganização

TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade)

Frequentemente associado aos distúrbios DIS · 3-5 % dos alunos

O TDAH se manifesta por dificuldades de atenção sustentada, impulsividade e/ou hiperatividade. É muito frequentemente associado aos distúrbios DIS (60 a 70 % dos alunos DIS apresentam um TDAH associado). O aluno com TDAH é frequentemente incapaz de manter sua atenção em uma tarefa longa, esquece regularmente o material, interrompe os outros, começa várias coisas sem terminá-las.

No ensino fundamental: as aulas expositivas de 55 minutos, a gestão da agenda e o cumprimento de prazos são desafios permanentes.

AtençãoImpulsividadeOrganizaçãoFrequentemente associado

3. Identificando os distúrbios DIS no ensino fundamental: sinais de alerta por disciplina

Cada professor é potencialmente o primeiro a poder identificar os sinais de um distúrbio DIS em sua disciplina. Essa identificação precoce pode evitar anos de sofrimento escolar e perda de autoestima. Aqui estão os sinais de alerta mais característicos por matéria.

MatériaSinais de alerta frequentesDistúrbio provável
PortuguêsLeitura lenta, erros fonológicos, cópia anárquica, redações muito curtasDislexia / Disortografia
MatemáticaColunas mal alinhadas, tabelas não automatizadas, sentido do cálculo ausenteDiscalculia
História-GeografiaMapas incompreensíveis, cronologia impossível, textos não lidosDislexia / Dispraxia
Línguas estrangeirasPronúncia rígida, vocabulário não memorizado, gramática caóticaDislexia / TDL
Ciências / FísicaEsquemas impossíveis, dados numéricos confundidosDispraxia / Discalculia
Educação FísicaDesajeitamento, lentidão, dificuldades em seguir instruções complexasDispraxia / TDAH
Todas as matériasEsquecimentos de material, deveres não entregues, incapacidade de ficar paradoTDAH
💡

O paradoxo DIS: Um aluno DIS pode ser extremamente inteligente e, mesmo assim, ter grandes dificuldades escolares. A diferença entre suas capacidades orais (frequentemente muito boas) e suas performances escritas (frequentemente medianas) é o sinal mais característico de um distúrbio DIS não diagnosticado. Essa diferença não é preguiça — é neurologia.

4. O quadro legal: PAP, PPS e direitos dos alunos DIS no ensino fundamental

Os alunos que apresentam distúrbios DIS têm direito a adaptações escolares formalizadas. Dois dispositivos principais existem no ensino fundamental.

📋 O PAP (Plano de Acompanhamento Personalizado)

  • Para os alunos com distúrbio DIS comprovado
  • Implementado pelo médico escolar
  • Por solicitação dos pais com atestado médico
  • Sem passar pela MDPH
  • Contém: tempo adicional, computador, cópias ampliadas, respostas orais autorizadas
  • Revisado a cada ano letivo

📋 O PPS (Projeto Personalizado de Escolarização)

  • Para situações de deficiência mais significativas
  • Passa pela MDPH
  • Pode incluir um AESH (acompanhante)
  • Garante direito a material pedagógico adaptado
  • Envolve uma equipe de acompanhamento de escolarização (ESS)
  • Requer uma avaliação neuropsicológica completa

⚠️ A adaptação não é um favor — é um direito. Alguns professores ainda consideram as adaptações como uma "trapaça" ou uma desigualdade em relação aos outros alunos. Isso é um erro fundamental: um aluno disléxico que se beneficia de um tempo adicional está na mesma situação que um aluno com baixa visão que usa óculos. As adaptações compensam uma deficiência neurológica, não conferem vantagem injusta.

5. Adaptar suas práticas pedagógicas: as estratégias concretas

5.1 Para todos os professores: as adaptações transversais

🛠️ As adaptações pedagógicas universais para os alunos DIS

📄

Materiais fotocopiados

Evitar a cópia no quadro — sempre distribuir os documentos em formato papel ou digital

🔡

Fonte e espaçamento adaptados

Arial ou Verdana corpo 12-14, espaçamento 1.5, margens largas — melhora a legibilidade para todos

⏱️

Tempo adicional

Tempo adicional para as avaliações. Possibilidade de terminar um exercício durante o intervalo

💻

Computador autorizado

Para produções escritas longas. A ditado por voz é uma solução muito eficaz para os dyspraxicos

