Avaliação TDAH adulto em empresa: por quem, quanto, e como é feita
Um colaborador que você suspeita ter um TDAH não diagnosticado. Um funcionário que se pergunta se suas dificuldades profissionais têm uma origem neurológica. Este guia responde a todas as perguntas práticas sobre a avaliação TDAH adulto — e sobre o que o empregador pode fazer para apoiar o processo.
Na França, estima-se que 2,5 a 5 % da população adulta apresente um TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade) — ou seja, entre 1,5 e 3 milhões de pessoas. A grande maioria nunca foi diagnosticada: seja porque o transtorno passou despercebido na escola (notadamente em mulheres e perfis desatentos), seja porque o diagnóstico adulto ainda não existia nas práticas clínicas francesas quando essas pessoas eram crianças, seja porque desenvolveram estratégias compensatórias suficientes para "aguentar" até que as exigências profissionais superassem suas capacidades de adaptação. Na sua empresa, colaboradores com TDAH não diagnosticados podem estar trabalhando em um estado de fadiga cognitiva crônica, incompreendidos por seus gerentes e frustrados consigo mesmos. Este guia explica como funciona a avaliação diagnóstica do TDAH adulto, quem pode realizá-la, quanto custa, e o que o empregador pode fazer para facilitar o processo — sem nunca ultrapassar os limites do respeito à vida privada.
1. TDAH adulto em empresa: reconhecer os sinais
1.1 O TDAH adulto: um transtorno muitas vezes invisível e mal compreendido
O TDAH do adulto nem sempre se assemelha ao quadro clínico estereotipado da criança hiperativa que corre para todos os lados. No adulto, a hiperatividade motora muitas vezes diminui com a idade — ela se transforma em agitação interna, em tendência a interromper, em incapacidade de ficar sentado durante uma longa reunião. A desatenção, por sua vez, persiste e se expressa no contexto profissional de forma muito específica: esquecimentos crônicos, dificuldade em terminar tarefas, procrastinação maciça, desorganização persistente, hipersensibilidade ao barulho e às interrupções em open space.
O que torna o TDAH adulto particularmente difícil de identificar em empresas é que muitas dessas pessoas desenvolveram estratégias de compensação muito eficazes ao longo dos anos — hiperorganização compensatória, sobrecarga de trabalho para recuperar atrasos, hiperfoco em assuntos interessantes que oculta déficits em tarefas monótonas. Essas estratégias funcionam até certo ponto: uma promoção, uma mudança de cargo, um período de estresse intenso ou a chegada de um filho podem fazer desmoronar o edifício compensatório — e é muitas vezes nesse momento que o TDAH se revela.
dos adultos apresentam um TDAH — ou seja, 1,5 a 3 milhões de pessoas na França
dos adultos TDAH não foram diagnosticados na infância (INSERM 2022)
tempo médio entre os primeiros sintomas no adulto e o diagnóstico na França
de produtividade em menos estimada para um trabalhador TDAH não acompanhado (estudo OCDE 2021)
1.2 Os sinais observáveis em contexto profissional
Um gerente não pode diagnosticar um colaborador — e ele não tem nem a legitimidade nem as competências. Mas ele pode observar comportamentos recorrentes que merecem uma conversa acolhedora sobre os recursos disponíveis. Esses sinais nunca são a prova de um TDAH — eles são indicadores de funcionamento que podem ter muitas causas. O que importa é a persistência, a repetição e o contraste com as capacidades da pessoa em outras áreas.
🔵 Organização & Gestão do tempo
- Prazo frequentemente perdido apesar dos esforços
- Dificuldade em priorizar, tudo parece urgente
- Procrastinação massiva em tarefas complexas
- Escritório e arquivos digitais em desordem crônica
- Esquecimentos frequentes de reuniões ou compromissos
- Tendência a iniciar 5 projetos e não terminar nenhum
🟡 Atenção & Concentração
- Muito distraído em open space, dificuldades para trabalhar
- Perde o fio da meada em reuniões, pede para repetir frequentemente
- Hiperefoco intenso em assuntos estimulantes
- Erros de distração recorrentes em tarefas dominadas
- Leitura longa muito difícil, pula trechos
- Esquece o que queria dizer no meio da frase
🔴 Emoções & Impulsividade
- Reatividade emocional intensa e rápida
- Corta frequentemente a palavra em reuniões
- Dificuldades em tolerar frustração e espera
- Toma decisões impulsivas das quais se arrepende
- Se ofende facilmente diante de críticas
- Alternância entre entusiasmo excessivo e desmotivação
⚠️ Lembrete essencial : Esses sinais não permitem diagnosticar um TDAH — muitas outras causas podem explicá-los (ansiedade, depressão, sobrecarga, falta de sono, conflito de valores). O papel do gerente nunca é diagnosticar, mas abrir uma conversa acolhedora sobre os recursos disponíveis, especialmente o médico do trabalho. Nunca mencionar "TDAH" a um colaborador sem que ele mesmo tenha mencionado.