🎯

Avaliação sobre o conteúdo

Não penalizar os erros de ortografia nas avaliações de matérias que não sejam francês

📢

Instruções orais e escritas

Sempre acompanhar as instruções escritas com uma formulação oral — e reformular de forma diferente se necessário

🗂️

Organização material

Código de cores por matéria, caderno de textos supervisionado, plano de trabalho visual semanal

Valorização dos sucessos

Identificar sistematicamente o que o aluno consegue — não apenas o que é difícil

5.2 Em francês: adaptar para a dislexia-disortografia

Em aula de francês, os alunos disléxicos podem se beneficiar de textos ampliados com espaçamento aumentado, de leitor de áudio para textos longos, de um sistema de ditado por voz para produções escritas, e de uma avaliação que distingue as competências de compreensão (frequentemente preservadas) das competências gráficas (frequentemente deficitárias).

🔤

Ajuda-memória confusões b/d/p/q DYNSEO

A ajuda-memória das confusões b/d/p/q é uma ferramenta visual mnemotécnica que ajuda os alunos disléxicos a diferenciar essas letras que diferem apenas pela sua orientação espacial. Exibido na mesa do aluno ou colado em seu caderno, torna-se um ponto de referência autônomo que reduz os erros sem a intervenção permanente do professor.

Baixar a ajuda-memória
📝

Grade de revisão ortográfica DYNSEO

O grade de revisão ortográfica guia o aluno com distúrbios DIS passo a passo na revisão de suas produções escritas. Ele decompõe o processo de revisão em ações concretas e sequenciais, permitindo que o aluno corrija o máximo de erros possível antes da entrega do trabalho.

Baixar o grade

5.3 Em matemática: adaptar para a discalculia

Em matemática, os alunos com discalculia se beneficiam de papel quadriculado para alinhar as colunas, de uma calculadora autorizada para as operações básicas (a fim de poder avaliar a compreensão dos conceitos sem penalizar a automatização), de problemas com dados reduzidos, e de uma exibição visível das tabelas de multiplicação e das fórmulas-chave.

5.4 Em línguas vivas: adaptações frequentemente negligenciadas

As línguas vivas são frequentemente o pesadelo dos alunos com dislexia — particularmente o inglês, cuja ortografia é notória pela sua ausência de correspondência sons/grafemas. Adaptações eficazes: avaliação prioritária sobre a compreensão oral e a produção oral, redução do número de palavras a memorizar, uso da fonética visual, e utilização de softwares de síntese de voz para a compreensão escrita.

🔊

Imagário de sons complexos DYNSEO

O imagário de sons complexos ajuda os alunos com dislexia e os alunos em aprendizado de línguas estrangeiras a memorizar a correspondência entre sons complexos e sua representação gráfica — graças a uma associação imagem/som visual e memorável. Um suporte particularmente eficaz para as aulas de francês e inglês.

Acessar o imagário

6. A colaboração com as famílias e os profissionais de saúde

O acompanhamento dos alunos com distúrbios DIS na escola não pode depender de um único professor — requer uma colaboração ativa entre a equipe pedagógica, a família, o médico escolar e os profissionais de saúde externos (fonoaudiólogo, neuropsicólogo, terapeuta ocupacional). Essa colaboração é frequentemente a parte mais delicada — e a mais determinante para o sucesso do aluno.

1

Ler e compreender o relatório neuropsicológico

O relatório neuropsicológico é o documento-chave que fundamenta o diagnóstico e orienta as adaptações. Saber ler um perfil WISC-V, compreender o que significam os escores em percentis e identificar as recomendações pedagógicas é uma competência fundamental para todo professor que acompanha um aluno com distúrbios DIS.

2

Manter um vínculo regular com a família

Os pais de alunos com distúrbios DIS estão frequentemente exaustos após anos de luta para fazer reconhecer as dificuldades de seu filho. Uma comunicação acolhedora, factual e positiva — centrada nos progressos observados tanto quanto nas dificuldades — constrói a confiança necessária para uma verdadeira colaboração.

3

Coordenar as adaptações entre os professores

A coerência das adaptações entre todas as matérias é fundamental. Um PP (Professor Principal) que coordena a implementação do PAP em todas as matérias, e que se assegura de que as adaptações estão realmente sendo aplicadas por cada colega, faz uma diferença considerável.