2. O percurso diagnóstico TDAH adulto: por quem e como
2.1 A avaliação neuropsicológica: a referência diagnóstica
O diagnóstico de TDAH em adultos baseia-se em uma avaliação neuropsicológica realizada por um neuropsicólogo ou um médico especializado (psiquiatra, neurologista, pediatra psiquiatra em consulta de adultos). Essa avaliação avalia as funções cognitivas envolvidas no TDAH: atenção sustentada e dividida, memória de trabalho, velocidade de processamento da informação, inibição, flexibilidade cognitiva, planejamento. Inclui questionários padronizados sobre o funcionamento diário (DIVA, Conners, WURS), entrevistas clínicas aprofundadas e testes cognitivos normatizados.
A duração de uma avaliação completa varia entre 4 e 8 horas, frequentemente distribuídas em várias sessões. O relatório escrito resultante é um documento médico detalhado que descreve o perfil cognitivo da pessoa, estabelece ou exclui o diagnóstico de TDAH e formula recomendações de adaptações nas áreas da vida afetadas — incluindo o trabalho. Este documento pode ser enviado ao médico do trabalho para estruturar as adaptações de cargo.
2.2 Os profissionais habilitados a diagnosticar o TDAH adulto
Neuropsicólogo
Especialista em avaliações cognitivas. Realiza a avaliação completa das funções executivas. Não prescreve tratamento medicamentoso, mas formula recomendações de adaptações.
Acesso direto ou por prescrição · Consultório privado ou hospitalPrazo médio: 3 a 12 meses em consultório particular
Psiquiatra
Médico especialista em distúrbios mentais. Pode fazer o diagnóstico clínico de TDAH e prescrever tratamento medicamentoso (Ritalina, Concerta, Strattera em ATU) se necessário.
Por prescrição do médico responsávelPrazo médio: 6 a 18 meses no setor público
Neurologista
Pode realizar uma avaliação do TDAH adulto, especialmente em casos de comorbidades neurológicas. Prática menos comum do que a psiquiatria para o TDAH puro.
Por prescrição · Hospital ou consultório privadoPrazo variável conforme especialização
Médico de família treinado em TDAH
Pode iniciar o diagnóstico por meio de questionários padronizados e encaminhar para um especialista. Alguns médicos de família são especialmente treinados em TDAH adulto — lista disponível via HAS-TDAH.
Primeiro atendimento acessível · Sem prazoPara o encaminhamento — não para a avaliação completa
Centros de especialistas em TDAH adulto
Consultas especializadas hospitalares que oferecem avaliações completas e acompanhamento multidisciplinar. Bordeaux, Paris (Sainte-Anne, Lariboisière), Lyon, Montpellier, Estrasburgo…
Por prescrição · Setor públicoPrazo: 6 a 24 meses conforme os centros
Telemedicina especializada TDAH
Desde 2022, plataformas como Psyvia, Medadom ou Livi oferecem consultas iniciais TDAH à distância. Permitem uma primeira avaliação rápida e uma orientação para um especialista.
Acesso imediato · Consulta por vídeoNão substitui a avaliação completa

TDAH no trabalho: reconhecer e acompanhar
Esta formação online, 100 % à distância e no seu ritmo, dá aos seus gestores, DRH e responsáveis pela Missão Deficiência as chaves para reconhecer os sinais do TDAH em ambiente profissional, acompanhar os processos diagnósticos sem estigmatizar e implementar as adaptações que liberam o potencial dos colaboradores TDAH. Certificada Qualiopi, financiável pelo OPCO, implementável em licenças multi-colaboradores.
Descobrir a formação →3. O custo da avaliação TDAH adulto: o que realmente custa
3.1 Os diferentes componentes do custo
O custo de uma avaliação diagnóstica TDAH adulto varia consideravelmente de acordo com o tipo de profissional consultado, o setor (público ou privado) e o nível de completude da avaliação. É importante distinguir o custo da avaliação inicial, da avaliação neuropsicológica completa e do acompanhamento pós-diagnóstico.
Consulta médico de família
Primeira orientação, questionários de triagem. Base de reembolso da Segurança Social.
Reembolsado SS a 70 %Consulta psiquiatra setor 1
Entrevista diagnóstica clínica, eventualmente prescrição medicamentosa.
Reembolsado SS a 70 %Consulta psiquiatra setor 2-3
Excedentes de honorários frequentes em consultório. Cobertura parcial segundo a mutualidade.
Segundo a mutualidadeAvaliação neuropsicológica completa
4 a 8 horas de aplicação + relatório escrito. Neuropsicólogo autônomo. Não reembolsado SS sem prescrição médica.
Mutualidade segundo contratoCentro especialista hospitalar
Avaliação completa coberta pela Segurança Social no âmbito de uma hospitalização ou consulta externa. Prazo de espera longo.
100 % reembolsado SSPlataforma de telemedicina
Consulta inicial à distância. Rápida, mas não substitui a avaliação completa. Variável conforme a plataforma.
Parcialmente reembolsado3.2 As coberturas disponíveis
O reembolso da avaliação TDAH adulto depende de vários fatores: o tipo de profissional consultado, o setor de atuação e a cobertura do plano de saúde complementar. Aqui estão as regras em vigor em 2026.
| Tipo de avaliação / consulta | Segurança social | Plano de saúde complementar | Outros dispositivos |
|---|---|---|---|
| Consulta médico de família (triagem) | 70 % base SS | 30 % conforme contrato | — |
| Psiquiatra setor 1 | 70 % base SS | Complemento conforme contrato | — |
| Psiquiatra setor 2/3 | 70 % base SS apenas | Variável — verificar o contrato | — |
| Neuropsicólogo liberal | Não reembolsado (exceto prescrição) | Alguns planos: 200–400 €/ano | AGEFIPH se RQTH (ajuste de posto) |
| Avaliação hospitalar (centro especialista) | 100 % reembolsado | Taxa moderadora conforme plano de saúde | — |
| Tratamento medicamentoso (MPH) | 65 % base SS | Complemento conforme contrato | Renovação médico de família possível |
💡 Dica prática : Para evitar os custos da avaliação liberal (400–900 €), o melhor caminho é solicitar uma orientação para um centro especialista TDAH adulto hospitalar através do médico de família. O prazo é mais longo (6 a 18 meses conforme os centros), mas a avaliação é coberta 100 % pela Segurança Social. Para as pessoas que estão sofrendo e não podem esperar, a avaliação liberal continua sendo a solução mais rápida — a verificar com seu plano de saúde para o reembolso parcial.
4. O percurso pós-diagnóstico: o que fazer após a avaliação
4.1 Da conclusão da avaliação aos ajustes profissionais
Uma avaliação que conclui um TDAH só é útil se for seguida de ações concretas. Para o colaborador, o relatório neuropsicológico é o documento fundamental que pode iniciar várias ações em paralelo: transmissão ao médico do trabalho para estruturar os ajustes de posto, solicitação de RQTH junto à MDPH, e implementação de um acompanhamento terapêutico adequado (coaching TDAH, terapia cognitiva e comportamental, eventualmente tratamento medicamentoso).
Recepção do relatório neuropsicológico
Documento entregue pelo neuropsicólogo ou psiquiatra. Descreve o perfil cognitivo completo, diagnostica ou exclui o TDAH, e formula recomendações. Este documento é estritamente confidencial — pertence ao colaborador que decide sozinho se irá compartilhá-lo.
Consulta médico do trabalho
O colaborador pode, de forma voluntária e confidencial, compartilhar o relatório com o médico do trabalho. Este pode então prescrever ajustes de posto específicos (ambiente calmo, teletrabalho, organização adequada) que são obrigatórios para o empregador sem revelar o diagnóstico.
Procedimento RQTH (opcional)
O colaborador pode apresentar um dossiê RQTH junto à MDPH (Casa Departamental das Pessoas com Deficiência) com base no relatório neuropsicológico. A RQTH dá direito a financiamentos AGEFIPH para as adaptações, à cota OETH para o empregador e a algumas proteções adicionais no emprego.