4

Trabalhar em complementaridade com o AESH

O AESH não é um repetidor nem um "professor particular na sala de aula". Seu papel é facilitar a autonomia do aluno, não fazer por ele. Definir claramente esse papel com o AESH e lhe dar as ferramentas para exercê-lo de forma eficaz é uma responsabilidade da equipe docente.

📊

Tabela de acompanhamento articulatório DYNSEO

Para os alunos que apresentam uma disfasia ou dificuldades articulatórias associadas aos seus distúrbios DIS, a tabela de acompanhamento articulatório permite ao professor traçar os progressos na produção dos fonemas difíceis, em coerência com o trabalho do fonoaudiólogo. Uma ferramenta de coordenação entre escola e cuidados.

Acessar a tabela
🎓

Formação — Distúrbios DIS no colégio: compreender, identificar e adaptar

A formação completa que lhe dá todas as chaves para acompanhar eficazmente os alunos DIS na sua turma. Diagnósticos diferenciais, estratégias pedagógicas por disciplina, construção do PAP, colaboração com as famílias — online, certificada Qualiopi, financiável pela sua instituição.

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7. O impacto emocional dos DIS no colégio: não negligenciar a vivência do aluno

Os distúrbios DIS não são apenas distúrbios da aprendizagem — eles também são distúrbios da autoestima. Anos de fracasso escolar, comparações desfavoráveis com os pares e comentários feridos deixam marcas profundas. A adolescência amplifica essas feridas.

💔

Autoestima fragilizada

Um aluno disléxico que passou toda a sua escolaridade primária ouvindo que "não se esforça" chega ao colégio com uma imagem de si profundamente negativa. Reconstruir essa autoestima é um pré-requisito para qualquer aprendizagem eficaz.

😰

Ansiedade escolar

O medo das avaliações, de ler em voz alta, de ser questionado no quadro — essa ansiedade crônica consome recursos cognitivos preciosos e pode levar à recusa escolar.

🎭

Comportamentos de evitação

A agitação, os comportamentos perturbadores em sala de aula, o palhaço da turma, a ausência — por trás de muitos desses comportamentos está um aluno DIS que prefere ser visto como um perturbador do que como um "idiota".

🌟

As forças desconhecidas

A criatividade, o pensamento em imagens, a inteligência intuitiva, as habilidades verbais e relacionais notáveis — os alunos DIS muitas vezes têm forças extraordinárias que não são valorizadas pela escola tradicional.

8. As ferramentas digitais a serviço dos alunos DIS

O digital transformou as possibilidades de acompanhamento dos alunos DIS. Ferramentas que parecem inofensivas para um aluno neurotípico podem ser revolucionárias para um aluno disléxico ou dispraxico.

  • Dictado de voz — permite que o aluno dispraxico expresse seus conhecimentos sem ser penalizado pela grafomotricidade
  • Síntese de voz — lê os textos em voz alta para o aluno disléxico, liberando seus recursos para a compreensão
  • Corretor ortográfico avançado — reduz a carga de revisão para o aluno disortográfico
  • Softwares de mapeamento mental — permite estruturar as ideias visualmente sem restrição gráfica
  • ENT (Espaço Digital de Trabalho) — permite receber as aulas em formato digital, evitando a cópia trabalhosa
  • Aplicativos de estimulação cognitiva — manter e desenvolver as capacidades cognitivas fora do horário de aula

O aplicativo COCO da DYNSEO propõe atividades de estimulação cognitiva adaptadas para crianças e jovens adolescentes, trabalhando as funções executivas, a memória e a atenção — funções frequentemente envolvidas nos distúrbios DIS. Para os adolescentes mais velhos, o aplicativo FERNANDO propõe exercícios adaptados às funções cognitivas adultas, acessíveis a partir de um tablet ou computador. Os testes cognitivos DYNSEO permitem avaliar os perfis cognitivos e informar os relatórios compartilhados com a equipe pedagógica.

9. Preparar as avaliações: adaptar sem trair os aprendizados

A questão da avaliação dos alunos DIS é uma das mais complexas para os professores. Como avaliar de forma justa um aluno cujas dificuldades afetam o próprio instrumento de avaliação (a escrita) em vez dos conhecimentos em si?