Implementação das adaptações de posto
Com base nas recomendações do médico do trabalho, o empregador implementa as adaptações: escritório tranquilo ou teletrabalho, cronômetro visual, estrutura de tarefas adaptada, feedback mais frequente, redução de interrupções. Essas adaptações são independentes da RQTH — podem ser implementadas assim que as primeiras recomendações médicas forem feitas.
Acompanhamento terapêutico e coaching TDAH
Paralelamente às adaptações de posto, um acompanhamento terapêutico adequado melhora significativamente o funcionamento profissional: TCC (terapia cognitiva e comportamental) especializada em TDAH, coaching de funções executivas, grupos de pares TDAH. Esses acompanhamentos podem ser parcialmente financiados pela MDPH ou por algumas seguradoras.
5. O papel do empregador: o que ele pode fazer, o que ele não pode fazer
5.1 O que o empregador NÃO pode fazer
A fronteira entre a benevolência gerencial e a ingerência na vida privada é clara do ponto de vista jurídico. O empregador não pode: perguntar a um colaborador se ele tem TDAH ou qualquer outro distúrbio de saúde, exigir a comunicação de um diagnóstico médico, mencionar um distúrbio suposto em uma avaliação anual ou em um documento de RH, encaminhar diretamente para um médico especialista sugerindo um diagnóstico, ou condicionar uma promoção ou uma adaptação à realização de uma avaliação.
Esses comportamentos, mesmo bem-intencionados, podem constituir discriminação baseada no estado de saúde — uma falta grave no sentido da lei de 11 de fevereiro de 2005 e do Código do Trabalho. A regra é simples: você acompanha comportamentos e necessidades observadas — você nunca diagnostica.
5.2 O que o empregador PODE fazer
Encaminhar para o médico do trabalho
Sugerir uma visita espontânea ao médico do trabalho quando dificuldades profissionais persistentes forem observadas. "Se você está passando por um período difícil, o médico do trabalho pode te ajudar" — sem nomear um distúrbio.
Informar sobre os recursos disponíveis
Comunicar a todos os colaboradores (não direcionado) a existência do referencial Missão Deficiência, das ajudas AGEFIPH e da possibilidade de procedimento RQTH — de forma geral e não personalizada.
Implementar adaptações preventivas
Estabelecer práticas de equipe neuroinclusivas que beneficiem a todos: estruturas visuais, feedback regular, reuniões curtas e estruturadas, espaço tranquilo acessível. Não é necessário diagnóstico para isso.
Responder aos pedidos de adaptação
Quando um colaborador pede uma adaptação (com ou sem RQTH), tratá-lo seriamente e rapidamente. A obrigação de adaptação razoável se aplica desde a expressão de uma necessidade — não apenas após RQTH.
Formar os gerentes
Implementar treinamentos sobre TDAH e neurodiversidade para os gerentes operacionais. Uma equipe de gerência treinada reconhece os sinais, adapta sua comunicação e evita mal-entendidos custosos.
Facilitar o processo RQTH
Se um colaborador mencionar um processo RQTH, acompanhá-lo administrativamente via o referencial da Missão Deficiência. Nunca iniciar o processo no lugar do colaborador sem seu consentimento expresso.
6. As adaptações de posto para um colaborador TDAH diagnosticado
6.1 As adaptações organizacionais prioritárias
O diagnóstico TDAH abre caminho para adaptações de posto estruturadas que podem transformar radicalmente o desempenho profissional de um colaborador que até então estava em dificuldade. Essas adaptações não são "presentes" — são compensações legítimas de um déficit neurológico documentado. Elas são financiadas pela AGEFIPH para os funcionários RQTH e estão sob a obrigação de adaptação razoável para todos.