✅ Adaptações das avaliações recomendadas

  • Tempo extra sistemático para todas as avaliações
  • Computador autorizado para produções longas
  • Aumento dos temas (150 %)
  • Avaliações orais em complemento às avaliações escritas
  • Questões de múltipla escolha em complemento às questões abertas
  • Sem penalidade para a ortografia fora das aulas de português
  • Possibilidade de responder em esquema ou em lista em vez de texto redigido

❌ O que deve ser evitado

  • ler em voz alta na frente da turma sem preparação prévia
  • Avaliar apenas por escrito sem considerar o PAP
  • Penalizar os erros de ortografia em todas as matérias
  • Comparar os resultados com os pares sem considerar a deficiência
  • Destacar as dificuldades na frente da turma
  • Recusar os ajustes do PAP sob o pretexto de equidade

10. Construir uma cultura inclusiva na instituição

O acompanhamento dos alunos DIS não pode depender de alguns professores voluntários. Deve se tornar uma cultura institucional — promovida pela direção, formalizada no projeto pedagógico e apoiada pela formação contínua de toda a equipe.

Uma instituição inclusiva é reconhecida por alguns indicadores: um referencial DIS identificado na equipe, um protocolo de identificação documentado, formações regulares para os professores, uma comunicação proativa com as famílias desde os primeiros sinais de alerta, e uma avaliação anual da eficácia dos ajustes implementados.

« A pedagogia diferenciada não é ensinar pior ou ensinar menos. É ensinar de forma diferente, para que todos os alunos — DIS ou não — alcancem os mesmos objetivos por caminhos diferentes. É exigente, mas é a definição mesma de uma escola que respeita a diversidade das inteligências. »

— Perspectiva de especialistas em pedagogia inclusiva e neurodiversidade

Os distúrbios DIS no ensino fundamental: do obstáculo à oportunidade

Um aluno DIS bem acompanhado no ensino fundamental pode revelar capacidades notáveis que a escola tradicional nunca teria visto. A chave é a formação dos professores — para entender, identificar e adaptar. A DYNSEO criou uma formação completa, acessível online, no seu ritmo, para lhe dar todas as ferramentas de que você precisa.

Acessar a formação DIS ensino fundamental →

FAQ — Distúrbios DIS no colégio

Q1 Como obter um PAP para meu filho no colégio?

O PAP (Plano de Acompanhamento Personalizado) é obtido consultando o médico escolar da instituição com um atestado médico atestando o distúrbio DIS (elaborado pelo médico assistente, fonoaudiólogo ou neuropsicólogo). O médico escolar redige então o PAP em colaboração com a equipe pedagógica e a família. Não é necessário passar pela MDPH. O PAP é revisado a cada ano letivo e pode ser solicitado a qualquer momento do ano.

Q2 Meu filho DIS pode ter um computador em sala de aula?

Sim — o uso do computador pode ser formalizado no PAP ou no PPS. É particularmente recomendado para alunos dyspraxicos (cuja escrita manual é muito trabalhosa) e alunos disortográficos (que se beneficiam do corretor ortográfico). A implementação geralmente requer uma decisão da equipe pedagógica formalizada no PAP, e às vezes a aquisição do computador (custeio possível pela MDPH no âmbito de um PPS).

Q3 Um aluno DIS tem direito a adaptações no exame?

Sim — os candidatos reconhecidos como portadores de um distúrbio DIS podem se beneficiar de adaptações no exame do colégio: tempo adicional, uso do computador, suporte ampliado, perguntas lidas por um terceiro. Essas adaptações devem ser solicitadas pelo médico escolar e validadas pela reitoria. O pedido deve ser feito no início do ano da 3ª série. As mesmas adaptações continuam no ensino médio e no vestibular.

Q4 Como abordar o tema dos DIS com um aluno que não tem diagnóstico?

Diante de um aluno apresentando sinais característicos sem diagnóstico formal, o professor pode: sinalizar suas observações ao professor responsável ou ao médico escolar (por escrito, com exemplos concretos), contatar a família para uma conversa acolhedora centrada nas observações factuais (não o diagnóstico — não é seu papel), e implementar adaptações sensatas imediatamente (ampliação, suportes fotocopiados) sem esperar o diagnóstico.

Q5 A formação DYNSEO é destinada apenas a professores de francês?

Não — a formação Distúrbios DIS no colégio da DYNSEO é destinada a todos os professores do ensino secundário, independentemente de sua disciplina, assim como aos AESH, aos conselheiros principais de educação, aos psicólogos escolares e às famílias. Ela aborda os impactos dos distúrbios DIS em todas as matérias e propõe estratégias de adaptação transversais. É acessível online, certificada Qualiopi e financiável através do plano de formação da instituição ou via CPF.

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