| Adaptação | Benefício TDAH | Custo | Financiamento AGEFIPH |
|---|---|---|---|
| Teletrabalho 2-3 dias/semana | Remove a sobrecarga sensorial do open space, reduz as interrupções | Gratuito | — |
| Posto fixo em espaço calmo ou periférico | Reduz as distrações visuais e auditivas | Gratuito | — |
| Fone de ouvido com cancelamento de ruído | Filtra as interrupções sonoras, ajuda na concentração | 150–300 € | Sim |
| Timer visual (Time Timer) | Materializa o tempo, reduz a ansiedade temporal e a procrastinação | 20–40 € | Parcial |
| Software de gestão de tarefas visual (Trello, Asana) | Externaliza o planejamento, reduz a carga da memória de trabalho | Gratuito/10 €/mês | — |
| Pontos de feedback semanais curtos (15 min) | Substitui o feedback anual por um ancoragem regular, reduz a ansiedade | Gratuito | — |
| Instruções escritas sistemáticas | Compensa a memória de trabalho deficiente (manter apenas o oral) | Gratuito | — |
| Coaching profissional TDAH | Desenvolve estratégias de organização e gestão das funções executivas | 100–200 €/sessão | Sim (parcial) |
6.2 O que o tratamento medicamentoso muda — e não muda
Alguns colaboradores TDAH diagnosticados recebem prescrição de um tratamento medicamentoso à base de metilfenidato (Ritalina, Concerta, Quasym) ou de atomoxetina (Strattera). Esses tratamentos, quando adequados e bem dosados, podem melhorar significativamente a concentração, reduzir a impulsividade e melhorar a regulação emocional. Eles não "curam" o TDAH — eles reduzem os sintomas mais incômodos durante o tempo de sua ação.
É essencial que nem o empregador nem o gerente sugiram, comentem ou condicionem qualquer coisa ao tratamento medicamentoso do colaborador. O tratamento é uma decisão médica estritamente pessoal. O empregador pode observar uma melhoria nos comportamentos profissionais sem conhecer ou comentar a causa médica.
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7. TDAH adulto, RQTH e OETH: as implicações para o empregador
7.1 O TDAH como deficiência reconhecida
O TDAH é reconhecido como deficiência nos termos da lei de 11 de fevereiro de 2005 quando tem um impacto significativo nas capacidades profissionais. A RQTH pode, portanto, ser concedida para um TDAH adulto documentado por uma avaliação neuropsicológica — e um colaborador RQTH para TDAH conta na cota OETH da empresa. Essa realidade ainda é pouco conhecida por muitos DRH que associam a deficiência às suas formas visíveis (motora, sensorial) e ignoram que o TDAH e os outros distúrbios neuroatípicos representam uma parte significativa das RQTH concedidas a cada ano.
Segundo os dados da AGEFIPH, os reconhecimentos RQTH para distúrbios psíquicos (nos quais o TDAH é classificado) representam agora mais de 20% das novas RQTH concedidas anualmente — uma proporção em forte crescimento desde 2018. Essa tendência reflete tanto o aumento do diagnóstico de TDAH adulto quanto um melhor conhecimento dos direitos pelas pessoas envolvidas.
7.2 ROI do acompanhamento TDAH na empresa
O custo da inação frente a um colaborador TDAH não acompanhado é documentado e mensurável. Estudos da OCDE (2021) estimam a perda de produtividade associada ao TDAH não tratado entre 20 e 30% dependendo dos cargos. Em uma equipe de 10 pessoas, das quais um ou dois perfis TDAH não acompanhados, isso representa um valor não criado significativo. Adicione os afastamentos mais frequentes (os adultos TDAH têm uma taxa de afastamento superior de 35% à média), a rotatividade acelerada (um colaborador TDAH que se sente incompreendido sairá mais cedo) e o custo de recrutamento do substituto — e o business case do acompanhamento se torna incontestável.
Por outro lado, um colaborador TDAH bem acompanhado e corretamente adaptado pode ser um ativo excepcional para sua equipe: hiperfoco em projetos estimulantes, criatividade associativa, reatividade em situações de crise, entusiasmo contagiante, pensamento não convencional. Essas forças são reais — elas simplesmente precisam do contexto certo para se expressar.
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Acompanhamento cognitivo para idosos. Adaptada aos colaboradores idosos TDAH em uma abordagem de manutenção das capacidades atencionais e de bem-estar cognitivo.
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Aplicativo 5-10 anos. Útil para os funcionários pais de crianças TDAH que buscam ferramentas de estimulação cognitiva adequadas para oferecer em casa como complemento ao acompanhamento terapêutico.
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❓ FAQ — Bilan TDAH adulto e acompanhamento em empresa
1. Um médico de família pode diagnosticar o TDAH adulto?
Um médico de família pode iniciar o processo diagnóstico através de questionários de triagem padronizados (ASRS, Conners) e encaminhar para um especialista — mas o diagnóstico formal de TDAH adulto requer uma avaliação neuropsicológica completa ou uma consulta psiquiátrica aprofundada. Na prática, alguns médicos de família especialmente treinados em TDAH adulto podem fazer o diagnóstico clínico e iniciar um tratamento medicamentoso, mas esse caso ainda é raro. O encaminhamento para um centro especializado ou um neuropsicólogo continua sendo o caminho recomendado pela HAS.
2. Meu colaborador se recusa a fazer uma avaliação. Como ajudá-lo sem forçar?
Você não pode forçar um colaborador a realizar uma avaliação — e você não deve fazer isso. Seu papel é criar as condições para que ele se sinta autorizado: compartilhar informações sobre os recursos disponíveis de forma geral (para toda a equipe), mencionar que o médico do trabalho pode ser consultado de forma confidencial para qualquer problema profissional, e adaptar sua gestão às necessidades observadas sem esperar um diagnóstico. Muitos colaboradores dão o passo uma vez que veem que a empresa é acolhedora e não punitiva em relação aos pedidos de ajuda.
3. O bilhete TDAH adulto é reembolsado pela Segurança Social?
Isso depende do circuito escolhido. Uma avaliação realizada em um centro especializado hospitalar (em lista de espera) é coberta 100% pela Segurança Social. Uma avaliação com um neuropsicólogo liberal não é reembolsada diretamente pela Sécu — mas pode ser parcialmente reembolsada pela mutua complementar (verificar o contrato: algumas mutuas reembolsam 200 a 400 € de avaliação neuropsicológica por ano). As consultas psiquiátricas do setor 1 são reembolsadas em 70% da base SS.
4. Quanto tempo dura o percurso diagnóstico TDAH adulto do início ao fim?
O prazo médio entre a decisão de consultar e o recebimento do relatório neuropsicológico é de 3 a 18 meses, dependendo do circuito escolhido: algumas semanas com um neuropsicólogo liberal disponível rapidamente, vários meses a um ano e meio em um centro especializado público. Na prática, muitas pessoas começam com uma consulta de médico de família ou psiquiatra liberal (mais rápida) e depois completam com uma avaliação neuropsicológica. O prazo médio realista é de 6 a 12 meses.
5. Após um diagnóstico de TDAH, o colaborador é obrigado a informar seu empregador?
Não. O diagnóstico médico é uma informação estritamente pessoal e confidencial. O colaborador não tem nenhuma obrigação legal de informar seu empregador. Ele pode escolher fazê-lo para obter adaptações, mas isso nunca é uma obrigação. Ele também pode solicitar adaptações através do médico do trabalho sem revelar seu diagnóstico — o médico prescreve adaptações sem revelar a causa médica ao empregador.
6. O TDAH adulto dá sempre direito à RQTH?
Não automaticamente. A RQTH é concedida pela MDPH se o transtorno tiver um "impacto significativo" na vida profissional. Um TDAH leve bem compensado pode não justificar uma RQTH, enquanto um TDAH severo com comorbidades (ansiedade, depressão, distúrbios do sono) claramente dará direito. O dossiê MDPH deve incluir uma avaliação neuropsicológica recente e um atestado médico do psiquiatra ou do médico assistente descrevendo o impacto funcional na vida profissional.
7. A formação DYNSEO TDAH no trabalho cobre a avaliação e o percurso diagnóstico?
Sim. A formação DYNSEO "TDAH no trabalho: reconhecer e acompanhar" inclui um módulo completo sobre o percurso diagnóstico, os recursos disponíveis, o papel do médico do trabalho e os procedimentos RQTH. Ela é projetada para gerentes, DRH e referentes de Missão Deficiência — não para médicos. Ela é certificada Qualiopi (N° 11757351875) e financiável via OPCO no plano de desenvolvimento de competências.
8. Existem testes online para ter uma primeira ideia antes de consultar um especialista?
Sim. Questionários de triagem validados como o ASRS v1.1 (Adult ADHD Self-Report Scale) estão disponíveis online e permitem uma autoavaliação indicativa. Esses instrumentos não substituem um diagnóstico clínico, mas podem ajudar uma pessoa a entender se suas dificuldades merecem uma consulta especializada. A DYNSEO também oferece testes cognitivos online em dynseo.com/nos-tests — não diagnósticos, mas úteis para explorar algumas dimensões atencionais e executivas.
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